• 14 de junho de 2026

Arruda acusa desembargadores de fazer parte da “política suja” para tirá-lo da disputa ao GDF no tapetão

Arruda acusa desembargadores de fazer parte da “política suja” para tirá-lo da disputa ao GDF no tapetão

Arruda acusa desembargadores de fazer parte da “política suja” para tirá-lo da disputa ao GDF no tapetão
Charme: desenvolvida por IA

Reza a lenda que o cinismo e a cara de pau são dois elementos fundamentais para políticos condenados fingirem ao eleitor que são vítimas de seus adversários ou de manobras jurídicas. Agarrando-se a esse discurso de pobre coitado, o inelegível ex-governador José Roberto Arruda, mesmo após ter sua sexta condenação confirmada pela 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), voltou a usar suas redes sociais para continuar mentindo ao povo brasiliense ao afirmar que está livre para concorrer ao GDF.

No último dia 3 de junho, o colegiado do TJDFT ratificou a condenação do ex-governador na sentença proferida pela 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, em setembro de 2024, que o condenou juntamente com outros réus a devolverem para os cofres públicos o valor de R$ 257 mil cada um. Arruda ainda teve os direitos políticos suspensos pelo prazo de 12 anos.

A condenação de José Roberto Arruda e seu bando é fruto dos desdobramentos da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal.

Não satisfeito com a repercussão negativa da decisão dos magistrados, Arruda não se conteve, mesmo após ser submetido a uma cirurgia no coração, e divulgou um vídeo afirmando que tudo não passa de manobra jurídica para tentar tirá-lo da disputa no “tapetão”. Essa não é a primeira vez que o inelegível ex-governador faz esse tipo de acusação.

Os apoiadores de José Roberto Arruda têm ido às ruas dizer que a decisão dos desembargadores que acompanharam o voto do relator do processo, desembargador Arquibaldo Carneiro, não passa de armação dos adversários do ex-governador.

Esse discurso dos aliados de Arruda foi incentivado pelo próprio pré-candidato do PSD ao Buriti, já que ele insinuou, no vídeo divulgado, que a decisão dos desembargadores faz parte da “política suja” operada por seus adversários.

“Parece que o jogo da política suja entrou em campo mais uma vez”, afirmou o ex-governador. Essa declaração de Arruda dá a entender que os magistrados da 6ª Turma Cível do TJDFT se corromperam e foram usados para prejudicá-lo politicamente.

No vídeo, José Roberto Arruda diz ainda que o objetivo da decisão dos desembargadores é confundir o eleitor. As palavras do ex-governador nas redes sociais estão sendo apontadas no meio jurídico como uma espécie de desacato à autoridade dos magistrados do TJDFT. Ainda mais se considerar que a Justiça do DF é uma das mais transparentes do país e são raríssimos os casos de desvio de conduta por parte de juízes e desembargadores.

Nos corredores do TJDFT, os comentários entre os servidores, juízes e auxiliares dos desembargadores dão conta de que as declarações de José Roberto Arruda podem complicar ainda mais a sua situação perante a Justiça. O ex-governador pode responder judicialmente por calúnia e, conforme a legislação brasileira, pode ter a pena aumentada em até um terço por ter sido cometida contra magistrados no exercício de suas funções e prerrogativas legais.

Vamos aguardar para saber o que José Roberto Arruda vai dizer quando tiver que se explicar por suas declarações difamatórias contra os magistrados do TJDFT. Vai manter o discurso de que os desembargadores fazem parte da política suja? Ou vai chorar e se retratar publicamente como fez no episódio do painel?

Como diz o ditado, a arrogância e a soberba precedem a queda. No caso de Arruda, a manutenção de sua inelegibilidade.

Veja o trecho do vídeo de Arruda insultando os desembargadores da 6ª Turma Cível do TJDFT:

Delação de PH Costa tira o sono de políticos e empresários em Brasília

Delação de PH Costa tira o sono de políticos e empresários em Brasília
Foto: Reprodução/Google Imagens

Um dos assuntos mais comentados da política brasiliense é a temida delação premiada do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O que tem de político e empresário em Brasília sem dormir nos últimos dias com medo do que PH está dizendo para a Polícia Federal é uma barbaridade.

Enquanto esteve no comando do BRB, PH Costa era um dos nomes dentro do governo Ibaneis considerado como um dirigente exemplar e todos queriam ter algum tipo de proximidade com ele, seja para obter algum benefício junto ao banco ou para se apresentar como amigo do presidente.

Agora que Paulo Henrique foi parar na cadeia, o que tem de “amigo” por aí dizendo que não o conhecia ou nunca esteve com ele é coisa de louco. O antes “queridinho de todos” passou a ser persona non grata.

No entanto, embora muitos queiram se descolar de PH Costa, muita gente tem o rabo preso com ele. É daí que vem o medo da sua delação. Fontes da PF sustentam que a delação do ex-BRB aparenta ter mais robustez e veracidade dos fatos do que a do seu parceiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Diante desse temor de ter que fazer companhia para PH e Vorcaro, as receitas de fármacos “Z”, ansiolíticos e antidepressivos sedativos nas drogarias do DF aumentaram significativamente desde a prisão do ex-presidente do BRB. E as doses têm que ser fortes, pois os medicamentos fitoterápicos e anti-histamínicos (aqueles vendidos sem receita) não têm dado conta.

“Nana, neném que a cuca vem pegar…”

MDB nacional quer manter aliança com Celina e tentar salvar candidatura de Ibaneis ao Senado

MDB nacional quer manter aliança com Celina e tentar salvar candidatura de Ibaneis ao Senado
Foto: Reprodução/Google Imagens

A decisão da executiva nacional do MDB, na última quinta-feira (11), de criar uma comissão executiva no MDB-DF caiu como uma bomba para a ala de emedebistas que queria romper de uma vez por todas com a governadora Celina Leão. Os caciques emedebistas sinalizaram que querem manter a aliança com a “Leoa” e tentar salvar a candidatura do ex-governador Ibaneis Rocha ao Senado.

Esse atrito foi gerado por meio da iniciativa de Ibaneis e do deputado federal Rafael Prudente, que queriam tirar o atual presidente da legenda, o deputado distrital Wellington Luiz, do comando do MDB-DF. O resultado da tramoia foi um tiro que saiu pela culatra.

Com a experiência adquirida ao longo de sua trajetória política, Celina Leão agiu nos bastidores silenciosamente e conteve os rebeldes. Agora, é Ibaneis e Prudente quem estão isolados dentro do partido.

O núcleo duro do Buriti está acompanhando de perto as movimentações dos emedebistas e quem ousar se rebelar novamente, desta vez, poderá pagar um preço altíssimo politicamente em plena campanha, o que é um grande risco para quem busca se reeleger.

Já a questão de tentar salvar a candidatura de Ibaneis Rocha ao Senado será mais difícil para a cúpula nacional do MDB conseguir reverter. A “Leoa” tem demonstrado que está distante do ex-governador e não dá sinais de que pode haver uma reaproximação por parte dela.

E, para piorar ainda mais a situação de Ibaneis, os últimos levantamentos realizados junto ao eleitorado brasiliense têm apontado uma queda brusca nas intenções de voto após o escândalo do BRB/Banco Master vir à tona. O povo sinaliza que o ex-governador talvez tenha caído em descrédito.

Novo enquadra Caputo por amadorismo nos bastidores

O amadorismo do pré-candidato do Novo ao GDF, Francisco Caputo, o tal do “Kiko”, fez com que a direção nacional do partido o enquadrasse por suas trapalhadas nos bastidores. Caputo inventou de anunciar o nome do general Pafiadache para formar dobradinha com o pré-candidato oficial da sigla ao Senado, desembargador Sebastião Coelho, sem autorização do partido.

O resultado do amadorismo: Francisco foi desautorizado a falar em nome do partido com qualquer candidato, seja a qualquer cargo. Em suma, o tal do “Kiko” enfiou os pés pelas mãos e confirmou o que todos já sabem em Brasília. A sua candidatura não passa de vaidade do seu grupo que está à frente da OAB-DF. Caputo não tem cacife nem mesmo para voltar a comandar a entidade de sua categoria.

Mistério da Semana

Qual é o ex-parlamentar que diz que vai concorrer para deputado distrital e está impedido de disputar eleições por não ter prestado contas à Justiça Eleitoral na campanha de 2022? Tem um distrital que se filiou ao partido do espertalhão acreditando que pudesse se beneficiar dos votos do trambiqueiro e se reeleger. Agora, já era. Vão os dois para o saco.

Quem é? Quem é? Quem é?

Mistéééério…

*José Fernando Vilela é jornalista especializado em marketing político e eleitoral, com ampla experiência em órgãos públicos, entidades representativas e na iniciativa privada. Editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense, atua na cobertura e análise dos bastidores da política nacional e local. É apresentador do podcast Café Expressão e do programa Fala Aí, na JK FM 102,7, aos sábados, a partir das 6h.

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