Michelle Bolsonaro e Bia Kicis querem chapa puro-sangue ao Senado e podem afundar o PL no DF nas eleições

A posição da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da deputada federal Bia Kicis de lançar uma chapa puro-sangue na disputa pelas duas cadeiras a serem preenchidas no Senado Federal nas eleições deste ano compromete o futuro do PL na capital federal.
Até então, no campo da direita e da centro-direita do DF, havia o entendimento de que o PL já estaria fechado com a aliança partidária que está sendo construída para reeleger Celina Leão na disputa pelo Buriti.
Para muitos dirigentes e políticos da cidade, o partido de Michelle e Bia já estava junto com PP, MDB, União Brasil, Podemos, Agir, entre outros, apoiando o projeto do grupo de Ibaneis e Celina, que consiste na eleição do emedebista ao Senado e na permanência da ‘Leoa’ no GDF.
No entanto, diante das movimentações nos bastidores (com direito a outdoors com foto das duas espalhados pelas principais vias do DF) e dos anúncios feitos pela dupla do PL por meio de interlocutores, como o deputado Ubiratan Sanderson (RS), que esteve na Papudinha com Jair Bolsonaro recentemente e divulgou que Michelle e Bia são as candidatas do ex-presidente ao Senado no DF, a aliança com o grupo que está no comando do Buriti passou a ficar em xeque.
Antes desse episódio envolvendo o deputado-ventríloquo lá do Sul, Michelle, Bia e pessoas próximas às duas começaram a dizer que a dupla não teria compromisso com Ibaneis Rocha, apenas com Celina Leão.
A atitude de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis abriu um racha dentro do PL-DF. Na CLDF, os três deputados da legenda são da base do governo Ibaneis, com composições políticas em áreas estratégicas dentro da estrutura organizacional e administrativa do GDF. Aliás, a própria Bia tem centenas de cargos que são ocupados por seus apoiadores.
Há um temor, por parte dos deputados, de que o rompimento com o grupo de Ibaneis e Celina se consolide e eles fiquem sem ter como atender seus aliados que hoje trabalham no Executivo em pleno ano eleitoral.
Outro fator que compromete o futuro do PL no DF é como ficarão as nominatas para federal e distrital. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, quer que a capital federal mantenha ao menos as duas cadeiras que hoje detém pela bancada do DF na Câmara dos Deputados. Com a ida de Bia Kicis para a disputa ao Senado, o partido tende a, talvez, eleger apenas um deputado federal ou até mesmo nenhum.
Além disso, os distritais do PL estão temerosos com essas movimentações, pois elas afastam possíveis pré-candidatos que desejam ingressar na sigla e que podem ajudar a reelegê-los, mas estão desconfortáveis com essa situação do partido querer lançar a tal chapa puro-sangue. Tem gente estudando mudar de sigla se a confusão persistir.
E ainda tem a questão de Michelle e Bia ficarem marcadas como traíras. Na política, quem trai vira leproso. Fora que a movimentação da dupla gera inúmeras interpretações quanto à lealdade, à fidelidade e à responsabilidade com os compromissos firmados.
Se Michelle Bolsonaro e Bia Kicis seguirem com o plano mirabolante, o PL tende a ter um desempenho abaixo do esperado nas urnas. Será que Valdemar já fez esse cálculo? Deixar de ter dois federais para ter uma senadora, vai derrubar o percentual do rateio do fundo partidário que hoje o partido tem direito.
Ibaneis Rocha sinaliza confiança e não teme disputa nas urnas

Diante dessas movimentações de Michelle e Bia, nos bastidores surgiram inúmeras especulações e boatos, entre eles o de que o governador Ibaneis Rocha desistiria de se candidatar ao Senado.
Conhecido por ter uma atuação atípica na política, Ibaneis tem demonstrado que está tranquilo quanto à disputa ao Senado. Ele reiterou que entregará o GDF para a ‘Leoa’, até mesmo de forma antecipada, e está se preparando para o pleito.
Quando questionado sobre um possível embate contra a dupla bolsonarista, Ibaneis Rocha não hesita em dizer que será o mais votado nas urnas. Se considerarmos os números de seu governo, Ibaneis fez muito mais pela capital federal do que as duas pré-candidatas do PL, que estão mais preocupadas com Jair Bolsonaro do que com o nosso quadradinho.
Vale ressaltar que as sondagens feitas junto ao eleitorado brasiliense apontam que, se as eleições fossem hoje, Ibaneis e Michelle estariam eleitos, e a deputada Bia Kicis ficaria atrás até mesmo das esquerdistas Leila do Vôlei e Érika Kokay e do neófito ex-desembargador Sebastião Coelho, que é do mesmo espectro político da dupla.
Doutora Jane e Damares Alves selam aliança política em defesa das mulheres no DF

O ingresso da deputada distrital Doutora Jane no Republicanos estreitou ainda mais sua relação com a senadora Damares Alves (DF). As duas são defensoras ferrenhas de pautas em defesa da mulher e no combate à violência doméstica.
Na semana passada, ambas divulgaram um vídeo em conjunto nas redes sociais reforçando os laços que já possuíam antes de serem eleitas. A distrital atuou por diversos anos em delegacias da PCDF, defendendo e protegendo mulheres vítimas de agressão, e a senadora sempre foi uma ativista da causa enquanto assessora de parlamentares no Congresso Nacional.
Essa união entre a Doutora Jane e Damares Alves é um grande reforço para a rede de proteção às mulheres existente no DF. Com certeza, a senadora, que ainda tem mais quatro anos de mandato, dará uma força para a delegada aposentada durante a campanha neste ano.
A deputada distrital tem obtido vitórias importantes para o público feminino, como a instalação de comitês de proteção à mulher em algumas regiões administrativas do DF, que estão fazendo uma diferença enorme nesse trabalho de combate à violência doméstica.
Distritais reagem à conduta de Fábio Félix e reclamam de possível abuso

A polêmica em torno da intervenção do deputado distrital Fábio Félix (PSol) durante uma ocorrência policial em um bloco de carnaval gerou desconforto na maioria dos parlamentares da Câmara Legislativa do DF.
Fábio Félix tentou impedir a prisão em flagrante de dois supostos traficantes de drogas que foram pegos por policiais militares empacotando material suspeito nas proximidades do bloco carnavalesco voltado para o público LGBTQIA+, base eleitoral do distrital.
Durante a intervenção, ele foi atingido por spray de pimenta. Assim que terminou o tumulto, o parlamentar e seus apoiadores foram às redes sociais criticar a ação da PMDF.
O episódio gerou ruído na CLDF. O vice-presidente, deputado Ricardo Vale (PT), emitiu nota defendendo Fábio Félix, assinando o documento em nome da Mesa Diretora, o que gerou revolta e reclamações por parte de distritais que não concordaram com a atitude.
Alguns deputados também usaram as redes para defender a atuação da PMDF e criticar Fábio Félix. Há distrital acusando o deputado do PSol de abusar de suas prerrogativas como parlamentar.
O tema será um dos assuntos da reunião do colégio de líderes da CLDF nesta semana.
CLDF deve aprovar projeto de capitalização do BRB nos próximos dias

Outro tema que deve predominar na CLDF nesta semana é o projeto de lei enviado pelo GDF ao parlamento distrital solicitando autorização para a realização de aporte de capital no BRB, que foi um dos alvos do golpe aplicado pelo Banco Master no mercado financeiro.
A proposta encaminhada aos distritais faz parte do plano de recuperação do BRB apresentado ao Banco Central pelo presidente Nelson de Souza, que assumiu a instituição em meio à crise gerada pelo golpe do Master.
O GDF propõe alienar alguns imóveis e terrenos de sua propriedade como garantia junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), para que o BRB possa seguir operando no mercado financeiro, além de assegurar a adequada estrutura de capital da instituição.
Nos bastidores, a oposição segue atacando a gestão de Ibaneis e Celina sem qualquer fundamentação e certamente fará jogo de cena no plenário para tentar barrar o projeto. Contudo, os distritais da base sabem da necessidade de garantir a sobrevivência da instituição depois do duro golpe sofrido.
Tanto o GDF, que escalou o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha, para acompanhar e articular a apreciação da matéria no plenário, quanto os distritais da base acreditam que a proposta será aprovada pela maioria.
Mistério da Semana
Qual é a autoridade do DF que acredita que vai se eleger novamente para deputado distrital esnobando a imprensa e deixando de atender pedidos de entrevistas?
A área que a figura estrelada toma conta é uma das que mais aparecem nas notícias. É estranho ver a pessoa se negando a participar de programas e entrevistas, alegando que está com a agenda cheia, e ninguém a vê na TV, ouve no rádio e muito menos em sites de notícias.
Desse jeito, vai levar uma surra nas urnas de seu concorrente, que atende todo mundo, principalmente na cidade que é reduto eleitoral de ambos. Foi-se o tempo da política do pão e circo ganhar uma eleição. Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…
*José Fernando Vilela é jornalista especializado em marketing político e eleitoral, com ampla experiência em órgãos públicos, entidades representativas e na iniciativa privada. Editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense, atua na cobertura e análise dos bastidores da política nacional e local. É apresentador do podcast Café Expressão e do programa Fala Aí, na JK FM 102,7, aos sábados, a partir das 6h.
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