• 28 de outubro de 2026
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Autor: Pitter Lucena

Pitter Lucena

Pitter Lucena é jornalista e escritor nascido em Xapuri (AC) e radicado em Brasília. Com carreira iniciada em 1985, atuou em veículos impressos e emissoras de TV, além de ter integrado a equipe do Senado Federal. Premiado em 2003 pelo Prêmio José Chalub Leite, mantém produção literária desde 2008, com obras que transitam entre poesia, crônicas e memórias. No Expressão Brasiliense, assina a coluna “Do Tempo do Ronca”, dedicada à literatura.

Do Tempo do Ronca
O Pequeno Olho que Guardava o Tempo

O Pequeno Olho que Guardava o Tempo

A memória já teve tamanho de bolso. Cabia entre o polegar e o indicador, dentro de um pequeno cilindro de plástico colorido, com uma lente numa ponta e uma fotografia minúscula escondida na outra. Chamávamos

Do Tempo do Ronca
A cidade que cabia entre duas capas

A cidade que cabia entre duas capas

Houve um tempo em que, em muitas salas brasileiras, existia um pequeno altar doméstico formado por três objetos: o telefone de disco, um bloquinho de recados manchado pela gordura dos dedos e, soberana, a lista

Do Tempo do Ronca
A Máquina que Fazia Barulho para Escrever o Silêncio

A Máquina que Fazia Barulho para Escrever o Silêncio

Houve um tempo em que escrever fazia barulho. A palavra não surgia muda numa tela branca, obediente ao toque macio dos dedos. Para existir, precisava ser golpeada. Cada letra nascia de um pequeno impacto de

Do Tempo do Ronca
Ioiô: O Planeta na Ponta do Dedo

Ioiô: O Planeta na Ponta do Dedo

Houve um verão — depois outro, e mais outro — em que a cidade parecia girar na ponta de uma cordinha. As manhãs chegavam com cheiro de merenda, poeira de pátio e promessa de manobra

Do Tempo do Ronca
Kichute: A Armadura Preta da Infância

Kichute: A Armadura Preta da Infância

Antes dos tênis com espuma de nuvem, placas de carbono e promessas em inglês sobre velocidade e desempenho, havia um calçado que oferecia algo mais simples: sobreviver. Chamava-se Kichute. Não media passada, media resistência. Era

Do Tempo do Ronca
Fita Cassete: O Coração Magnético da Memória

Fita Cassete: O Coração Magnético da Memória

Houve uma era — e talvez ela tenha existido apenas para que a saudade aprendesse a cantar — em que a música tinha corpo. Não era nuvem, não era arquivo invisível, não era sugestão de

Do Tempo do Ronca
O Universo Em Três Minutos

O Universo Em Três Minutos

Houve uma era — e hoje parece que essa era foi inventada apenas para que a memória tivesse uma esquina onde encostar — em que a distância não cabia num toque de tela. Cabia num

Do Tempo do Ronca
Discman: O Pequeno Planeta que Girava Música no Bolso

Discman: O Pequeno Planeta que Girava Música no Bolso

Houve um tempo — e às vezes parece que esse tempo foi inventado apenas para a memória ter onde morar — em que carregar a própria trilha sonora era uma forma de luxo. Não um

Do Tempo do Ronca
O Pequeno Cofre de 1,44 Megabytes

O Pequeno Cofre de 1,44 Megabytes

Antes que a nuvem digital passasse a pairar sobre nossas cabeças como uma chuva invisível e permanente, antes que o pen drive se tornasse extensão natural do bolso, antes que o gesto de “enviar” virasse

Do Tempo do Ronca
A Rainha de Vinil das Tardes Sem Fim

A Rainha de Vinil das Tardes Sem Fim

Antes que o mundo coubesse dentro de uma tela, antes que os dedos aprendessem a correr sobre controles e superfícies lisas, antes que algoritmos escolhessem adversários, narrassem partidas e distribuíssem vitórias digitais, havia uma soberana

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