Repasse de Vorcaro à Dark Horse leva Flávio a discutir com Bolsonaro troca por Michelle

Parece que a crise gerada pelo áudio que vazou para a imprensa sobre a ligação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, para tratar do repasse milionário destinado a bancar o filme Dark Horse, abriu um buraco negro na campanha do filho ‘01’ de Jair Bolsonaro, escolhido para representar o ex-presidente na disputa ao Planalto. O senador pretende debater com o pai a possibilidade de ser substituído pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Desde que a imprensa trouxe à tona o elo entre Flávio e Vorcaro, as reações de lideranças partidárias e parlamentares sinalizaram que o senador sofreu um grande baque em sua pré-candidatura. Afinal de contas, até então, o bolsonarismo vinha passando ileso do esquema de corrupção comandado pelo dono do Banco Master. O cenário mudou e beneficiou o principal adversário deles: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Antes de Dark Horse, Flávio Bolsonaro vinha apresentando crescimento nas pesquisas, o que acendeu o alerta no Palácio do Planalto. Em alguns levantamentos, o senador aparece à frente de Lula. No entanto, a conversa entre ele e Vorcaro decepcionou muita gente, e o nome de Michelle Bolsonaro passou a ganhar força entre os aliados de Jair Bolsonaro.
Pensando na campanha que se aproxima, lideranças bolsonaristas acreditam que ainda há tempo hábil para substituir o senador pela ex-primeira-dama. A ideia seria anunciá-la ainda neste mês e trabalhar para fortalecer seu nome.
Para que o plano dê certo, é preciso ter o aval de Jair Bolsonaro para que Valdemar Costa Neto, presidente do PL, aceite substituir Flávio por Michelle. O chefão da legenda já avisou que não vai contrariar o ex-presidente.
Caso Bolsonaro aceite, o PL terá que correr contra o tempo, pois a pré-campanha de Flávio já está toda estruturada e pronta para entrar em campo. Porém, considerando o que pode acontecer assim que a delação de Vorcaro for revelada, o caso pode levar todo o grupo para o buraco.
Dessa forma, o melhor caminho seria trocar imediatamente Flávio por Michelle e evitar que o barco afunde de vez. Na visão de muitos desses líderes, a ex-primeira-dama tem até mais carisma que o ‘01’, e a falta de tato político pode ser melhorada no decorrer da campanha. Como diz o ditado: é melhor ficar com o certo do que trocar pelo duvidoso.
Se a troca de posição ocorrer, provavelmente Flávio Bolsonaro concorrerá à reeleição, enquanto Michelle deixará a disputa ao Senado pelo DF. Fiquemos de olho.
Sem Michelle no páreo, Ibaneis Rocha assume favoritismo na corrida ao Senado

Numa eventual saída da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro da disputa pelas duas vagas a serem preenchidas no Senado Federal, o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) deve assumir o favoritismo. As pesquisas mais recentes apontam que Michelle e Ibaneis estão isolados dos demais concorrentes no topo das intenções de voto para as eleições de 2026.
Se Michelle Bolsonaro tirar o time de campo, ao contrário do que os bolsonaristas mais entusiasmados acreditam, parte dos votos que seriam destinados à ex-primeira-dama deve migrar para Ibaneis Rocha, principalmente entre aqueles que não simpatizam com a deputada federal Bia Kicis, presidente do PL-DF.
Nas simulações realizadas até agora sem o nome de Michelle apresentado ao eleitor, Ibaneis surge com projeção de ser o candidato ao Senado mais bem votado. No caso da segunda vaga, a disputa fica aberta entre Bia, a senadora Leila do Vôlei (PDT), que tenta a reeleição, e a deputada Erika Kokay (PT), que deve ser confirmada nos próximos dias no pleito.
No entanto, esse cenário só acontecerá se Jair Bolsonaro conceder as bênçãos para a troca de nome na disputa presidencial. Caso contrário, Michelle e Ibaneis tendem a ser eleitos com tranquilidade.
STF coloca futuro político de Arruda em xeque em julgamento decisivo

A semana que começa será de muita tensão para o ex-governador José Roberto Arruda e seus aliados. Na próxima sexta-feira (22), começa o julgamento virtual da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) nº 7881 no Supremo Tribunal Federal (STF), que trata das mudanças na Lei da Ficha Limpa e vai decidir o futuro político de Arruda.
Embora José Roberto Arruda anuncie que se encontra livre para concorrer nas eleições de 2026, na visão de juristas e ex-ministros do próprio STF ele segue inelegível perante as regras atuais. Se as eleições fossem neste domingo, o nome de Arruda não apareceria nas urnas.
Nos bastidores, a expectativa para o desfecho final desse impasse em relação à inelegibilidade de Arruda é grande. O ex-governador vem tentando voltar à política desde que foi abatido da cadeira número 1 do Palácio do Buriti pela Polícia Federal, em 2009, com a Operação Caixa de Pandora, que terminou gerando condenações para ele.
A mudança prevista na Lei da Ficha Limpa flexibiliza as regras para que políticos condenados, como Arruda, o também ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, entre outros, possam voltar a disputar uma eleição.
A pressão da sociedade e dos meios político e jurídico sobre os ministros do STF tem sido grande. Há torcida para ambos os lados. Mas a maioria esmagadora prefere que a Corte Suprema não se curve aos interesses de políticos ficha suja e mantenha a Lei da Ficha Limpa nos moldes que permitam barrar aqueles que só se preocupam com os próprios interesses.
Prepare a pipoca e não desgrude os olhos da página do plenário virtual do STF porque, a partir do momento em que a ministra Cármen Lúcia der o seu parecer, estará dado o ‘start’ para o julgamento. E tomara Deus que o STF seja prudente e não conivente.
PSol atravessa Cappelli e pressiona por vaga de vice na chapa de Leandro Grass

O PSol do DF resolveu entrar na briga para ocupar uma vaga na chapa majoritária da Federação PT-PV-PCdoB na disputa ao GDF. A legenda esquerdista, composta por dissidentes do PT desde que o escândalo do mensalão veio à tona, quer a vaga de vice-governador na chapa do ex-distrital Leandro Grass, que terá sua pré-candidatura confirmada pela legenda na próxima terça-feira (19).
A postura do PSol empareda o então pré-candidato ao GDF pelo PSB, Ricardo Cappelli, que já sinalizou não aceitar ser vice de Grass, assim como o petista também já manifestou que não pretende ser vice do pupilo de Flávio Dino e Rodrigo Rollemberg.
Pelo visto, a esquerda brasiliense, antes de enfrentar seus adversários políticos, terá que resolver seus próprios embates internos. O resultado das duas últimas eleições aponta que, se continuarem nesse jogo de tititi e mimimi, o campo político tende a enfraquecer ainda mais na capital federal, que nos tempos áureos da esquerda foi um de seus principais redutos eleitorais.
Hoje, o povo do DF não quer mais nem ouvir falar em candidatos da esquerda após os trágicos governos de Cristovam Buarque e Agnelo Queiroz, do PT, e de Rollemberg, do PSB. O sentimento nas ruas é de que ninguém sente saudade daquela época.
PT-DF rifa Magela e o tira da disputa eleitoral de 2026

Os companheiros do ex-deputado federal e ex-secretário de Habitação do governo Agnelo, Geraldo Magela, foram surpreendidos neste domingo (17) com a notícia de que o PT-DF rifou sua pré-candidatura a deputado federal.
Magela não foi escalado pela legenda para concorrer nas eleições de 2026. O petista, que se gaba de ter sido um dos poucos esquerdistas a ameaçar a hegemonia do falecido governador Joaquim Roriz, já não tem mais a mesma força. Nas últimas eleições que disputou, passou vergonha nas urnas. Nem para distrital conseguiu se eleger.
Diante desse cenário, só resta ao bancário aposentado pendurar de vez as chuteiras e sair de cena, já que seus companheiros o estão enxotando do PT. O atual diretório do PT-DF, onde ocupa o cargo de secretário de nucleação, não moveu uma palha para ajudá-lo.
O ex-deputado encaminhou um comunicado lamentando o ocorrido e criticando o partido, que preferiu dar oportunidade a um pré-candidato recém-filiado. Pede para sair, Magela!
Luiz Estevão protagoniza bate-boca com torcedor do Gama no Bezerrão

O ex-senador Luiz Estevão abandonou a política no ano 2000, após ter sido cassado, e passou a se dedicar aos seus negócios em diversos setores, entre eles o futebol profissional do DF.
Na noite de sábado (16), “Tio Lulu”, como é chamado por dirigentes e jogadores, foi um dos assuntos mais comentados em grupos de mensagens e nas redes sociais por protagonizar um bate-boca com um torcedor do Gama no Bezerrão, durante o confronto com o Brasiliense, um de seus times.
Paralelamente à vida política, Estevão também se tornou conhecido em Brasília pela atuação como cartola do futebol. Hoje, “Tio Lulu”, além de comandar o Brasiliense, tem vínculo com Samambaia, Ceilandense, Cruzeiro e Aruc. Quem frequenta os estádios do DF já se acostumou a vê-lo à beira do campo durante os jogos de suas equipes, dando ordens e palpites a técnicos e jogadores.
O episódio de sábado foi apenas mais um para o seu histórico de cartola. Luiz Estevão volta e meia se envolve em polêmicas com torcidas, tanto do seu time quanto de equipes adversárias.
No Bezerrão, ao ser provocado por um torcedor, que bateu no vidro do camarote onde ele estava e mostrou o dedo do meio em riste, “Tio Lulu” não hesitou em responder na mesma moeda.
Veja abaixo o vídeo cedido por um torcedor do Gama ao Expressão Brasiliense:
Mistério da Semana
Qual é o ex-distrital que quer voltar à vida pública e que estava de um lado, mas, às vésperas do fim do prazo de filiação, trocou de trincheira?
Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…
*José Fernando Vilela é jornalista especializado em marketing político e eleitoral, com ampla experiência em órgãos públicos, entidades representativas e na iniciativa privada. Editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense, atua na cobertura e análise dos bastidores da política nacional e local. É apresentador do podcast Café Expressão e do programa Fala Aí, na JK FM 102,7, aos sábados, a partir das 6h.
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