Brasília voltou a registrar chuva neste sábado (22/8), depois de 58 dias de estiagem. As primeiras precipitações começaram a aparecer entre o fim da tarde e o início da noite e foram observadas de forma localizada em diferentes regiões do Distrito Federal.
Houve registros de chuva na Asa Sul, Sudoeste, Guará e Águas Claras, além da região da Avenida das Nações, nas proximidades do Centro Universitário Unieuro e da Vila Telebrasília.
A última chuva havia sido registrada em 25 de junho. Desde então, o DF enfrentou uma sequência prolongada de tempo seco, com baixa umidade do ar e temperaturas elevadas. Na quinta-feira (20/8), por exemplo, o Gama registrou apenas 12% de umidade relativa do ar, um dos menores índices do ano.
A estiagem também aumentou a preocupação com os incêndios florestais. Somente neste sábado, o Corpo de Bombeiros registrou 38 ocorrências de incêndio em vegetação no Distrito Federal até as 18h, em um cenário ainda marcado pela vegetação seca.
Chuva rápida pode voltar antes da temporada de chuvas
Apesar do alívio provocado pela chuva deste sábado, a precipitação não significa que o período de seca chegou ao fim. Agosto ainda está dentro da estação seca no Distrito Federal, e novas pancadas podem ocorrer de maneira rápida e localizada nos próximos dias ou semanas.
Esse tipo de chuva isolada não é incomum na transição entre a estiagem e o período chuvoso. O histórico climático do DF mostra que a maior parte das precipitações ocorre entre setembro/outubro e março/abril, enquanto os meses da estação seca apresentam volumes muito baixos.
Ou seja, os moradores ainda podem ser surpreendidos por chuvas rápidas, pontuais e de curta duração, mesmo que o tempo volte a ficar seco logo depois.
A expectativa é que a regularização das chuvas aconteça mais adiante, entre o fim de setembro e outubro, quando começa a transição para a estação chuvosa no Distrito Federal.
Por enquanto, a chuva deste sábado quebra uma sequência de 58 dias sem precipitações e traz um pouco de alívio para Brasília, mas o cenário de estiagem ainda exige atenção, principalmente por causa da baixa umidade e do risco de novos incêndios.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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