MP Eleitoral aumenta pressão sobre Arruda e coloca candidatura ao GDF em xeque

A campanha de José Roberto Arruda ao GDF ganhou durante a semana passada mais um duro golpe, engrossando a fileira de problemas que ele tem no Judiciário. Desta vez, o obstáculo vem da Justiça Eleitoral. Na última quarta (19), o procurador Francisco Guilherme Vollstedt Bastos, representante do Ministério Público Eleitoral (MPE), apresentou parecer contrário ao registro de candidatura do ex-governador, destacando que ele está inelegível até 2030, o que o impede de concorrer nas eleições deste ano.
A manifestação do MP Eleitoral é obrigatória no processo de registro de candidatura de qualquer cidadão ou cidadã que se apresente à Justiça Eleitoral a fim de concorrer a qualquer cargo eletivo. Francisco Guilherme ressaltou que Arruda possui sete condenações, das quais seis têm menos de oito anos, o que o torna inelegível pela lei vigente, independentemente do julgamento da mudança na Lei da Ficha Limpa que está em análise no STF, até o ano de 2030. O procurador chega a citar a data de 11 de dezembro de 2018 como marco referencial de sua inelegibilidade.
Nos bastidores, a pressão em cima do ex-governador aumentou. Além de seus adversários, os eleitores nas ruas já manifestam abertamente que Arruda está fazendo o mesmo ‘migué’ eleitoral de campanhas anteriores. Na reta final, ele vai se ver obrigado a sair fora e deixar os seus aliados mais apaixonados com o pires na mão.
Nas redes sociais, José “Careca” Arruda, o ‘encantador de burro’, vem tentando manter a postura de candidato. No entanto, pessoas próximas a ele reconhecem que a situação jurídica dele está ficando cada vez pior.
E para aumentar ainda mais a pressão, o STF pode julgar até o dia 18 de setembro a ADI 7881, que trata das alterações na Lei da Ficha Limpa, que, segundo a defesa de Arruda, permite que ele concorra ao GDF.
O ‘X’ da questão gira em torno de como o Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) vai se posicionar em meio a tudo isso. É fato que a Justiça Eleitoral do DF tem até dia 14 de setembro para julgar o pedido de registro de candidatura de Arruda.
Na avaliação de juristas e especialistas do Direito Eleitoral, o TRE-DF tanto pode indeferir o pedido de registro como pode aceitar o registro e colocar que ele irá concorrer sub judice, podendo computar os votos ou não no dia 4 de outubro, e tomar uma decisão em definitivo após o pleito eleitoral.
Nesse último caso, segundo as análises, o STF decidindo pela não aceitação das mudanças feitas na Lei da Ficha Limpa pelo Congresso, que beneficiam não só Arruda como outros políticos condenados, os votos obtidos por ele serão descartados e, em caso de vitória, o que está muito difícil de acontecer conforme apontam as pesquisas, o segundo colocado é quem toma posse.
Vale ressaltar que essas são hipóteses e teses levantadas entre advogados e juristas que acompanham o processo eleitoral. Tudo vai depender da interpretação dos togados do STF e do TRE-DF, quem sabe os do TSE caso haja recursos.
O que se avista no horizonte é um José Roberto Arruda cada vez mais combalido e fragilizado pelos obstáculos jurídicos que tem que vencer antes de confirmar o seu nome na urna.
Campanha de Leandro Grass patina e já preocupa o Planalto

Os resultados das sondagens que vêm sendo divulgadas pelos institutos de pesquisa para o GDF estão deixando o núcleo duro do Palácio do Planalto cada vez mais preocupado. O candidato de Lula ao Buriti, o ex-presidente do Iphan nacional e ex-distrital Leandro Grass, não consegue subir nas pesquisas e a campanha dele patina nas ruas.
Embora agora tenha se tornado um petista de fato e de direito, a resistência a Leandro Grass ainda persiste. Muitos ‘companheiros’ de cabeça branca e uma boa leva de jovens militantes ainda torcem o nariz e se negam a pedir apoio ao candidato de Lula e Rosângela.
O problema é que eleição majoritária exige capilaridade, recall e capacidade de ocupar espaço. No caso de Grass, ele não tem um discurso que mexe com os brios dos petistas, tem pouquíssima experiência eleitoral e quase nenhum trânsito no campo progressista. Nesta campanha, já chegaram a denominá-lo como o ‘espantalho do Planalto’. Na passada, ele era chamado de ‘forasteiro’ pelos petistas mais estrelados.
E para piorar ainda mais a situação, a avaliação do governo Lula e o seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto revelam que o eleitor brasiliense não quer saber da esquerda.
Reza a lenda que o relógio eleitoral não costuma ter muita paciência com candidato que demora a decolar. Se Leandro Grass continuar patinando, sem força e capacidade de reverter o cenário, a tendência é que os ‘companheiros’ o abandonem. A turma do Lula é especialista em virar as costas para aliados mal-sucedidos.
Passagem pela Secretaria da Família fortalece Delmasso na corrida pela CLDF

Durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade, apresentado pelo jornalista Toni Duarte, na última sexta (21), o ex-secretário da Família do DF, o ex-distrital Delmasso, falou de sua passagem pelo GDF e de quais são as propostas que pretende apresentar na Câmara Legislativa do DF caso seja eleito.
Delmasso já foi deputado distrital por dois mandatos e, na última eleição, ficou de fora por pouquíssimos votos, não conseguindo se reeleger. Desta vez, o cenário é outro e a sua atuação como secretário no GDF o fortaleceu politicamente, principalmente porque ele apresentou resultados muito satisfatórios enquanto esteve à frente da Secretaria da Família, que também realizou projetos para a pasta da Juventude, que depois foi desmembrada.
De acordo com as pesquisas feitas pelos institutos até o momento, Delmasso aparece sempre entre os 10 primeiros colocados. Filiado ao Republicanos, ele surge inclusive à frente de concorrentes da mesma sigla que são detentores de mandato.
Na avaliação de estrategistas de campanha, Delmasso está bem posicionado e o Republicanos figura entre as legendas que podem eleger de dois a três deputados distritais. Se as pesquisas se confirmarem quando as urnas se abrirem, Delmasso tem tudo para retornar à CLDF com uma ótima bagagem no currículo, podendo até chegar a ocupar cargos na Mesa Diretora, onde já exerceu a função de vice-presidente.
Costa Neto pode derrotar Policarpo novamente nas urnas

Com o respaldo do processo de transformação que fez como presidente do Sindjus-DF, o candidato a deputado federal pelo MDB, Costa Neto, vai encarar as urnas pela primeira vez nas eleições deste ano e tem tudo para se tornar o verdadeiro representante dos servidores do Judiciário e do MPU que a categoria tanto clama pelos corredores dos tribunais e varas do DF.
O último representante da categoria que esteve no Congresso Nacional, o petista Roberto Policarpo, decepcionou os servidores. Por consequência, Policarpo também perdeu o comando do Sindjus-DF justamente para Costa Neto. Desde então, o petista, que se queimou com os colegas por transformar a entidade numa extensão do partido ao qual é filiado, vem perdendo para ele em todas as disputas que aconteceram até então.
Agora, o embate entre Costa Neto e Policarpo será nas eleições gerais. Conforme as pesquisas realizadas, o candidato a federal pelo MDB está na frente do ex-dirigente petista. A gestão de Costa Neto no Sindjus-DF resgatou a entidade sindical e a transformou numa das maiores em representatividade no país.
Hoje, o servidor associado ao Sindjus-DF tem orgulho de integrar a instituição e sabe que o trabalho de Costa Neto apresentou resultados para a categoria. Já Policarpo é acusado de ter virado as costas para os servidores quando se elegeu deputado federal. O petista nunca mais voltou a se eleger para a Câmara dos Deputados e, nesses anos todos, tem levado uma surra de Costa Neto quando tem eleição no sindicato.
E pelo visto, vai tomar outra, só que dessa vez nas urnas do DF e não mais do Sindjus-DF.
Zé Humberto, o Pezão, ganha força nas ruas e tem apoio do setor empresarial

Considerado um importante personagem da política brasiliense, o ex-secretário de Governo do DF, Zé Humberto Pires, o Pezão, resolveu encarar uma eleição pela primeira vez como candidato.
Ele sempre atuoub nos bastidores e tem o seu trabalho de exímio administrador reconhecido tanto na política como pelo setor empresarial. Agora, chegou a vez de ser testado nas urnas. Pezão está concorrendo pelo MDB a uma das oito vagas de deputado federal pelo DF na bancada da Câmara dos Deputados.
E o Zé Pezão, como muitos também o chamam, está fazendo bonito. Por onde tem passado, a receptividade e a adesão à sua campanha estão só crescendo. A maioria das pessoas se aproxima do ex-secretário para agradecer pelo trabalho que fez pela cidade, pela rua ou por algum segmento.
Nas suas andanças, Zé Humberto tem se deparado com eleitores que se lembram dele desde quando ele tinha a rede de supermercado Planaltão. Pezão chegou a Brasília com 13 anos e seu primeiro trabalho na capital federal foi de empacotador na empresa da qual se tornou sócio e depois proprietário.
O sucesso empresarial o levou a ser administrador regional de Taguatinga, secretário de Governo e, agora, Zé Humberto quer levar essa experiência para o Congresso Nacional para apresentar propostas que ajudem a desenvolver a capital federal.
“Eu tenho que devolver para Brasília, aquilo que ela me deu. Vou trabalhar para que as pessoas tenham mais oportunidades nesta cidade esplendorosa. Eu só fiquei desempregado aqui em Brasília só por um dia, que foi quando cheguei. No dia seguinte, eu já estava trabalhando e estou aí até hoje”, observa o candidato a deputado federal.
Se depender do empenho e do esforço desse tocantinense de nascença, porangatuense de coração e brasiliense de paixão, Zé Pezão tem tudo para chegar lá.
Frase do Fino
“A inveja, a arrogância e a falta de humildade são as armas do incompetente”, ditado popular chinês.
Mistério da Semana (Especial de Eleições)
1 – Qual é o político profano que é candidato a deputado federal que esteve num boi no rolete, no Park Way, e ficou com a mão estendida no ar ao tentar cumprimentar outro profano? Detalhe: a estratégia do político profano já ficou manjada. Ele só acorda a cada quatro anos e depois volta a dormir novamente.
Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…
2 – Qual é o administrador regional apadrinhado de um deputado distrital, que concorre à reeleição, que anda participando, na surdina, de reuniões com outro candidato para o mesmo cargo?
Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…
3 – Qual é o dirigente partidário que vai terminar as eleições menor do que ele pensa que é? A figura andou cortando para todos os lados antes da campanha começar.
Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…
*José Fernando Vilela é jornalista especializado em marketing político e eleitoral, com ampla experiência em órgãos públicos, entidades representativas e na iniciativa privada. Editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense, atua na cobertura e análise dos bastidores da política nacional e local. É apresentador do podcast Café Expressão e do programa Fala Aí, na JK FM 102,7, aos sábados, a partir das 6h.
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