As projeções climáticas para 2026 indicam a formação de um possível “super El Niño”, cenário que já preocupa especialistas e setores estratégicos da economia. O fenômeno, associado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, pode ganhar intensidade acima do padrão histórico e provocar impactos relevantes no clima global.
De acordo com a Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, há 62% de probabilidade de o El Niño se estabelecer entre junho e agosto, com chances que sobem para 80% até o fim do ano. Modelos internacionais indicam que o aquecimento pode superar os 2°C acima da média, o que caracteriza um evento extremo.
O risco climático acende um sinal amarelo no agronegócio, responsável por cerca de 30% do PIB brasileiro, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e o Cepea.
Na última ocorrência relevante do fenômeno, entre 2023 e 2024, houve perdas importantes na produção. A soja registrou queda significativa em estados como Mato Grosso, enquanto o milho também sofreu com estresse hídrico.
Além do campo, os efeitos chegam ao consumidor. Em 2024, a inflação oficial medida pelo IPCA ficou em 4,83%, mas os alimentos subiram quase 8%. Para 2026, analistas projetam nova pressão, especialmente no segundo semestre.
Efeitos previstos do El Niño
No Brasil:
- Seca no Norte e Nordeste
- Chuvas irregulares no Centro-Oeste
- Chuvas intensas no Sul, com risco de enchentes
No mundo:
- Secas severas na África Central, Austrália e Sudeste Asiático
- Chuvas torrenciais em países como Peru e Equador
Pressão já começa no prato
Mesmo antes da confirmação do fenômeno, os efeitos do clima já aparecem no bolso. O feijão, um dos principais itens da cesta básica, lidera a alta de preços em 2026, impulsionado por condições climáticas adversas e redução da área plantada.
A intensidade e a duração do possível super El Niño ainda são incertas, mas especialistas são diretos: o cenário climático para o segundo semestre tende a ser desafiador, tanto para o campo quanto para o consumidor.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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