O endividamento das famílias voltou a crescer no Distrito Federal em julho, mas é a inadimplência que acende o alerta. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 51,2% das famílias do DF estavam com contas em atraso no mês.
O índice subiu de 50% em junho e de 41,8% em julho de 2025. Em números absolutos, 219.519 famílias afirmam que não terão condições de pagar as contas atrasadas no mês seguinte.
No endividamento geral, 79,9% das famílias brasilienses tinham algum tipo de dívida em julho, contra 79,7% em junho e 72,8% um ano antes. São 844.359 famílias.
Apesar de o percentual de endividamento no DF estar abaixo da média nacional, de 82%, a inadimplência é muito maior: 51,2% contra 29,8% no país.
Cartão de crédito lidera
O cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida, presente em 86,6% das famílias endividadas no DF. Na sequência aparecem carnês (14,6%), financiamento de automóveis (13,2%), crédito pessoal (12,4%) e financiamento imobiliário (9,6%).
O financiamento de veículos também pesa mais no DF que na média nacional: 13,2% contra 9%.
Impacto no comércio
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o aumento da inadimplência reduz a renda disponível para o consumo e pode afetar principalmente a compra de bens de maior valor.
“Mais da metade das famílias do DF já possui contas em atraso e uma parcela relevante afirma que não conseguirá regularizar esses compromissos no próximo mês. Esse quadro reduz a renda disponível para o consumo”, afirma Aparecido.
A CNC aponta que o cenário exige atenção à capacidade de pagamento das famílias e reforça a importância de renegociação de dívidas, educação financeira e acesso responsável ao crédito.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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