• 30 de agosto de 2026

Celina cresce após início da campanha, enquanto Arruda, Grass e demais adversários seguem empacados

Celina cresce após início da campanha, enquanto Arruda, Grass e demais adversários seguem empacados

Celina cresce após início da campanha, enquanto Arruda, Grass e demais adversários seguem empacados
Fotos: Reprodução/Google Imagens

A divulgação de mais uma pesquisa para a disputa pelo Governo do Distrito Federal, neste domingo (30), feita pelo Igape, encomendada pela Record News e realizada entre os dias 25 e 29 de agosto, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-02089/2026, revela que a governadora do DF, Celina Leão (PP), que concorre à reeleição, está isolada na liderança, com 35,4%, e continua crescendo, ampliando sua vantagem sobre os demais candidatos.

A pesquisa do Igape confirma o crescimento da “Leoa”, principalmente após o início da campanha eleitoral, o que sinaliza que a governadora ainda pode avançar mais até o dia 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições.

Já os adversários da governadora estão empacados. O ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que enfrenta uma situação de inelegibilidade e ainda tenta viabilizar sua candidatura, não consegue apresentar um desempenho que o transforme em ameaça à liderança de Celina. Na sondagem do Igape, o “encantador de burro” está distante da “Leoa”.

O desempenho de Arruda pode estar relacionado à alta rejeição ao seu nome e às memórias do passado. O eleitor sinaliza que não quer vê-lo de volta ao Buriti. Além de apresentar uma das maiores rejeições entre os candidatos ao GDF, Arruda não demonstra crescimento significativo nas pesquisas mais recentes.

Essa também é a situação de Leandro Grass (PT). O candidato de Lula, mesmo migrando do PV para a legenda petista, não tem obtido o êxito esperado. Nos bastidores do PT, Grass também enfrenta resistências de setores mais influentes da legenda. E, nas ruas, não tem conseguido atrair o eleitorado na proporção necessária para se colocar como uma ameaça à liderança de Celina.

Os outros concorrentes ao GDF, como Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB), Kiko Caputo (Novo), Elisson Freire (Agir) e Professor Robson (PSTU), estão sempre no pelotão de baixo. Praticamente, não fedem nem cheiram. Muito menos podem ser considerados, neste momento, como ameaça.

Os resultados das pesquisas mais recentes indicam que Celina Leão chega ao atual momento como favorita à reeleição. Tudo bem que ainda falta muito chão até o 1º turno. Porém, o sentimento captado nas ruas é de que o povo tem preferência pela “Leoa”.

Arruda está com a bola muito murcha. Ainda mais que ele tem muitos problemas com a Justiça, o que faz com que parte do eleitorado não o veja como uma opção viável para o Palácio do Buriti. Há também quem permaneça ao seu lado por razões políticas e eleitorais, numa relação construída ao longo de suas administrações. Tanto é que, em simulações feitas sem ele, parte significativa de seus apoiadores manifesta preferência pela “Leoa”.

Se continuar nesse ritmo, Celina Leão pode surpreender a todos quando as urnas se abrirem. A sua gestão está bem avaliada. Apesar de faltarem 35 dias para o 1º turno, a governadora só perde essa eleição se houver algum grande erro de percurso, como se diz nos bastidores.

Quando ninguém convence: indecisos, nulos e brancos dominam o humor do eleitor

Quando ninguém convence: indecisos, nulos e brancos dominam o humor do eleitor
Foto: Reprodução/Google Imagens

Outro fator que tem deixado os estrategistas e assessores de campanha preocupados é o alto índice de eleitores que ainda não sabem em quem votar, os conhecidos indecisos, além daqueles que já decidiram votar nulo ou em branco.

Esse comportamento sinaliza um eleitorado ainda distante das candidaturas e, em parte, decepcionado com a política e com os políticos. Essa parcela de eleitores pode crescer ainda mais até o dia 4 de outubro.

E, se forem considerados também os cidadãos que não poderão comparecer no dia ou que simplesmente não querem ir até a seção eleitoral votar, o cenário fica ainda pior. Na eleição de 2022, o DF registrou ausência de quase 17%. Somadas as abstenções aos votos nulos e brancos, o percentual de eleitores que não escolheram um candidato pode chegar a uma parcela expressiva do eleitorado.

Em suma, essa é uma parcela de eleitores que pode fazer a diferença nas urnas no momento da contagem dos votos de qualquer candidato. O desafio das campanhas será justamente transformar parte desse eleitorado em votos efetivos no dia da eleição. No fim das contas, vai depender do humor do eleitor naquele dia.

Rádio e TV podem mudar o jogo na disputa pelo eleitor indeciso

Rádio e TV podem mudar o jogo na disputa pelo eleitor indeciso
Foto: Reprodução/Google Imagens

Uma das alternativas para tentar convencer o eleitor indeciso a ir votar no dia é o horário eleitoral gratuito, que começou a ser exibido na última sexta-feira (28) nas emissoras de rádio e TV.

Há relatos de campanhas passadas de pessoas que estavam indecisas e, após acompanhar a propaganda eleitoral nesses canais de comunicação, puderam conhecer melhor as propostas dos candidatos e entender o que a maioria deles tem em mente para poder fazer.

Em tempos de era digital, o rádio e a TV ainda resistem e são considerados importantes instrumentos na formação da opinião dos eleitores. O problema maior é encarar a jornada de assistir ao horário eleitoral e se deparar com candidatos despreparados.

Assistir ou ouvir a propaganda eleitoral nesse período pode ajudar ou enterrar de vez o desejo do eleitor de ir à urna no dia.

Clamor por renovação na CLDF ameaça veteranos

Clamor por renovação na CLDF ameaça veteranos
Foto: Divulgação/Ag. CLDF

Embora as pesquisas realizadas até o momento para verificar a intenção de voto para deputado distrital apontem prováveis eleitos para a Câmara Legislativa do DF (CLDF), essas sondagens podem não refletir as reais intenções de voto do cidadão. Muitas vezes, quando os votos são efetivamente contabilizados, aqueles que estavam lá em cima podem até mesmo não se eleger, dependendo do quociente eleitoral.

É difícil usar pesquisas para cargos proporcionais, como deputado federal ou deputado distrital, como parâmetro definitivo para uma estratégia de campanha. Contudo, a maioria delas traz um dado relevante ou preocupante: mais de 65% dos eleitores brasilienses ainda não sabem em quem votar para distrital.

No entanto, todos os levantamentos feitos até aqui revelam que a dança das cadeiras na CLDF deve passar dos 50%. Muitos eleitores vêm reclamando dos parlamentares e não se sentem representados pelos distritais.

Se esse cenário persistir até outubro, muito provavelmente teremos uma CLDF com outras caras a partir de janeiro de 2027.

Em meio à campanha eleitoral, MPDFT inicia disputa pela sucessão do Procurador-Geral

Em meio à campanha eleitoral, MPDFT inicia disputa pela sucessão do Procurador-Geral
Foto: Divulgação/STF

Quem também está passando por um processo eleitoral, coincidentemente no mesmo período das eleições gerais, é o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), que terá que escolher um novo procurador-geral.

O atual ocupante do cargo, o procurador Georges Seigneur, foi reconduzido ao cargo para o biênio 2025–2026 e não pode mais concorrer.

A escolha envolve a formação de uma lista pelo colégio de membros da instituição, que será encaminhada para as etapas seguintes do processo de escolha até a nomeação final pela Presidência da República.

Coincidentemente, o mandato de Georges Seigneur expira em 5 de outubro, um dia após o 1º turno das eleições gerais. Os integrantes do MPDFT vão ficar com um olho na campanha eleitoral e o outro na formação da lista tríplice a ser encaminhada para a Presidência da República, que escolherá o novo procurador-geral ou a nova procuradora-geral.

Frase do Fino

“A política ama a traição e odeia o traidor”, Leonel Brizola (1922–2004), ex-governador do Rio de Janeiro e também do Rio Grande do Sul.

Mistério da Semana (Especial de Eleições)

1 – Qual é a liderança política da zonal 10, que abrange Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Park Way, Riacho Fundo I e Riacho Fundo II, que em cada uma dessas cidades acende uma vela para um candidato a distrital?

Na RA em que a figura em questão mora, ela se declara Hermeto. Na outra, a pessoa diz que precisa ajudar tal candidato. E assim sucessivamente até marcar território em todas as cidades.

E isso tudo com a cara mais lisa do mundo, com direito a óleo de peroba.

Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…

2 – Qual é a candidata a deputada distrital que faz campanha cuspindo no prato que comeu?

A ilustre personagem esteve no GDF até pouco tempo atrás e agora se julga a paladina da moralidade, criticando a gestão da “Leoa”. Ela, inclusive, concorre por um dos partidos que estão na coligação de Celina.

Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…

3 – Qual é o dirigente sindical que teve que engolir o orgulho e agora está nas ruas pedindo votos para ele e Celina Leão?

Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…

*José Fernando Vilela é jornalista especializado em marketing político e eleitoral, com ampla experiência em órgãos públicos, entidades representativas e na iniciativa privada. Editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense, atua na cobertura e análise dos bastidores da política nacional e local. É apresentador do podcast Café Expressão e do programa Fala Aí, na JK FM 102,7, aos sábados, a partir das 6h.

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