• 18 de maio de 2026

Eduardo Cunha articula volta ao Congresso para barrar projeto de poder de Lula e do PT

Considerado um dos maiores algozes da história do Partido dos Trabalhadores, o ex-presidente da Câmara e ex-deputado Eduardo Cunha vem se movimentando silenciosamente nos bastidores para retornar ao Congresso Nacional no próximo ano e barrar o projeto político de Luiz Inácio Lula da Silva e do PT, que, segundo aliados petistas, busca consolidar um longo ciclo de poder no comando do Brasil.

Para que o plano se concretize, Eduardo Cunha aguarda o desfecho do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881 pelo Supremo Tribunal Federal, marcado para começar no plenário virtual na próxima sexta-feira (22).

Os ministros deverão decidir se as mudanças na Lei da Ficha Limpa, que podem permitir uma nova candidatura de Cunha, terão validade já para as eleições deste ano ou apenas para os próximos pleitos. A Procuradoria-Geral da República já emitiu parecer contrário à alteração.

Nos bastidores, há intensa pressão, principalmente por parte do PT, para que os ministros acompanhem o parecer da PGR. Dos atuais ministros do STF, seis foram indicados por governos petistas, enquanto outros dois possuem reconhecida proximidade com setores ligados à legenda. O Palácio do Planalto trabalha para que a maioria rejeite a alteração da Lei da Ficha Limpa.

Mesmo sem mandato desde a cassação, em setembro de 2016, Eduardo Cunha manteve influência política e transferiu parte de seu capital eleitoral para sua filha, Dani Cunha, eleita deputada federal. A parlamentar é autora da proposta de alteração da Lei da Ficha Limpa, evidenciando que o ex-presidente da Câmara segue influente nos bastidores da política de Brasília.

Embora esteja oficialmente fora do Parlamento, Cunha é frequentemente visto circulando e despachando no gabinete da filha na Câmara dos Deputados. Segundo relatos de bastidores, ele possui livre acesso às dependências do Congresso Nacional.

Articulado e com forte trânsito político, Cunha tem dito a aliados que, caso retorne à Câmara em 2027 e Lula esteja reeleito, pretende disputar novamente a presidência da Casa. A possibilidade não é descartada por parlamentares que ainda exaltam sua gestão no comando da Câmara.

“Era a época das vacas gordas. No tempo do Cunha, um deputado federal tinha moral na Esplanada. Hoje estamos relegados e abandonados devido à ausência de uma liderança como Eduardo Cunha”, declarou um deputado federal sob condição de anonimato.

Outra meta de Cunha, caso retorne ao Parlamento, seria impedir a perpetuação do Partido dos Trabalhadores no poder, tese associada à declaração feita pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu no início do primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, quando afirmou que a legenda permaneceria por 30 anos administrando o Brasil.

Parlamentares do Centrão próximos a Eduardo Cunha relatam, nos corredores da Câmara, que o ex-presidente tem sinalizado disposição para reeditar a estratégia política adotada no processo que culminou no impeachment de Dilma Rousseff. Nos bastidores, a leitura é de que Cunha estaria disposto a liderar nova articulação institucional contra Lula, caso o petista seja reeleito. “Vamos fazer o mesmo que fizemos com a Dilma”, exalta o ex-presidente para aliados.

O julgamento no STF vai além do eventual retorno de políticos atingidos pela Lei da Ficha Limpa. Para setores políticos em Brasília, a decisão poderá redefinir o equilíbrio de forças para as eleições e influenciar diretamente o cenário nacional.

Até a próxima sexta-feira, Brasília viverá dias intensos de articulação política e estratégia institucional. A decisão do STF poderá impactar não apenas o futuro político de Eduardo Cunha, mas também o tabuleiro de poder que envolve Lula, o PT e a disputa pelo comando do país.

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