• 20 de setembro de 2026

Votos de Arruda ficarão ‘anulados sub judice’ à espera de decisão de Toffoli no TSE

Votos de Arruda ficarão ‘anulados sub judice’ à espera de decisão de Toffoli no TSE

Votos de Arruda ficarão ‘anulados sub judice’ à espera de decisão de Toffoli no TSE
Foto: Reprodução/Google Imagens

A Justiça Eleitoral divulgou na semana passada como ficará a situação dos candidatos que concorrerão sub judice nas eleições deste ano. Aqui no DF, temos o exemplo do ex-governador José Roberto Arruda, candidato do PSD ao GDF, que, por estar inelegível, terá os votos destinados a ele no dia 4 de outubro “anulados sub judice”, conforme determina a Lei nº 9.504/1997.

Diante do indeferimento da candidatura de Arruda, muita gente anda questionando nas ruas como fica a situação do ex-governador. De acordo com o TSE, a legislação permite que candidatos indeferidos, que ainda tenham recursos a serem julgados em tribunais superiores, possam realizar atos de campanha à espera de uma decisão final.

No caso de Arruda, o recurso protocolado por seus advogados, contestando a decisão dos desembargadores do TRE-DF, está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli e deve ser apreciado somente após o 1º turno.

Conforme determina a lei, os votos de Arruda ficarão “anulados sub judice” até que haja uma decisão sobre o recurso. Se Dias Toffoli acatar o recurso do ex-governador, os votos destinados a ele serão validados.

Agora, se a governadora Celina Leão (PP), que concorre à reeleição, conseguir atingir a marca de 50% dos votos válidos mais um, a “Leoa” será declarada eleita e o recurso de Arruda ficará prejudicado e, por consequência, arquivado.

No comunicado do TSE consta ainda que, embora os candidatos e candidatas sub judice possam concorrer, o registro de candidatura segue sob análise e aguardando uma posição definitiva da Justiça Eleitoral.

Em síntese, José Roberto Arruda segue inelegível, com a candidatura indeferida, e seus possíveis votos na urna poderão até mesmo nem ser divulgados, dependendo do resultado.

Nos bastidores de Brasília, especula-se que Arruda vai “até o fim”, conforme já declarou. Mas o ex-governador já foi avisado e precisa preparar seu espírito, pois não será desta vez que ele voltará ao Palácio do Buriti.

Por ora, Arruda vai ter que se contentar com o que tem, já que a Justiça Eleitoral deixou ele fazer campanha e concorrer desta vez. Em outros tempos, ele estaria fora.

PT-DF apoia declaração de Lula de que “não vai ajudar o BRB”

PT-DF apoia declaração de Lula de que “não vai ajudar o BRB”
Foto: Reprodução/Google Imagens

A declaração dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante comício em Ceilândia, na semana passada, de que “não vai ajudar o BRB”, repercutiu negativamente entre eleitores, candidatos adversários, setor produtivo e outros setores da sociedade, só não para o PT-DF.

A legenda decidiu estimular os seus candidatos a saírem em defesa de Lula, na tentativa de amenizar a situação. A deputada federal Érika Kokay, que concorre ao Senado, foi a primeira a ir para as redes sociais defender o presidente petista.

Os demais candidatos ainda estão sendo abastecidos com informações a fim de tentar reverter a situação, principalmente com os eleitores que são clientes do BRB e com os beneficiários dos programas sociais do GDF que são operados pela instituição financeira.

A fala de Lula empurrou ainda mais a esquerda para o fundo do poço em que se encontra. Dificilmente o povo vai esquecer a manifestação do petista.

A impressão que ficou é a de que Lula tem raiva do povo do DF e quer se vingar por meio do BRB. O PT anda em baixa por aqui desde 2018. O resultado das duas últimas eleições confirmou o alto grau de insatisfação do eleitor brasiliense com o petista e sua turma.

E, pelo andar da carruagem, esse ódio de Lula e seus companheiros deve aumentar ainda mais nas eleições. Pesquisas apontam que a esquerda não terá um bom desempenho nas urnas na capital do País. 

Indecisão do eleitor acirra disputa por vagas de federal e distrital 

Indecisão do eleitor acirra disputa por vagas de federal e distrital
Foto: Reprodução/Google Imagens

As pesquisas mais recentes realizadas no Distrito Federal sinalizam que o eleitor brasiliense já tem praticamente definido o seu voto para a Presidência, para o GDF e para o Senado. Como esses três cargos têm poucos candidatos, evidentemente que fica mais fácil escolher logo em quem votar.

Já quando o assunto é a escolha do deputado federal e do deputado distrital, a situação se complica. As sondagens feitas pelos institutos apontam que o índice de eleitores que ainda não decidiram em quem votar para esses dois cargos segue altíssimo.

Os especialistas em pesquisas sustentam que, culturalmente, o brasileiro tende a definir o voto para deputado federal e deputado distrital nos acréscimos do segundo tempo. Aquela história que a gente ouve falar de pessoas que optam por pegar um santinho no chão, na porta da escola, ou atendem ao pedido de familiar ou amigo para votar em candidata tal no dia da eleição ainda é uma realidade.

Aliás, essa falta de interesse pelo voto para deputado não é de hoje. Geralmente, poucos dias depois da eleição, a maioria das pessoas não se lembra em quem votou para deputado federal ou deputado distrital. Isso está comprovado.

No entanto, vale ressaltar ao eleitor que esses dois cargos têm o seu peso. Os deputados federais participam diretamente das decisões do país no Congresso Nacional. Já os distritais ou estaduais são os responsáveis por ações nas cidades, bairros e nas ruas. Além do que, cabe aos deputados fiscalizar quem está no Poder Executivo Federal e Local.

Ainda restam duas semanas de campanha. Tomara que o povo procure, durante esse período, escolher o candidato a deputado federal ou deputado distrital que está faltando na famosa colinha eleitoral.

Sem Ibaneis na campanha, MDB encara teste de força nas urnas

Sem Ibaneis na campanha, MDB encara teste de força nas urnas
Foto: Divulgação/MDB-DF

As eleições deste ano serão um teste de força nas urnas para o MDB do DF. Com Ibaneis Rocha fora da disputa e sem ir às ruas fazer campanha para apoiar os candidatos de seu partido, a legenda corre o risco de ver o seu espaço dentro do tabuleiro político diminuir drasticamente.

Em 2022, o MDB conseguiu reeleger Ibaneis, voltou a ter um deputado federal no Congresso e elegeu três deputados distritais. No decorrer da atual legislatura, o partido chegou a ter seis deputados distritais na bancada da CLDF. Hoje conta com cinco, sendo que um deles, o deputado Daniel Donizet, tenta uma vaga para federal.

Os quatro deputados distritais do MDB têm uma grande batalha pela frente. De acordo com as projeções apontadas nas pesquisas, a legenda pode eleger de dois a três deputados distritais. Ou seja, é possível que algum dos quatro deputados que concorrem à reeleição fique de fora. Ou até mais.

Conforme os levantamentos divulgados pelos institutos, o MDB tem candidatos fortíssimos na disputa para deputado federal, sendo que o federal Rafael Prudente é o melhor colocado. Caso a legenda consiga eleger mais um, a vaga deve ficar entre o ex-secretário de Governo, José Humberto Pires, o distrital Daniel Donizet e o dirigente sindical Costa Neto, presidente do Sindjus-DF.

Já a disputa para distrital está mais acirrada. Além dos distritais Jaqueline Silva, Iolando, Wellington Luiz e João Hermeto, o MDB tem candidatos com potencial de votos como os ex-secretários Cristiano Araújo e Marcela Passamani, e o ex-administrador do Cruzeiro, Gustavo Aires. São sete potenciais candidatos disputando de duas a três, no máximo, quatro vagas na CLDF.

Como o partido não terá mais o comando do Palácio do Buriti, a tendência é que a força política do MDB diminua num eventual governo de Celina Leão. Alguém vai ficar pelo meio do caminho.

Marcelinho Carioca ameaça favoritos na disputa à CLDF

Marcelinho Carioca ameaça favoritos na disputa à CLDF
Foto: Divulgação

Considerado o maior ídolo do Corinthians, o craque Marcelinho Carioca está concorrendo a uma das 24 vagas de deputado distrital na Câmara Legislativa do DF pelo Republicanos. O ‘Pé de Anjo’, como também é conhecido pelos golaços que fez de falta em sua carreira futebolística, está crescendo nas pesquisas de intenção de votos e já ameaça os candidatos apontados como favoritos.

Teve candidato que começou a chamar Marcelinho de ‘forasteiro’. Outros insinuam que o ex-jogador do Corinthians não tem vínculo com a capital federal. E a resposta do agora candidato a deputado distrital para esses ataques foi trabalhar.

Este colunista teve a oportunidade de entrevistar o candidato republicano no programa Fala Aí, na Rádio JK FM. Marcelinho Carioca reforçou que, desde que jogou pelo Brasiliense, em 2005, nunca mais se desligou da cidade. Marcelinho se formou em jornalismo pela Universidade Católica de Brasília e está há dois anos vivendo aqui o tempo todo. Ele fica na ponte aérea Brasília-São Paulo-Rio de Janeiro.

Um outro detalhe que tem incomodado os concorrentes é que, por onde passa, Marcelinho Carioca tem feito grandes mobilizações e muitos candidatos já sabem que estão perdendo apoiadores para o ídolo corintiano. Segundo relatos, a adesão à campanha do ex-jogador tem deixado muita gente de cabelo em pé ou perdendo o resto que ainda tem.

A entidade filantrópica criada pelo craque, o Instituto Marcelinho Carioca, já ajudou mais de 100 mil famílias em todo o Brasil. Aqui no DF, o trabalho realizado vai desde ações sociais a apoio a eventos esportivos, principalmente em áreas que o Estado não consegue atender.

Se deixar, Marcelinho Carioca vai bater aquela falta no ângulo e a bola vai entrar, marcando um golaço quando as urnas se abrirem no dia 4 de outubro. Como dizia o saudoso narrador esportivo Sílvio Luiz: Olho no lanceee!!!!

Frase do Fino

“Infeliz da geração cujos juízes merecem ser julgados”, texto judaico do Talmud, livro sagrado do judaísmo. 

Mistérios da Semana — Especial de Eleições

1 — Qual é o deputado distrital que concorre à reeleição, que trocou de partido confiando no potencial de votos de um ex-parlamentar, que corre o risco de ficar de fora? O próprio parlamentar já fala abertamente para seus apoiadores que, para se reeleger, ele vai precisar chegar à casa dos 40 mil votos para não depender de ninguém.

Quem é? Quem é? Quem é?
Mistéééério…

2 — Qual é o candidato a deputado federal que acha que política se faz só na base da amizade? Foi-se o tempo. Hoje em dia, o eleitor quer saber o que ele vai ganhar em troca caso decida apoiar o candidato. Há rumores de que a figura em questão anda oferecendo uma “ajudinha” para aqueles que confirmam o voto e, para os amigos, ele dá um tapinha nas costas e diz: “Você já sabe o meu número, né?!”

Quem é? Quem é? Quem é?
Mistéééério…

3 — Qual é a ex-distrital que tenta voltar à CLDF pela terceira vez? A ilustre ex-parlamentar, além de estar com o filme queimado com os eleitores da cidade que é seu reduto, contratou um coordenador de campanha que possui uma ficha criminal digna de causar inveja até em integrantes de organizações criminosas.

Quem é? Quem é? Quem é?
Mistéééério…

*José Fernando Vilela é jornalista especializado em marketing político e eleitoral, com ampla experiência em órgãos públicos, entidades representativas e na iniciativa privada. Editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense, atua na cobertura e análise dos bastidores da política nacional e local. É apresentador do podcast Café Expressão e do programa Fala Aí, na JK FM 102,7, aos sábados, a partir das 6h.

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