• 8 de novembro de 2026

Fim da escala 6×1: “Nós não estamos contra o trabalhador”, diz José Aparecido ao defender mais prazo para o comércio se adaptar

Em entrevista ao Fala Aí, José Aparecido Costa Freire defendeu adiar a primeira etapa da escala 5×2, prevista para 16 de dezembro. STF discute a transição nesta terça-feira (10)

O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Costa Freire, defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) dê mais tempo para o comércio se adaptar ao fim da escala 6×1. Em entrevista ao jornalista José Fernando Vilela, no programa Fala Aí, da JK FM 102,7, neste sábado (7), o dirigente disse que o setor quer ampliar o prazo da primeira etapa da mudança, prevista para 16 de dezembro, às vésperas do Natal.

“O que nós queremos e o que nós esperamos do STF é que ele nos dê mais prazo, dê mais prazo para o empresário brasileiro, para que as empresas se adaptem a essa nova realidade”, afirmou José Aparecido.

O presidente da Fecomércio-DF disse esperar que os argumentos do setor convençam o Supremo a estender o prazo de implantação da escala 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. Ao tratar dos efeitos da mudança sobre o emprego, o dirigente afirmou que a Federação também está preocupada com a preservação dos postos de trabalho.

“A Fecomércio, ela defende o empresário, mas ela defende também o emprego”, disse. “Nós não estamos contra o trabalhador, nós não estamos discutindo a lei que foi aprovada.”

Temporários de Natal entram no debate

A contratação de trabalhadores temporários para as vendas de fim de ano também entrou na pauta da entrevista. A preocupação é como definir a jornada dos novos contratos e montar as equipes diante de uma mudança prevista para começar em um dos períodos de maior movimento do comércio.

A Fecomércio-DF anunciou sua participação como amicus curiae na ação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Federação quer apresentar ao STF os desafios das empresas do DF, especialmente dos pequenos negócios, para reorganizar escalas e renegociar convenções coletivas.

STF discute transição nesta terça-feira

O ministro Flávio Dino marcou para terça-feira (10), às 14h, uma audiência de conciliação sobre a implementação das novas regras. A CNC propõe transferir a primeira etapa para 16 de outubro de 2027 e adotar o limite de 40 horas semanais em outubro de 2028.

Pelo calendário da Emenda Constitucional 141/2026, o limite da jornada cai de 44 para 42 horas semanais em 16 de dezembro de 2026, quando passam a valer dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. O teto de 40 horas semanais entra em vigor um ano depois.

Assista abaixo trecho da entrevista na rádio JK FM:

Foto: Divulgação/Fecomércio-DF


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