A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das medidas cautelares impostas ao ex-chefe do Executivo.
De acordo com a defesa de Bolsonaro, os policiais federais procuravam armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro. A diligência ocorre após o ex-presidente entregar as oito armas registradas em seu nome, medida adotada depois que uma delas foi apreendida durante uma blitz no Distrito Federal, em junho.
O advogado João Henrique de Freitas, que integra a defesa de Bolsonaro, afirmou que nenhum material irregular foi encontrado durante a operação e criticou a decisão judicial.
“A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, declarou.
Moraes determinou apreensão de armas de Bolsonaro
Na semana passada, Alexandre de Moraes decidiu manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária, preservando todas as medidas cautelares anteriormente impostas. Na mesma decisão, o ministro revogou o porte de arma relacionado ao armamento apreendido durante a blitz realizada no Distrito Federal.
Além disso, Moraes determinou a apreensão de todas as armas de fogo vinculadas ao ex-presidente e revogou seu registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
O ministro também advertiu que o eventual descumprimento das condições da prisão domiciliar ou de qualquer medida cautelar poderá resultar na conversão imediata da pena para o regime fechado.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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