• 1 de setembro de 2026

TSE alerta para golpe com falsas pendências no título de eleitor

Eleitores devem redobrar a atenção com mensagens enviadas em nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou da Justiça Eleitoral. Golpistas estão utilizando falsas notificações sobre supostas pendências no título de eleitor, cobranças e até ameaças de bloqueio de serviços para induzir vítimas a clicar em links, fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos indevidos.

A orientação é clara: recebeu uma mensagem informando pendência eleitoral, cobrando valores ou pedindo acesso a um link? Não clique, não faça pagamentos e não informe dados pessoais antes de confirmar a autenticidade da comunicação pelos canais oficiais.

O caminho mais seguro é acessar diretamente, por iniciativa própria, os canais oficiais da Justiça Eleitoral, como o Portal do TSE, o Autoatendimento Eleitoral e o aplicativo e-Título.

Mesmo que a mensagem utilize a logomarca da Justiça Eleitoral, apresente o nome ou CPF do eleitor e adote tom de urgência, nenhum desses elementos, isoladamente, comprova que a comunicação seja verdadeira.

Em 2026, o TSE já identificou mensagens fraudulentas que alertavam sobre supostas “pendências eleitorais” e direcionavam as vítimas para páginas falsas que imitavam o Portal da Justiça Eleitoral. O objetivo era induzir os eleitores a fornecer informações pessoais ou realizar pagamentos indevidos.

Recebi uma cobrança da Justiça Eleitoral. É golpe?

Pode ser. Mas é preciso atenção.

Os serviços de regularização eleitoral são gratuitos, mas isso não significa que um eleitor jamais possa ter débitos junto à Justiça Eleitoral.

Multas por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais, por exemplo, podem ser quitadas por Pix, boleto ou cartão de crédito.

O ponto central é como essa cobrança chega ao eleitor.

Se você recebeu uma mensagem com link para pagamento, não utilize o endereço encaminhado pelo remetente. A recomendação é acessar diretamente o Autoatendimento Eleitoral ou o aplicativo e-Título para verificar se existe algum débito registrado em seu nome.

No caso de pagamento por Pix, há ainda uma forma importante de conferir a legitimidade da cobrança: o recebedor deve ser o Tesouro Nacional, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional.

Nunca devem aparecer dados bancários vinculados a pessoas físicas.

A mensagem sabe meu nome e CPF. Isso prova que é verdadeira?

Não.

O fato de uma mensagem apresentar informações corretas, como nome, CPF ou número do título eleitoral, não significa que ela tenha sido enviada pelo TSE ou por algum Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Por isso, dados pessoais, foto de perfil, logomarcas e linguagem aparentemente oficial não devem ser usados como única prova de autenticidade.

Em um dos golpes identificados pela Justiça Eleitoral neste ano, um perfil falso no WhatsApp utilizava a logomarca do TSE e se apresentava como “Departamento de Atendimento ao Cliente”.

A mensagem afirmava que eleitores em situação irregular poderiam perder o acesso a serviços bancários ou governamentais e direcionava as vítimas para um aplicativo chamado “Soluciona Pendência”.

O alerta é importante: o setor citado na mensagem não existe nem no TSE nem nos Tribunais Regionais Eleitorais.

Convocação de mesário pelo WhatsApp é sempre golpe?

Não necessariamente.

Alguns Tribunais Regionais Eleitorais utilizam WhatsApp e e-mail para comunicações oficiais. Portanto, apenas o fato de uma mensagem chegar por esses canais não significa, automaticamente, que se trata de fraude.

O problema é que criminosos também já utilizaram falsas convocações de mesários para direcionar vítimas a páginas fraudulentas e solicitar informações pessoais.

A recomendação é sempre confirmar a origem.

Em caso de dúvida sobre uma convocação para trabalhar nas eleições, não siga imediatamente as instruções recebidas na mensagem. Procure diretamente o site oficial do TRE do seu estado ou entre em contato com o cartório eleitoral.

Como se proteger de golpes em nome do TSE

Antes de clicar em qualquer link ou realizar pagamentos, o eleitor deve seguir alguns cuidados básicos:

  • Não clique em links enviados por mensagens suspeitas;
  • Não informe CPF, senhas ou dados bancários;
  • Não faça Pix para pessoas físicas;
  • Acesse diretamente o Portal da Justiça Eleitoral;
  • Consulte pendências pelo Autoatendimento Eleitoral ou aplicativo e-Título;
  • Desconfie de ameaças, cobranças urgentes e prazos curtos;
  • Confirme convocações de mesários diretamente com o TRE ou cartório eleitoral.

Com a proximidade das Eleições 2026, a atenção deve ser redobrada. Golpistas aproveitam períodos eleitorais para criar mensagens com aparência oficial e explorar o medo de eleitores que acreditam estar com o título irregular.

A regra de ouro é simples: se a mensagem chegou por um link, cobrança ou ameaça inesperada, não confie imediatamente. Entre nos canais oficiais da Justiça Eleitoral por conta própria e faça a verificação antes de qualquer mensagem.

Foto/Arte: Divulgação/Secom-TSE


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