Ioiô: O Planeta na Ponta do Dedo
Houve um verão — depois outro, e mais outro — em que a cidade parecia girar na ponta de uma cordinha. As manhãs chegavam com cheiro de merenda, poeira de pátio e promessa de manobra
Houve um verão — depois outro, e mais outro — em que a cidade parecia girar na ponta de uma cordinha. As manhãs chegavam com cheiro de merenda, poeira de pátio e promessa de manobra
Antes dos tênis com espuma de nuvem, placas de carbono e promessas em inglês sobre velocidade e desempenho, havia um calçado que oferecia algo mais simples: sobreviver. Chamava-se Kichute. Não media passada, media resistência. Era
Antes que o mundo coubesse dentro de uma tela, antes que os dedos aprendessem a correr sobre controles e superfícies lisas, antes que algoritmos escolhessem adversários, narrassem partidas e distribuíssem vitórias digitais, havia uma soberana
Houve um tempo — e hoje parece quase impossível dizer isso sem que a frase venha coberta de névoa, poeira luminosa e espanto — em que a felicidade cabia dentro de uma fita preta. Uma