A novela da candidatura de José Roberto Arruda (PSD) sofreu um duro baque nesta quinta-feira (3/9) ao ser barrada pela Justiça Eleitoral. Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) indeferiu o pedido de registro de candidatura do ex-governador, que tentava concorrer ao GDF.
O voto do relator, desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega, que se manifestou pelo indeferimento do registro, foi acompanhado por mais quatro magistrados.
O presidente do TRE-DF, desembargador Ângelo Passareli, não chegou a votar diante do resultado. Votaria apenas em caso de empate. Já o desembargador Néviton Guedes, que atuou na Justiça Federal em processos da Operação Caixa de Pandora — que resultaram na prisão de Arruda quando ele era governador —, declarou-se suspeito e pediu para não se manifestar.
O resultado foi péssimo para o ex-governador, pois, no entendimento dos cinco desembargadores que votaram pelo indeferimento, Arruda encontra-se inelegível até 2030.
O candidato do PSD ao GDF já anunciou que irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso houvesse algum voto divergente ao do relator, Arruda até poderia alimentar alguma esperança de, talvez, ter alguma possibilidade, ainda que muito remota, de reverter o resultado.
A Alta Corte Eleitoral costuma ratificar os resultados dos tribunais regionais. Dificilmente, os ministros contrariam decisões dos desembargadores quando elas são unânimes.
Embora diga que vai recorrer, a situação de José Roberto Arruda se torna ainda mais instável e insegura do ponto de vista jurídico. Aliados mais próximos devem aumentar a pressão para que ele renuncie, permitindo que o PSD decida entre lançar outro nome ou declarar apoio a outro candidato ou candidata.
Por ora, Arruda tomou um tiro de canhão. Está estrebuchando, raivoso, com sede de vingança, mas a Justiça dos homens não foi condescendente com as suas falcatruas e não varreu a sujeira para baixo do tapete. A resposta do TRE-DF à sua tentativa foi dura.
Fiquemos atentos e aguardemos uma decisão do TSE. Quem sabe chegou a hora de José Roberto Arruda sentir a pá de cal caindo sobre si e ver chegar ao fim uma história política que ele mesmo fez questão de manchar com o “mensalão do DEM”, o superfaturamento de contratos, a distribuição de propina para parlamentares, entre outras peripécias do submundo do crime na política.
O correto seria Arruda aceitar a perda, que dói menos, assim como um homem traído aceita um chifre. Pronto. Estaria tudo resolvido.
Assista abaixo ao momento em que o TRE-DF proclama o indeferimento da candidatura de Arruda:
Foto: Reprodução/YouTube
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