• 1 de setembro de 2026

SAMU orienta como configurar o celular para ajudar equipes de socorro em emergências

Informações como alergias, medicamentos em uso, doenças preexistentes e contatos de emergência podem ficar disponíveis no celular e auxiliar equipes de atendimento quando a vítima não consegue se comunicar. Por isso, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) orienta a população a manter esses dados atualizados e acessíveis no aparelho.

Em uma ocorrência de emergência, equipes de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) podem encontrar pacientes inconscientes, confusos ou impossibilitados de fornecer informações importantes sobre seu estado de saúde. Nesses casos, uma ficha médica cadastrada no celular pode funcionar como uma fonte complementar de dados durante a avaliação inicial.

A medida simples pode facilitar o acesso a informações relevantes e também ajudar na localização de familiares ou responsáveis.

“Uma ficha médica de fácil acesso e atualizada funciona como uma fonte rápida de dados críticos. A equipe do SAMU consegue agir com mais segurança e pode tomar decisões terapêuticas mais rápidas, especialmente quando o paciente não consegue se comunicar”, destaca a diretora do SAMU-DF, Lorhana Martins.

Quais informações devem ser cadastradas?

O SAMU recomenda atenção especial a informações que podem contribuir para a avaliação da equipe de socorro. Entre elas estão:

Contatos de emergência: facilitam a localização de familiares ou responsáveis e podem ajudar na obtenção de informações adicionais sobre o histórico do paciente.

Alergias: permitem que os profissionais considerem substâncias capazes de provocar reações graves durante a avaliação e o atendimento.

Doenças preexistentes: informações sobre diabetes, hipertensão, cardiopatias, epilepsia e outras condições podem contribuir para uma avaliação inicial mais completa.

Medicamentos em uso: ajudam a equipe a identificar tratamentos em andamento que podem interferir nos sinais vitais, no quadro clínico ou nas decisões terapêuticas.

Tipo sanguíneo: pode ser registrado como informação complementar, mas não substitui os procedimentos de identificação e confirmação utilizados pelos serviços de saúde quando essa informação é necessária para uma conduta médica.

Como configurar os dados médicos no Android

Nos aparelhos com sistema Android, o caminho pode variar de acordo com o fabricante e a versão do sistema operacional. Em geral, o usuário deve:

  1. Acessar Configurações;
  2. Selecionar Segurança e emergência ou Informações de emergência;
  3. Tocar em Dados médicos;
  4. Preencher informações como condições de saúde, alergias, tipo sanguíneo e medicamentos em uso;
  5. Adicionar familiares ou pessoas de confiança em Contatos de emergência;
  6. Ativar a opção Mostrar na tela de bloqueio, quando disponível.

A recomendação é verificar se as informações podem ser acessadas mesmo com o aparelho bloqueado.

Como configurar a ficha médica no iPhone

Nos aparelhos da Apple, o recurso está disponível por meio do aplicativo Saúde. Para configurar:

  1. Abra o aplicativo Saúde;
  2. Toque na foto de perfil, no canto superior direito;
  3. Selecione Ficha Médica;
  4. Toque em Editar;
  5. Informe histórico médico, alergias, medicamentos e contatos de emergência;
  6. Ative a opção Mostrar Quando Bloqueado.

Com essa configuração, determinadas informações podem ser consultadas sem que seja necessário desbloquear o aparelho.

Dados precisam estar sempre atualizados

O cadastro das informações não deve ser esquecido após a configuração inicial. O SAMU alerta para a importância de manter os dados atualizados, principalmente após mudanças no uso de medicamentos, descoberta de novas alergias, alterações nas condições de saúde ou troca dos contatos de emergência.

A ficha médica disponível no celular é um recurso complementar e não substitui a avaliação realizada pelos profissionais de saúde nem os protocolos adotados durante o atendimento.

Em situações de urgência ou emergência médica, a orientação é ligar imediatamente para o 192. A ligação para o SAMU é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia.

Uma configuração que leva poucos minutos pode fazer diferença quando cada segundo importa e o paciente não consegue falar por si próprio.

Foto: Divulgação/SES-DF


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