Celina Leão chega à reta final com 55% dos votos válidos e pode ser a 1ª governadora eleita do DF

O Distrito Federal está prestes a eleger a primeira mulher para comandar o Palácio do Buriti: Celina Leão, do PP. Neste domingo (4), se as pesquisas divulgadas na reta final da campanha se confirmarem nas urnas, a “Leoa” continuará ocupando a cadeira de governadora pelos próximos quatro anos. Celina aparece com mais de 50% dos votos válidos nas sondagens mais recentes. No Datafolha divulgado neste sábado (3), véspera da eleição, a governadora chegou a 55% dos votos válidos.
As chances de a governadora ganhar a disputa já no 1º turno são apontadas pelas pesquisas, que mostram Celina acima da metade dos votos válidos. A candidata intensificou a agenda de campanha nos últimos dias e o resultado desse esforço aparece no crescimento das intenções de voto.
Outro fator que coloca a “Leoa” em posição de destaque é o trabalho que ela apresentou nesses mais de 180 dias em que está à frente do GDF, quando assumiu o lugar de Ibaneis Rocha, que tentaria uma cadeira no Senado, mas ficou pelo meio do caminho. Celina assumiu compromissos com a população do DF, sendo o principal deles promover melhorias na área da saúde.
A preferência do eleitor por Celina Leão, conforme apontam as pesquisas, indica que as propostas apresentadas pela governadora tiveram boa aceitação. Já os adversários não conseguiram diminuir a distância em relação a Celina, mesmo com o grande volume de ataques e críticas que fizeram ao governo da “Leoa”.
Politicamente, Celina mostrou capacidade de articulação e construiu uma aliança partidária forte. Até os dois partidos que estavam com José Roberto Arruda, que teve a candidatura ao GDF barrada pela Justiça Eleitoral, foram para o seu lado.
A oposição não conseguiu, ao longo da campanha, apresentar nomes que atraíssem o eleitor para um novo projeto. Os concorrentes de Celina Leão fizeram uma campanha marcada por críticas ao governo e pela apresentação de propostas que, em alguns casos, foram associadas a ações que já estavam sendo executadas pela “Leoa”.
Quando as urnas se abrirem e a Justiça Eleitoral começar a divulgar os resultados parciais, o cenário apontado pelas pesquisas será colocado à prova. Se o resultado das urnas confirmar os levantamentos da reta final, Celina Leão poderá tomar posse em 6 de janeiro de 2027 como a primeira governadora eleita da história política do Distrito Federal.
Bia e Leila travam disputa apertada pela 2ª vaga ao Senado

Numa eleição geral como a que ocorre neste domingo (4), as atenções ficam voltadas para a disputa presidencial no âmbito nacional e para as eleições dos governos estaduais. Só que, nestas Eleições 2026, aqui no DF, quem está sendo protagonista nesta reta final é a disputa pelas duas vagas para o Senado Federal.
De acordo com as pesquisas, o eleitor brasiliense sinaliza que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) está na liderança da disputa pelo Senado. A esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece à frente nas sondagens, com distância em relação aos demais candidatos. No Datafolha divulgado neste sábado (3), Michelle aparece com 30% dos votos válidos.
Já a disputa pela segunda cadeira chega nesta reta final bastante apertada. As duas candidatas que aparecem na disputa direta pela vaga, a deputada federal Bia Kicis (PL) e a senadora Leila do Vôlei (PDT), que concorre à reeleição, estão em empate técnico dentro da margem de erro. No Datafolha mais recente, Bia aparece com 24% e Leila com 21% dos votos válidos.
Considerando o desempenho das duas candidatas nas sondagens realizadas na reta final, Bia Kicis foi a que mais cresceu, enquanto Leila do Vôlei apresentou menor variação. Bia ficou atrás da senadora durante praticamente toda a campanha, mas chegou à reta final em posição competitiva.
Agora, as duas chegam tecnicamente empatadas, o que torna a disputa pela segunda vaga ao Senado uma das mais acompanhadas pelos eleitores do Distrito Federal. A margem de erro das pesquisas deixa o cenário aberto entre Bia Kicis e Leila do Vôlei.
Tudo indica que esse confronto entre candidaturas de campos políticos distintos será um dos pontos de maior atenção da apuração no DF. Michelle Bolsonaro aparece na liderança, enquanto Bia Kicis e Leila do Vôlei disputam a outra cadeira em um cenário apertado.
Aguardemos o resultado.
Bancada do DF na Câmara dos Deputados terá poucas mudanças

Para aqueles que anunciavam uma possível renovação das caras na bancada do DF na Câmara dos Deputados, o resultado, conforme apontam as sondagens feitas para verificar as intenções de voto do eleitor brasiliense no decorrer da campanha, é de que haverá poucas mudanças na dança das oito cadeiras destinadas à capital federal.
As últimas pesquisas feitas pelos institutos trazem, em suas listas de resultados, nomes da maioria dos atuais deputados federais. De acordo com os levantamentos, podem ser reeleitos neste domingo Fred Linhares e Julio César, do Republicanos; Rafael Prudente, do MDB; Alberto Fraga, do PL; e Reginaldo Veras, do PV, que concorre pela Federação PT-PV-PCdoB.
Vale destacar que, entre os parlamentares da atual legislatura, temos duas deputadas que não concorrem à reeleição: Bia Kicis e Erika Kokay, que tentam vaga ao Senado. Portanto, duas cadeiras estão livres. A outra vaga é a do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que também disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas não está tão bem nas pesquisas. Talvez seja porque carrega a alcunha de “pior governador” da história do DF.
Essas três cadeiras que estão na disputa podem ser ocupadas por políticos que estão entrando na seara do Legislativo federal pela primeira vez. Conforme os levantamentos, partidos que já têm representantes na bancada do DF podem chegar a eleger outros candidatos por meio dos critérios das sobras eleitorais.
Analisando o tabuleiro das pesquisas, partidos como MDB, Republicanos, PL e a Federação PT-PV-PCdoB podem ficar com uma dessas três vagas. Conforme as sondagens, os candidatos que aparecem com chances são os seguintes: Zé Humberto ou Daniel Donizet, pelo MDB; Gilvan Máximo ou Cris Britto, pelo Republicanos; Thiago Manzoni, pelo PL; Agnelo Queiroz ou Ruth Venceremos, pela Federação PT-PV-PCdoB.
A surpresa pode vir do PSOL com o distrital Fábio Félix, que, embora pontue bem nas pesquisas, depende do desempenho dos demais candidatos da Federação PSOL-Rede. Muitos analistas e cientistas políticos, bem como dirigentes de outros partidos, acreditam que o parlamentar terá muitos votos, mas a votação dos seus correligionários da federação precisa ajudar no montante final.
O fato é que as projeções apontam para poucas mudanças na bancada do DF na Câmara dos Deputados. Na configuração dos campos políticos, arrisco dizer que podem ser eleitos cinco ou seis deputados da base de Celina Leão e de dois a três da turma do Lula. Vai depender dos votos de cada um e do quociente eleitoral.
CLDF deve ter baixa renovação e manter boa parte dos atuais distritais

Em todas as eleições das quais este colunista já participou, seja como profissional de imprensa ou em outras funções, sempre se criam expectativas quanto a uma possível renovação em massa na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Geralmente, um pouco mais da metade dos parlamentares que concorrem à reeleição conseguem retornar.
Para estas eleições, vale considerar que, dos atuais 24 deputados distritais da CLDF, quatro não vão concorrer à reeleição: Paula Belmonte (PSDB), candidata ao GDF; Thiago Manzoni (PL), Daniel Donizet (MDB) e Fábio Félix (PSOL), que concorrem a deputado federal. Sendo assim, quatro cadeiras estarão livres.
Dos 20 distritais que vão concorrer à reeleição, as pesquisas apontam que devem retornar entre 14 e 16 parlamentares. Alguns vão dançar e ficar de fora a partir de janeiro de 2027.
Como a disputa pelas 24 cadeiras da CLDF é a que tem mais candidatos, vamos apresentar abaixo uma lista com as possíveis quantidades de vagas que cada partido pode eleger e os nomes dos candidatos que aparecem com maior competitividade. Lembrando que essas são apenas projeções baseadas nos resultados das pesquisas divulgadas pelos institutos nos últimos dias.
Os nomes relacionados não estão listados conforme os índices divulgados nos resultados. Apenas apontamos os que aparecem com maior competitividade dentro de cada partido ou federação.
Federação União Progressista (de 2 a 4 vagas)
Eduardo Pedrosa (União)
Pepa (Progressistas)
Pastor Daniel de Castro (Progressistas)
Roney Nemer (Progressistas)
Cláudio Abrantes (União)
PL (de 2 a 4 vagas)
Joaquim Roriz Neto
Roosevelt Vilela
André Kubitschek
Eduardo Torres
João Cardoso
Republicanos (de 2 a 4 vagas)
Martins Machado
Doutora Jane
Renata Daguiar
Delmasso
Delegado Fernando Fernandes
Giuliano Cartaxo
Marcelinho Carioca
Federação PT-PV-PCdoB (de 2 a 3 vagas)
Ricardo Vale (PT)
Gabriel Magno (PT)
Chico Vigilante (PT)
MDB (de 2 a 3 vagas)
Jaqueline Silva
Wellington Luiz
Iolando
Hermeto
Marcela Passamani
Federação PSOL-Rede (de 1 a 2 vagas)
Keka Bagno
Max Maciel
Podemos (de 1 a 2 vagas)
Robério Negreiros
Capitão Aderivaldo
Subtenente Geraldo Alves
PSB (1 vaga)
Múcio
Dayse Amarilio
Mobiliza (1 vaga)
Raad
Sardinha
Avante (1 vaga)
Daniel Radar
Rogério Ulysses
PSD (1 vaga)
Rogério Morro da Cruz
Os demais partidos, considerando as pesquisas divulgadas, terão poucas chances de eleger seus candidatos para a CLDF.
Ressalto que a intenção deste colunista não é cravar o resultado das eleições, e sim apresentar as projeções de desempenho das legendas e dos candidatos na disputa pelas 24 cadeiras do Parlamento distrital com base nas pesquisas realizadas pelos institutos.
Pela terceira vez, eleição presidencial termina polarizada entre Lula e Bolsonaro

O centro das atenções do Brasil e do mundo está voltado para as eleições presidenciais neste domingo. Um detalhe importante é que o pleito eleitoral deste ano chega ao primeiro turno novamente marcado pela polarização entre os campos liderados por Lula e pelo bolsonarismo. Desta vez, Jair Bolsonaro não é candidato, e seu filho Flávio Bolsonaro representa o campo político que tem o ex-presidente como principal referência.
As pesquisas confirmam uma disputa acirrada entre o petista e Flávio Bolsonaro. No Datafolha divulgado na véspera da eleição, Lula aparece com 45% dos votos válidos, contra 42% de Flávio, em empate técnico. Na Quaest, Lula aparece com 46% e Flávio com 45%, também em empate técnico.
Os demais candidatos, como Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), entre outros, não conseguiram furar a bolha da polarização e se aproximar dos dois líderes nas pesquisas mais recentes.
Para deixar os ânimos ainda mais acirrados, as sondagens realizadas nos últimos dias sinalizam uma disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro. O segundo turno entre os dois aparece como cenário provável nas pesquisas, mas a definição depende do resultado das urnas deste domingo.
Embora ambos os lados especulem que podem ganhar no primeiro turno, os levantamentos mais recentes mostram que nenhum dos dois alcança sozinho mais de 50% dos votos válidos.
Resta saber para que lado vão pender os candidatos derrotados. É esperado que um ou outro manifeste apoio a quem estiver no segundo turno. Ou pode ser que eles optem por não escolher nem um nem outro.
A única certeza, neste momento, é o que as urnas vão revelar a partir das 18h. Caso haja segundo turno para a Presidência da República, a votação está marcada para 25 de outubro, conforme o calendário eleitoral.
Frase do Fino
“Uma eleição é feita para corrigir o erro da eleição anterior, mesmo que o agrave”, Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).
Mistérios da Semana — Especial de Eleições
1 — Qual é o deputado do DF que concorre à reeleição que está com tanto medo de perder que andou confrontando antigos aliados nas ruas? O parlamentar chegou a incitar integrantes de seu time a caírem de porrada nos algozes. Teve até BO na delegacia.
Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…
2 — Qual é o candidato a deputado distrital que acredita que só porque contratou um batalhão de cabos eleitorais e espalhou algumas centenas de wind banners pelas cidades já está eleito? O candidato mal esteve nas ruas e sua agenda de campanha era mais furada do que rede de pesca.
Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…
3 — Qual é a candidata a cargo majoritário que já está sendo acusada de ter dado calote em gráficas, locadoras de veículos e em cabos eleitorais? E olha que, de acordo com os bens declarados à Justiça Eleitoral, dinheiro não é problema.
Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…
*José Fernando Vilela é jornalista especializado em marketing político e eleitoral, com ampla experiência em órgãos públicos, entidades representativas e na iniciativa privada. Editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense, atua na cobertura e análise dos bastidores da política nacional e local. É apresentador do podcast Café Expressão e do programa Fala Aí, na JK FM 102,7, aos sábados, a partir das 6h.
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