PV e PCdoB rejeitam Cappelli e cobram PT por vaga de vice na chapa de Grass ao Buriti

A alta rejeição dos partidos de esquerda ao nome de Ricardo Cappelli, pré-candidato ao GDF pelo PSB, chegou aos diretórios locais do PV e do PCdoB, legendas que, junto com o PT, formam a Federação Brasil da Esperança (FE Brasil).
Os dirigentes esquerdistas querem barrar as chances do pupilo de Rodrigo Rollemberg e Flávio Dino ser contemplado com a vaga de vice e reivindicam a indicação de um nome para compor a chapa do ex-distrital Leandro Grass.
Para a cúpula dos dois partidos, a Federação pode solucionar esse impasse escolhendo alguém de dentro. “Não precisamos desse forasteiro”, alega um dirigente do PV.
A pressão do PV e do PCdoB junto ao PT deve se intensificar daqui para frente, pois o período das convenções está se aproximando e, em breve, eles terão que bater o martelo. A esquerda brasiliense está enfraquecida e sem moral com os eleitores desde os governos Agnelo e Rollemberg.
Nos bastidores, as duas legendas da Federação afirmam que foram desprezadas pelo PT nas negociações e resolveram cobrar a sigla de Lula antes que os petistas cedam a vaga para alguém que está fora do contexto político local.
Em 2022, as duas siglas foram contempladas. Desta vez, os petistas resolveram tomar a Federação para si e impuseram, inclusive, a quantidade de vagas para cada partido na disputa aos cargos proporcionais.
Para este ano, até o momento, nem o PV nem o PCdoB foram chamados para uma conversa sobre a composição da chapa de Leandro Grass. Embora sejam legendas com pouca expressão política, elas têm o direito de, ao menos, sentar-se à mesa de negociação.
As coisas dentro do PT-DF não andam nada fáceis desde a filiação de Leandro Grass. Muitos “companheiros estrelados” choram até hoje, como o ex-deputado federal Geraldo Magela, que ficou de fora de qualquer disputa eleitoral neste ano.
Recentemente, os petistas divulgaram uma pré-lista com os nomes de quem vai concorrer aos cargos de deputado distrital, deputado federal e senador. Falta agora bater o martelo quanto aos candidatos da chapa majoritária. E, pelo visto, PV e PCdoB não querem ficar de fora.
Tudo indica que o ex-secretário de Comunicação do governo Flávio Dino, no Maranhão, vai ficar isolado. Considerando que as pesquisas apontam que Ricardo Cappelli não chega aos dois dígitos nas intenções de voto e possui baixíssima projeção junto ao eleitorado brasiliense, a reivindicação do PV e do PCdoB tem fundamento. E fora que o PCdoB o considera o traíra por ter trocado a legenda junto com Dino pelo PSB.
O PT vai ter que se rebolar para acomodar seus fiéis e históricos aliados. Ou vai baixar a guarda para Ricardo Cappelli?
Parecer de Cármen Lúcia coloca José Roberto Arruda na corda bamba

O início do julgamento em plenário virtual do STF sobre as mudanças na Lei da Ficha Limpa, na última sexta-feira (22), já trouxe consigo o voto da relatora da ADI nº 7881, ministra Cármen Lúcia. A magistrada se manifestou contra a alteração da legislação.
A posição da ministra afeta diretamente a pré-candidatura do inelegível ex-governador José Roberto Arruda (PSD). Ele depende de uma decisão favorável à alteração na Lei da Ficha Limpa para poder se candidatar. Caso contrário, é melhor pegar o seu banquinho e sair fora.
Cármen Lúcia destacou em seu voto que alterar a Lei da Ficha Limpa para beneficiar políticos condenados, como Arruda e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, entre outros ficha-suja, seria um retrocesso para a política brasileira.
Nos bastidores, os advogados de José Roberto Arruda dizem que os políticos condenados têm o apoio de três ministros. Há rumores de que dirigentes partidários e aliados dos ficha-suja entraram em campo para tentar convencer mais dois ministros.
Até o momento, o sistema do STF registra que apenas a ministra Cármen Lúcia declarou voto a favor da manutenção da Lei da Ficha Limpa. Os demais ministros têm até a próxima sexta-feira (29) para votar.
O parecer de Cármen Lúcia deixou Arruda na corda bamba. No STF, são raras as vezes em que os outros ministros votam contra a posição do relator ou da relatora. Geralmente, todos acompanham o voto de quem apresentou o parecer.
Brunelli, autor da “oração da propina”, quer voltar à CLDF

O retorno de Arruda à política anda inspirando outros pandoristas a tentarem voltar. No último sábado (23), o ex-distrital Júnior Brunelli, que ficou conhecido nacionalmente por ser o autor da “oração da propina” na época do governo Arruda, andou divulgando, em grupos de aplicativos de conversa, o plano estratégico de sua campanha.
De acordo com o documento, Brunelli quer voltar a se tornar conhecido no DF e, para isso, é preciso que seus apoiadores divulguem o que ele fez quando foi deputado distrital e o que pretende fazer caso seja eleito.
O profissional que elaborou o plano ressalta que o ex-distrital, filiado ao Agir, não deve se envergonhar do que fez no passado e deve exaltar sua trajetória política. Quem sabe o marqueteiro contratado por Brunelli seja o mesmo que criou a campanha de uma famosa igreja evangélica situada em Taguatinga que foi acusada no final dos anos 80 de vender lotes no céu no carnê pelos planos ouro, prata ou bronze.
Será que o eleitor brasiliense vai mesmo cair na arapuca de Brunelli mais uma vez? Estamos preparados para ver novamente um político “orando e abençoando” recursos desviados dos cofres públicos?
Professora Nyedja Gennari reforça núcleo social do GDF

O núcleo social do GDF ganhou um importante reforço em seu quadro: a professora e contadora de histórias Nyedja Gennari. Ela é conhecida nacionalmente e também em alguns países sul-americanos e que falam a língua portuguesa pelo trabalho de excelência que realiza como escritora de livros didáticos voltados ao público infantil.
Há quase três anos integrando a equipe da governadora Celina Leão, Nyedja passa agora a atuar na Chefia Executiva de Integração e Inovação Social da Governadoria, onde ficará responsável pela coordenação de campanhas sociais, ações de comunicação humanizada e projetos voltados à aproximação entre governo e população.
À frente da estrutura desse núcleo social está Fabrício Faleiro, marido da governadora Celina Leão e primeiro-cavalheiro do Distrito Federal. A chegada de Nyedja é vista como um reforço estratégico, já que ela conhece a realidade de todas as regiões administrativas do DF.
Servidora pública concursada da Secretaria de Educação do Distrito Federal e professora há mais de 30 anos, Nyedja é referência em storytelling e comunicação humanizada no país. Ela construiu uma trajetória marcada pela educação, cultura, inclusão e compromisso social.
Ao longo da carreira, levou suas histórias para escolas, órgãos públicos, plenários, projetos sociais, festivais culturais, eventos institucionais e mídias digitais em diversas regiões do Brasil e também para o Exterior.
A escolha de Nyedja para atuar dando suporte ao marido da “Leoa” sinaliza que a governadora quer um trabalho de excelência nessa área. Celina acertou ao convidar uma mulher aguerrida e comprometida como a professora.
No Buriti, a expectativa é de que sua criatividade, energia e perfil multidisciplinar fortaleçam ainda mais a identidade humana das campanhas sociais do governo, aproximando as ações públicas da realidade das pessoas.
Mistério da Semana
Qual é o ex-assessor de um parlamentar da CLDF que foi exonerado por se envolver em falcatruas e agora anda por aí falando mal de quem lhe estendeu a mão? Na política, a ingratidão é um dos piores defeitos.
Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…
*José Fernando Vilela é jornalista especializado em marketing político e eleitoral, com ampla experiência em órgãos públicos, entidades representativas e na iniciativa privada. Editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense, atua na cobertura e análise dos bastidores da política nacional e local. É apresentador do podcast Café Expressão e do programa Fala Aí, na JK FM 102,7, aos sábados, a partir das 6h.
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