• 13 de setembro de 2026

PCDF investiga morte de professora após injeção aplicada em salão de beleza em Ceilândia

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a morte da professora Lidiane Gomes, de 50 anos, após ela receber uma injeção no glúteo durante um procedimento realizado em um salão de beleza de Ceilândia, no Distrito Federal. O caso aconteceu no último dia 5.

Segundo a família, a aplicação teria sido indicada como parte de um tratamento para fortalecimento e queda de cabelo. Ainda não há confirmação sobre qual substância foi aplicada nem se existe relação direta entre a injeção e a morte da professora. O material utilizado no procedimento foi recolhido pela polícia e será submetido a análise.

Professora passou mal após procedimento

De acordo com o marido da vítima, Valdeci Alves, Lidiane chegou em casa logo após o procedimento apresentando sintomas graves. Ela estava muito suada, ofegante e com dificuldade para respirar.

“Parecia que tinha tido uma chuva nela, porque ela estava muito molhada, muito suada, e muito ofegante, com muita falta de ar. Ela tinha tomado uma injeção no salão para fortalecimento e queda de cabelo”, contou o marido em entrevista para a TV Globo.

Valdeci relatou que levou a professora para a UPA de Ceilândia, onde ela foi encaminhada diretamente para a sala vermelha.

Segundo a família, Lidiane sofreu sete paradas cardíacas durante o atendimento. A equipe médica tentou reanimá-la, mas a professora não resistiu.

Salão de beleza está fechado

Após a morte da professora, o salão de beleza onde o procedimento foi realizado permanece fechado.

A profissional responsável pela aplicação da injeção teria informado à família que era biomédica. Ela se apresentou na 23ª Delegacia de Polícia (23ª DP) para prestar esclarecimentos, mas optou por permanecer em silêncio.

Os frascos e ampolas utilizados no chamado complexo vitamínico foram apreendidos pela polícia. O material será analisado para tentar identificar a substância aplicada e verificar se houve alguma irregularidade no procedimento.

PCDF aguarda laudos para esclarecer morte

A investigação ainda não identificou qual substância poderia ter provocado a reação apresentada pela professora.

A PCDF aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) para determinar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias em que o procedimento foi realizado.

O caso é investigado, inicialmente, como eventual homicídio culposo e exercício ilegal da medicina.

Salão não tinha licença sanitária

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que o estabelecimento não possuía licença sanitária nem cadastro junto à Vigilância Sanitária.

Segundo a pasta, o imóvel onde funcionava o salão estava registrado exclusivamente para uso residencial.

As informações serão analisadas pela investigação para verificar eventuais irregularidades relacionadas ao funcionamento do estabelecimento e à realização do procedimento.

Professora deixa filha formada em medicina

Lidiane era casada com Valdeci havia mais de 30 anos e deixa uma filha, que havia acabado de se formar em medicina fora do país.

Diante da perda, o marido lamentou a dificuldade de reorganizar a vida após a morte da professora.

“É tentar reorganizar a vida e seguir”, afirmou.

O caso continua sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias do procedimento.

Foto: Reprodução/Google Imagens


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