A Leoa rugiu em Ceilândia e mostrou seu time para a batalha de 2026

A governadora Celina Leão escolheu Ceilândia, a maior cidade do Distrito Federal, para dar uma demonstração de força política e apresentar o que ela denominou de “time da Leoa” para a disputa das eleições de 2026.
O evento reuniu as principais lideranças, apoiadores e nomes que orbitam o projeto político da governadora para a sucessão no Palácio do Buriti, como a senadora Damares Alves (Republicanos), o ex-secretário da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, confirmado pelo Republicanos como o nome a ser indicado para vice-governador da chapa, e a deputada federal Bia Kicis (PL), anunciada como pré-candidata ao Senado.
Mais do que uma agenda política, o “Encontro com a Leoa” teve o simbolismo de uma largada forte rumo à reeleição. Em um cenário em que as alianças já começam a ser desenhadas, Celina buscou mostrar capilaridade e capacidade de mobilização em uma região estratégica do DF.
A escolha de Ceilândia não foi por acaso. Historicamente decisiva nas eleições brasilienses, a cidade representa um importante termômetro eleitoral e concentra uma parcela significativa do eleitorado que decide disputas majoritárias.
Ao lado de aliados, Celina Leão reforçou a mensagem de que está preparada para continuar cuidando do povo da capital federal pelos próximos anos.
Nos bastidores, a leitura é de que a “Leoa” começa a consolidar uma estrutura política antes da abertura oficial da corrida eleitoral. A montagem do grupo será fundamental para enfrentar adversários que também trabalham para ocupar espaço na disputa pelo Buriti.
Pelo visto, Celina Leão decidiu sair da toca. E, em política, quem mostra força antes da batalha costuma mandar um recado claro aos adversários: a “Leoa” está pronta para o jogo das eleições.
Michelle Bolsonaro segura o jogo e mantém Brasília em suspense

Michelle Bolsonaro continua sendo uma das peças mais observadas no tabuleiro político de Brasília. A ex-primeira-dama mantém o silêncio sobre seus próximos passos e alimenta especulações entre aliados e adversários.
Nos bastidores, qualquer movimento de Michelle é acompanhado com atenção. Seu nome passou a ser tratado como uma possibilidade relevante para a composição política de 2026, especialmente pelo peso que mantém junto ao eleitorado conservador, tanto no DF quanto em todo o país.
A estratégia de esperar o momento certo para uma definição faz parte de um jogo político conhecido: deixar as portas abertas e preservar o poder de negociação.
Enquanto não anuncia seus planos, Michelle mantém diferentes grupos atentos aos seus próximos movimentos, ao mesmo tempo em que seu nome permanece em evidência.
A cautela também evita antecipar desgastes. Em uma eleição, uma exposição excessiva pode cobrar um preço alto. O silêncio, nesse caso, funciona como ferramenta política.
A pergunta continua circulando nos corredores do poder em Brasília: qual será o próximo passo de Michelle? Uma candidatura, uma composição ou apenas a participação como liderança estratégica?
Enquanto a resposta não vem, Michelle Bolsonaro mantém o suspense e deixa o cenário político em estado de espera. Essa atitude pode custar caro, pois podem surgir situações irreversíveis.
Wellington Luiz escolhe a lealdade e segue ao lado de Celina

Em um cenário político marcado por especulações e mudanças de posicionamento, o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Wellington Luiz (MDB), optou por um caminho que considera o mais seguro: a lealdade.
O deputado esteve no evento de Ceilândia e reafirmou seu compromisso de permanecer ao lado de Celina e de seu grupo.
A postura não surpreende quem acompanha os bastidores da política brasiliense. Wellington sempre se declarou aliado de Celina. O distrital consolidou-se como um dos principais articuladores entre o Executivo e o Legislativo.
A sinalização também tem peso dentro do MDB. Em um momento em que lideranças emedebistas avaliam quais serão os próximos passos da legenda, Wellington demonstra que com ele não tem conversa fiada e vai ficar com a “Leoa” até o fim, custe o que custar.
Ao escolher permanecer ao lado de Celina Leão, Wellington Luiz envia um recado claro ao meio político, em especial ao MDB: enquanto alguns ainda procuram um rumo, ele prefere apostar na continuidade de um projeto que ajudou a construir.
O namoro político de Paula Belmonte com o PSB de Rollemberg

As conversas entre a deputada distrital e pré-candidata do PSDB ao GDF Paula Belmonte e integrantes do PSB ganharam intensidade nas últimas semanas e já são tratadas nos bastidores como um namoro político em construção.
Ainda não há definições, mas o diálogo demonstra que ambos enxergam espaço para uma aproximação visando às eleições de 2026.
Ciente de que está isolada politicamente no campo da direita, onde militou nos últimos anos, Paula busca formar uma aliança partidária capaz de oferecer melhores condições para os desafios eleitorais que se aproximam.
Do lado do PSB, essa aproximação não está sendo bem vista. Paula e seu marido, Luiz Felipe Belmonte, suplente de Izalci, sempre direcionaram ataques à esquerda. Soa estranho vê-los agora posando para fotos com esquerdistas.
O ex-governador Rodrigo Rollemberg aparece como um dos principais interlocutores desse processo. Ele tem trabalhado para ampliar o campo de alianças do PSB e reposicionar o partido no cenário local.
As conversas ainda estão em estágio inicial e dependem de uma série de fatores, incluindo a definição das chapas majoritárias e dos espaços que cada legenda pretende ocupar. Em política, afinidade nem sempre significa casamento.
Hoje, Paula Belmonte tem ao seu lado o ex-senador Reguffe, que segue com sua choradeira e sem dizer a qual cargo vai concorrer. Uma possível aliança com Rollemberg e Ricardo Cappelli, pré-candidato do PSB, seria a salvação da lavoura, apesar de não fazer muita diferença, pois ambos estão lá embaixo nas intenções de voto.
Mesmo assim, o diálogo já desperta atenção entre lideranças de diferentes partidos, que acompanham a movimentação.
Por enquanto, o relacionamento continua na fase de namoro. Diante das atitudes e dos posicionamentos de ambos os lados, é provável que não passe disso e o casamento não seja consumado.
Mistério da Semana
Qual é o pré-candidato a deputado distrital que subiu no palanque da “Leoa”, em Ceilândia, e dias atrás posou para fotos em seu reduto eleitoral, na região Norte do DF, ao lado do inelegível José Roberto Arruda?
A cara de pau do espertalhão supera qualquer ator global.
Quem é? Quem é? Quem é?
Mistéééério…
*José Fernando Vilela é jornalista especializado em marketing político e eleitoral, com ampla experiência em órgãos públicos, entidades representativas e na iniciativa privada. Editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense, atua na cobertura e análise dos bastidores da política nacional e local. É apresentador do podcast Café Expressão e do programa Fala Aí, na JK FM 102,7, aos sábados, a partir das 6h.
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