• 16 de outubro de 2026

Disputa pela presidência da Câmara Legislativa movimenta bastidores antes do fim do 2º turno no DF

Em Brasília, há uma máxima do marketing eleitoral que é muito propagada por quem é do meio: uma campanha começa quando termina a outra. E é isso o que já está ocorrendo em relação à presidência da Câmara Legislativa do DF (CLDF) para a legislatura que se inicia no dia 6 de janeiro de 2027.

Dois nomes já surgem no cenário como pretendentes ao cargo de presidente da CLDF: o atual presidente, deputado Wellington Luiz (MDB), e o presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), Eduardo Pedrosa (União Brasil). Ambos foram eleitos para mais um mandato.

Nos bastidores, analistas e estrategistas avaliam que a disputa foi antecipada e que esse movimento, antes do fim do segundo turno para o GDF, vem causando certo desconforto entre alguns parlamentares, principalmente entre os que estão chegando, pois não querem sentar na cadeira com tudo já definido.

Dos 24 deputados distritais que assumem em janeiro, 17 foram reeleitos, um está de volta e os outros seis estão estreando na Casa, o que favorece uma tomada de decisão por parte dos veteranos.

É nesse quesito de levar vantagem em relação aos deputados que estão chegando que os dois candidatos em evidência buscam se articular para garantir a cadeira da presidência da CLDF.

Wellington Luiz tem que, primeiro, superar um obstáculo jurídico: a Lei Orgânica do DF permite apenas uma reeleição para o mesmo cargo na Mesa Diretora. Há, inclusive, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que impedem uma segunda recondução consecutiva, mesmo quando os mandatos ocorrem em legislaturas diferentes.

No entanto, há rumores de que parlamentares que apoiam a permanência de Wellington na presidência planejam apresentar uma proposta de emenda à Lei Orgânica do DF que permita a sua reeleição. Fontes sustentam que a iniciativa partirá de distritais da oposição. O emissário seria o distrital Chico Vigilante (PT-DF).

Do lado do deputado Eduardo Pedrosa, o distrital vem construindo a sua candidatura. O presidente da CEOF recebeu o apoio do PL, partido que terá a maior bancada na Casa no ano que vem.

O grupo liderado por Eduardo Pedrosa está trabalhando para consolidar apoios e buscando votos de possíveis aliados nessa disputa. O disse-me-disse nos corredores da Câmara Legislativa é que o grupo já teria o apoio de 12 distritais, a metade das cadeiras.

Outro fator de peso é que Eduardo é do União Brasil, partido que compõe a Federação União Progressista, junto com a legenda da “Leoa”, o Progressistas.

A atual direção da Casa também sustenta que tem o apoio da maioria dos reeleitos. Além do MDB, o grupo conta com o PT, PSB, PSOL, PSD e parlamentares do Progressistas.

A disputa está posta à mesa. Quem vai vencer? Ainda não dá para saber. Os dois candidatos têm articulações políticas em andamento. Tudo vai depender, também, de como vai se posicionar a governadora Celina Leão, que disputa a reeleição no segundo turno. Na avaliação de interlocutores políticos, a “Leoa” pode ter papel decisivo nessa parada.

Fotos: Reprodução/Google Imagens


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