A divulgação dos autos relacionados ao Banco de Brasília (BRB) representa, segundo a atual administração da instituição, uma oportunidade para esclarecer o que ocorreu com o banco e tornar públicas as medidas adotadas após as operações que passaram a ser alvo de investigação.
Em nota divulgada na noite de sábado (12), o BRB afirmou que foi vítima de atos criminosos e destacou que a atual gestão promoveu a renovação integral de sua diretoria executiva, além de implementar medidas para fortalecer os controles internos e a governança da instituição.
Entre as providências adotadas está a contratação do escritório Machado e Meyer, com suporte técnico da Kroll, para a realização de uma auditoria forense independente destinada a apurar fatos relacionados às operações investigadas.
Segundo o banco, os achados da auditoria foram encaminhados às autoridades competentes, entre elas a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF), o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e instâncias do Poder Judiciário.
Auditoria colaborou com investigação da PF
De acordo com o BRB, o trabalho realizado no âmbito da instituição contribuiu de forma significativa para as conclusões apresentadas pela Polícia Federal no inquérito em andamento.
O banco afirma que as informações levantadas pela auditoria ajudaram a PF a abrir uma nova frente de investigação relacionada à suspeita de gestão fraudulenta, atribuída aos antigos gestores da instituição.
O BRB fez questão de estabelecer uma distinção entre a instituição e seus ex-dirigentes. Segundo a atual administração, os antigos gestores não devem ser confundidos com o banco, que vem adotando medidas para proteger seu patrimônio e buscar a responsabilização de eventuais envolvidos.
Além da auditoria independente, a instituição afirma ter adotado medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais, mantendo colaboração com os órgãos responsáveis pela fiscalização, investigação e controle.
BRB evita citar pessoas específicas
Como as investigações ainda estão em andamento, o banco informou que não irá comentar casos ou pessoas específicas.
A instituição afirmou ainda que continuará adotando todas as medidas consideradas necessárias para proteger seu patrimônio, buscar o ressarcimento de eventuais prejuízos e aprimorar sua estrutura de governança e seus mecanismos de controle.
Confira a íntegra da nota divulgada pelo BRB:
“A divulgação dos autos relacionados ao Banco de Brasília (BRB) é uma oportunidade para todos conhecerem o que aconteceu com a instituição, vítima de atos criminosos, e as medidas adotadas pela nova gestão.
A atual administração do Banco promoveu a renovação integral de sua diretoria executiva e adotou medidas de fortalecimento dos controles internos e da governança, incluindo a contratação do escritório Machado e Meyer com suporte técnico da Kroll para realização de auditoria forense independente para apuração dos fatos relacionados às operações investigadas.
Os achados da auditoria foram encaminhados às autoridades competentes, incluindo Polícia Federal, Ministério Público Federal, Banco Central, CVM e instâncias do Poder Judiciário, para as providências cabíveis.
O trabalho conduzido no âmbito do BRB colaborou significativamente para as conclusões da PF no Inquérito em curso, culminando na abertura de nova frente de investigação sobre gestão fraudulenta no Banco, praticada pelos antigos gestores.
O BRB, por meio de sua atual gestão, reforça que os ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição. Nesse sentido, além da auditoria, vem adotando medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais para resguardar o banco e buscar a responsabilização de envolvidos, sempre em colaboração com os órgãos de fiscalização e controle.
Em razão das apurações ainda em curso e do compromisso de colaboração com as autoridades responsáveis, o BRB não comenta casos ou pessoas específicas.
O Banco seguirá adotando todas as medidas cabíveis para a proteção de seu patrimônio, o ressarcimento de eventuais prejuízos e o aprimoramento contínuo de sua estrutura de governança e controles.”
Foto: Reprodução/Google Imagens
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