A arte de arear panelas
Por Pitter Lucena* No começo era o ruído: a água amanhecendo no igarapé, o vento penteando as folhas, o galo abrindo, no terreiro, o relógio de Deus. Logo depois vinha outro som, mais íntimo e
Por Pitter Lucena* No começo era o ruído: a água amanhecendo no igarapé, o vento penteando as folhas, o galo abrindo, no terreiro, o relógio de Deus. Logo depois vinha outro som, mais íntimo e
Era o tempo em que o céu tinha chuvisco e a sala, tempestade. A televisão não chegava por fibra, por cabo, por aplicativo ou por esse milagre silencioso das telas atuais. Chegava pelo ar, como
Por Pitter Lucena* Era uma época em que o futuro ainda não era transparente, nem táctil, nem escorria pela ponta dos dedos em telas luminosas. O futuro tinha peso de duas pilhas, cheiro de plástico
Por Pitter Lucena* Se alguém fechar os olhos e puxar o ar devagar, talvez ainda consiga sentir — lá no fundo da memória — o cheiro agridoce das bodegas de antigamente. Era um perfume denso,
O Expressão Brasiliense estreia, nesta quinta-feira (16), a coluna “Do Tempo do Ronca”, assinada pelo jornalista e escritor Pitter Lucena. A novidade marca a ampliação do conteúdo editorial do site, com foco exclusivo em literatura,