O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Mendes solicita que o político seja investigado no âmbito do Inquérito das Fake News.
O estopim: Vídeo com “bonecos” e acusações de corrupção
A representação baseia-se em um vídeo publicado por Zema em março de 2024. Na gravação, dois fantoches simulando os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes travam um diálogo fictício:
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A trama: O personagem de Toffoli pede a anulação de quebras de sigilo de sua empresa na CPI do Crime Organizado.
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A “moeda de troca”: O personagem de Gilmar aceitaria o pedido em troca de estadias no resort Tayayá, do qual Toffoli teria participação.
“Zema vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria”, afirmou Gilmar Mendes na petição.
Uso de Deep Fake e alcance nas redes sociais
Um dos pontos centrais da denúncia é o uso de tecnologia avançada. Mendes ressalta que o vídeo utilizou:
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Edição Profissional: Qualidade técnica elevada para fins políticos.
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Deep Fake: Emulação das vozes reais dos ministros para dar veracidade ao diálogo inexistente.
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Amplo Alcance: Publicado para os mais de 2,3 milhões de seguidores de Zema no Instagram e 570 mil no X (antigo Twitter).
Próximos passos e embate político
Alexandre de Moraes já enviou a notícia-crime para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve decidir se oferece denúncia ou arquiva o caso.
Recentemente, Romeu Zema intensificou as críticas ao Judiciário, chamando magistrados de “intocáveis” e afirmando que Moraes e Toffoli “merecem prisão”, o que acirra a tensão entre o ex-governador e a Suprema Corte.









