A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 deve reduzir o ritmo de crescimento das vendas em diversos setores do comércio e dos serviços. Segmentos como bares, restaurantes, supermercados, eventos, vestuário, bebidas e artigos esportivos eram os principais beneficiados pelo chamado “efeito Copa” e agora projetam um movimento menor nos próximos dias.
Apesar da saída do Brasil da competição, empresários ainda esperam boa movimentação durante os jogos das quartas de final, semifinais e da grande decisão do Mundial. A expectativa é que o interesse dos torcedores pelas partidas decisivas continue impulsionando parte do consumo.
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, a eliminação da Seleção Brasileira não provoca um impacto significativo na economia nacional, mas reduz o potencial de faturamento extra esperado para o período da Copa do Mundo.
“O maior efeito econômico da competição já ocorreu antes da eliminação. Durante a fase de grupos, empresas reforçaram estoques, investiram em decoração temática, lançaram promoções e realizaram contratações temporárias. Esse movimento já havia gerado um importante aquecimento da atividade econômica”, explica.
Para Aparecido, o país perde intensidade no chamado “efeito Copa”, especialmente nos segmentos que dependem diretamente da mobilização dos torcedores durante os jogos da Seleção.
“Não se trata de um choque macroeconômico. O que ocorre é uma redução da intensidade do efeito Copa, principalmente nos setores ligados ao consumo durante as partidas do Brasil. Ainda assim, os confrontos das próximas fases devem continuar movimentando bares, restaurantes e eventos”, afirma.
Sesc da 504 Sul reuniu mais de 9 mil torcedores
Mesmo sem a Seleção Brasileira na disputa, o Sistema Fecomércio-DF estuda manter a transmissão da final da Copa do Mundo no Sesc da 504 Sul. O espaço recebeu mais de 9 mil pessoas durante os dias de jogos do Brasil.
Somente na partida contra a Noruega, cerca de 6 mil torcedores passaram pelo local para acompanhar o confronto.
“O futebol continua sendo um dos maiores elementos de mobilização social do país. A tendência é que parte desse público siga acompanhando os jogos decisivos da Copa”, destacou José Aparecido Freire.
Foto: Divulgação/Sesc-DF
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