A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), reagiu à distribuição de santinhos falsos com sua imagem e o número 22, encontrados no Cruzeiro, e fez duras críticas ao adversário na disputa pelo segundo turno das eleições de 2026.
Em entrevista ao Expressão Brasiliense, Celina classificou a situação como crime, acusou o campo adversário de disseminar fake news e reforçou que seu número nas urnas é 11.
“Meu número é 11. Esse tipo de situação é crime. Meu adversário insiste nesse tipo de tática e isso só revela quem ele é”, afirmou a governadora.
A declaração ocorre em meio à investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para identificar os responsáveis pela produção, pelo financiamento e pela distribuição dos materiais eleitorais falsos.
Celina também afirmou que sua campanha tem sido pautada pela apresentação de ações e resultados de seu governo, enquanto acusou os adversários de recorrer à desinformação para confundir os eleitores.
“Nós fizemos uma campanha limpa no 1º turno. Uma campanha limpa no 2º turno. Mostrando o que nós estamos fazendo. Quais são nossas entregas e eles tentando levar desconhecimento ao eleitor, fake news ao eleitor, terrorismo”, declarou.
Celina Leão acusa adversário de usar mentira e desinformação
Em outro trecho do vídeo, a governadora voltou a criticar o que considera uma estratégia de disseminação de notícias falsas durante a campanha eleitoral.
“Mas olha só, para mim, eu não estou surpresa. Isso só continua revelando que a tática do nosso adversário sempre foi a mentira. A desinformação e a fake News”, disse.
Celina encerrou sua manifestação afirmando que pretende responder às acusações apresentando informações sobre sua gestão à frente do Governo do Distrito Federal (GDF).
“Mas nós vamos combater a mentira com a verdade, a desinformação com a informação e a incompetência deles com a competência do nosso governo”, disparou.
As declarações representam acusações políticas feitas pela governadora. A eventual participação de adversários na produção ou distribuição dos santinhos falsos depende de comprovação pelas autoridades responsáveis pela investigação.
PCDF investiga três mulheres e procura responsáveis pela produção dos santinhos falsos
As gravações mostram suspeitas circulando pela região onde os panfletos foram encontrados. Também foram registrados cartazes afixados em muros, placas de identificação e veículos estacionados. Há relatos da circulação do material também no Sudoeste.
A polícia realizou perícia nos locais para recolher impressões digitais e outros vestígios que possam ajudar a identificar as envolvidas.
O objetivo da investigação é esclarecer não apenas quem distribuiu os santinhos falsos, mas também quem idealizou a ação, produziu o material e financiou sua circulação.
Fontes ouvidas pelo Expressão Brasiliense apontaram suspeitas de envolvimento de pessoas ligadas a partidos de oposição à governadora. Entretanto, até o momento, não há comprovação pública da participação de dirigentes partidários ou candidatos na produção dos impressos.
Mais de 26 mil votos foram anulados com número 22 no primeiro turno
Outro ponto que aumenta a preocupação em torno da distribuição dos santinhos falsos é o resultado do primeiro turno das eleições para o Governo do Distrito Federal.
Como já destacou o Expressão Brasiliense, cerca de 26 mil eleitores digitaram o número 22 na votação para governador, resultando na anulação desses votos. A numeração correta de Celina Leão é 11.
O episódio ganhou ainda mais repercussão porque a eleição para o GDF não foi decidida no primeiro turno por uma diferença de apenas 168 votos em relação ao patamar necessário para a vitória da governadora.
A circulação de materiais com numeração incorreta, portanto, levanta a hipótese de uma tentativa de induzir eleitores ao erro, especialmente aqueles que possam confundir os números apresentados na propaganda eleitoral.
Não há, contudo, comprovação de que os votos anulados no primeiro turno tenham sido provocados pela circulação desses materiais.
Celina Leão acionou a Polícia Civil e pediu investigação da Polícia Federal
O caso começou a ganhar repercussão após a descoberta de panfletos com a imagem da governadora e o número 22 no Cruzeiro.
Na ocasião, a preocupação era identificar a origem do material e descobrir se havia uma ação organizada para confundir o eleitorado antes do segundo turno.
Agora, com a manifestação da governadora em vídeo, o episódio ganha mais um capítulo na disputa eleitoral do Distrito Federal.
Assista ao vídeo:
Foto: Divulgação/Gui Gomes
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