Filhas de Joaquim Roriz brigam na Justiça pela herança

Neste domingo (05), o portal Metrópoles publicou matéria revelando que as filhas do ex-governador do DF, Joaquim Roriz estão brigando na Justiça pela herança deixada pelo pai estimada em R$ 300 milhões.

Pela falta de liquidez dos bens – 95% estão investidos na Agropecuária Palma –, as irmãs Weslliane Maria Roriz Neuls, 58 anos, Jaqueline Maria Roriz, 56, e Liliane Maria Roriz, 53, entraram em verdadeiro pé de guerra familiar em busca da partilha dos bens, o que envolve desentendimentos, brigas e até processos judiciais.

Além da fazenda, o espólio do ex-governador envolve lotes no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), lojas no Plano Piloto, a conhecida mansão da família no Park Way e terrenos na área do Confinamento, em Luziânia (GO).

As diferenças entre as filhas do ex-governador se escancararam a partir do fim de setembro de 2018, quando Joaquim Roriz perdeu a luta contra várias doenças, entre as quais um problema renal crônico e a diabetes. Fundador da Agropecuária Palma, fabricante e distribuidora de leite e derivados, Roriz construiu, além da vida pública, um patrimônio invejado pelos fazendeiros vizinhos de suas terras, em Luziânia (GO).

Com 14,5 hectares (maior que o próprio município onde está localizada), a Palma chegou ao seu ápice durante as gestões de Roriz à frente do Governo do Distrito Federal. Contudo, após deixar a vida pública e com vários problemas de saúde, o ex-governador se afastou da administração direta dos negócios e nomeou a primogênita, Weslliane, como gestora da agropecuária. O patriarca sempre a considerou como a mais moderada das três.

Administração da empresa

Das três, Weslliane sempre teve mais afinidade com a vida no campo. Ao lado do marido, Júlio Neuls, e do filho, Juliano Roriz Neuls, Nane – como é chamada entre os familiares – dedicou os últimos anos à condução da Agropecuária Palma, incluindo mudanças severas e modernização de gestão, contrariando o estilo do pai.

Por ter um perfil mais apaziguador e manter a confiança das duas irmãs, e da mãe – Weslian –, a primogênita não sofreu resistências com a decisão de Roriz em apontá-la como gestora de seu império, mas essa harmonia pereceu junto com a saúde do patriarca.

Ainda em vida, o ex-governador dividiu as terras de Luziânia, de forma igual, para as três herdeiras. Cada uma, portanto, recebeu pouco mais de 33% do total das terras, que incluem a indústria de laticínios – hoje a principal fonte de renda do clã.

No Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), há pelo menos três processos de autoria da caçula contra a primogênita. Em um deles, com audiência de conciliação marcada para 4 de junho de 2019, Liliane afirma ser detentora de 50% das cotas da Palma e acusa a irmã e o cunhado de fraudarem o faturamento da empresa.

“Diz que a sócia-administradora vem praticando condutas estranhas e contrárias à boa gestão dos negócios, inclusive simulando aparente bom negócio para a sociedade, omitindo dados importantes, retroagindo datas e assinaturas em documentos, com o intuito de enriquecerem-se às custas da empresa e lesar os interesses da requerente e da sociedade empresária”, consta no processo.

Fonte: Metrópoles – Informações adaptadas da matéria

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

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