A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a morte da professora Lidiane Gomes, de 50 anos, após ela receber uma injeção no glúteo durante um procedimento realizado em um salão de beleza de Ceilândia, no Distrito Federal. O caso aconteceu no último dia 5.
Segundo a família, a aplicação teria sido indicada como parte de um tratamento para fortalecimento e queda de cabelo. Ainda não há confirmação sobre qual substância foi aplicada nem se existe relação direta entre a injeção e a morte da professora. O material utilizado no procedimento foi recolhido pela polícia e será submetido a análise.
Professora passou mal após procedimento
De acordo com o marido da vítima, Valdeci Alves, Lidiane chegou em casa logo após o procedimento apresentando sintomas graves. Ela estava muito suada, ofegante e com dificuldade para respirar.
“Parecia que tinha tido uma chuva nela, porque ela estava muito molhada, muito suada, e muito ofegante, com muita falta de ar. Ela tinha tomado uma injeção no salão para fortalecimento e queda de cabelo”, contou o marido em entrevista para a TV Globo.
Valdeci relatou que levou a professora para a UPA de Ceilândia, onde ela foi encaminhada diretamente para a sala vermelha.
Segundo a família, Lidiane sofreu sete paradas cardíacas durante o atendimento. A equipe médica tentou reanimá-la, mas a professora não resistiu.
Salão de beleza está fechado
Após a morte da professora, o salão de beleza onde o procedimento foi realizado permanece fechado.
A profissional responsável pela aplicação da injeção teria informado à família que era biomédica. Ela se apresentou na 23ª Delegacia de Polícia (23ª DP) para prestar esclarecimentos, mas optou por permanecer em silêncio.
Os frascos e ampolas utilizados no chamado complexo vitamínico foram apreendidos pela polícia. O material será analisado para tentar identificar a substância aplicada e verificar se houve alguma irregularidade no procedimento.
PCDF aguarda laudos para esclarecer morte
A investigação ainda não identificou qual substância poderia ter provocado a reação apresentada pela professora.
A PCDF aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) para determinar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias em que o procedimento foi realizado.
O caso é investigado, inicialmente, como eventual homicídio culposo e exercício ilegal da medicina.
Salão não tinha licença sanitária
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que o estabelecimento não possuía licença sanitária nem cadastro junto à Vigilância Sanitária.
Segundo a pasta, o imóvel onde funcionava o salão estava registrado exclusivamente para uso residencial.
As informações serão analisadas pela investigação para verificar eventuais irregularidades relacionadas ao funcionamento do estabelecimento e à realização do procedimento.
Professora deixa filha formada em medicina
Lidiane era casada com Valdeci havia mais de 30 anos e deixa uma filha, que havia acabado de se formar em medicina fora do país.
Diante da perda, o marido lamentou a dificuldade de reorganizar a vida após a morte da professora.
“É tentar reorganizar a vida e seguir”, afirmou.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias do procedimento.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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