• 17 de abril de 2026

Oscar Schmidt morre aos 68 anos em São Paulo; lenda do basquete lutava contra câncer no cérebro

Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro e mundial, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. Conhecido como “Mão Santa”, o ex-jogador passou mal e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba (SP), mas não resistiu. Ele havia sido diagnosticado com câncer no cérebro em 2011.

Em nota, a assessoria confirmou a morte e destacou a trajetória de superação do atleta:

“Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”.

Segundo a família, o velório e o sepultamento serão realizados de forma reservada, restritos a parentes próximos.

Carreira de Oscar Schmidt: títulos e legado no basquete

Pela seleção brasileira, Oscar Schmidt construiu uma das carreiras mais marcantes da história do esporte. Ele foi:

  • Tricampeão sul-americano
  • Medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987
  • Medalha de bronze no Mundial de 1978

Reconhecido mundialmente, Oscar é considerado um dos maiores pontuadores da história do basquete. Ele acumulou 49.737 pontos na carreira, sendo superado apenas em 2024 por LeBron James.

Além disso, o brasileiro segue como:

  • Maior cestinha da história das Olimpíadas
  • Recordista de pontos em Mundiais (893 pontos)
  • Dono do recorde de pontos em um único jogo de Mundial (52, contra a Austrália, em 1990)
  • Recordista em Jogos Pan-Americanos (53 pontos em uma partida, em 1987)

Problemas de saúde e luta contra o câncer

Oscar Schmidt foi diagnosticado com câncer no cérebro em 2011 e passou por cirurgias e দীর্ঘ tratamentos ao longo dos anos. Mesmo enfrentando a doença, seguiu ativo, participando de eventos e palestras.

Em 2014, também foi diagnosticado com arritmia cardíaca.

Em 2022, o ex-jogador revelou que havia decidido interromper o tratamento:

“Parei esse ano com a quimioterapia. Eu mesmo decidi. […] Quero ser um marido e pai melhor.”

Recentemente, ele passou por uma cirurgia que o impediu de comparecer a uma homenagem do Comitê Olímpico do Brasil (COB), no Rio de Janeiro.

Família e vida pessoal

Oscar era casado com Maria Cristina Victorino desde 1981 e deixa dois filhos: Filipe e Stephanie.

Ele também era irmão do apresentador Tadeu Schmidt, da TV Globo, e tio do campeão olímpico Bruno Schmidt, do vôlei de praia.

Passagem pela política

Após encerrar a carreira no basquete, Oscar Schmidt teve uma breve passagem pela política. Em 1997, assumiu a Secretaria de Esportes de São Paulo na gestão do então prefeito Celso Pitta.

No ano seguinte, disputou uma vaga no Senado por São Paulo, mas foi derrotado por Eduardo Suplicy. Posteriormente, decidiu se afastar da vida política.

Legado eterno do “Mão Santa”

Oscar Schmidt deixa um legado histórico para o basquete mundial e para o esporte brasileiro. Ídolo de gerações, ele será lembrado não apenas pelos recordes, mas também pela personalidade marcante e pela dedicação ao esporte.

Foto: Reprodução/Google Imagens


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