Brasília, a capital da República Federativa do Brasil, vive, neste 15 de setembro de 2026, um dos dias mais tensos de sua história recente. A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) é hoje um dos assuntos mais discutidos na internet e na sociedade brasileira.
A sessão extraordinária que começa logo mais, às 10h, convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, com transmissão pela TV Justiça, vai indicar se teremos, finalmente, a resposta para a pergunta feita no título deste texto.
A expectativa para saber o que, de fato, será feito em relação às suspeitas e questionamentos envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, é enorme. E a pressão sobre a mais alta Corte do país talvez nunca tenha sido tão grande.
As pesquisas mais recentes feitas pelos institutos sobre o tema apontam que uma parcela expressiva dos brasileiros perdeu a confiança no STF. O povo já não acredita mais, como acreditava no passado, nos senhores e senhoras da capa preta.
E as razões que levaram o cidadão a se decepcionar com a Justiça brasileira são inúmeras. Não se restringem apenas às instâncias superiores. São todas.
Não é de agora que se ouve falar nas supostas relações promíscuas entre ministros, desembargadores e juízes e réus afortunados, autoridades do alto escalão investigadas, grandes empresários e políticos de todas as correntes.
É justamente por isso que os senhores ministros do STF têm, nesta terça-feira, uma oportunidade histórica de recuperar parte da credibilidade perdida.
Aquela credibilidade que o povo respeitava em outros tempos, quando sabia que a Alta Corte iria julgar e que sua decisão seria respeitada por todos. Não porque os ministros fossem infalíveis, mas porque havia a percepção de que ali não deveria existir interferência política, comercial ou qualquer tentativa de obter vantagens pessoais.
O que se espera de Edson Fachin é que ele abra a caixa-preta do STF.
Não importa se, para isso, será necessário cortar na própria carne. O que interessa é que o Supremo Tribunal Federal precisa recuperar a imagem de bastião da moralidade, da Justiça e da defesa das instituições. Uma imagem que não pode ser construída apenas nos discursos, mas precisa sobreviver aos fatos.
Agora, se os togados do STF decidirem varrer a sujeira para debaixo do tapete, o sentimento que ficará será ainda pior.
Será a sensação de que continuamos a ser aquela republiqueta das bananas que o mundo tantas vezes nos enxerga. Seguiremos sendo o país do carnaval, da luxúria, da pobreza, da fome e dos corruptos. Um país condenado a carregar nas costas a fama de vira-latas que tanto jogam na nossa cara.
É exatamente contra isso que o Brasil precisa reagir.
Este 15 de setembro de 2026 tem tudo para se transformar em um marco. Um divisor de águas entre aquilo que fomos até aqui e aquilo que ainda podemos ser.
Que Edson Fachin não seja mais um a trair a confiança de um país que já não suporta assistir, de camarote, aos poderosos julgando os poderosos.
É preciso passar o Brasil a limpo.
E que comecemos pelo STF.
Depois, que o eleitor faça a sua parte no dia 4 de outubro, quando vamos escolher aqueles que ocuparão o Legislativo. E, na sequência, façamos a melhor escolha possível para a Presidência da República.
Porque democracia não se resume aos ministros de toga. Também não se resume aos políticos.
Democracia é responsabilidade de todos nós.
A sessão de hoje será crucial não apenas para o Supremo Tribunal Federal, mas para a imagem das instituições e para o futuro político deste nosso ‘Brasilzão’ que Deus abençoou.
Agora é esperar para ver se Fachin vai abrir a caixa-preta.
Ou se, mais uma vez, vão tentar empurrar tudo para debaixo do tapete do STF.
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