A Meta, dona do WhatsApp, anunciou nesta quarta-feira (30) novos controles parentais para adolescentes. As ferramentas permitem que pais, mães e responsáveis definam regras de privacidade, acompanhem determinadas atividades em grupos e escolham como os jovens poderão utilizar recursos como Meta AI, Canais e Status.
As novas funções são opcionais e podem ser configuradas pelos responsáveis em conjunto com os adolescentes. Para alterar determinadas configurações, será necessário utilizar um PIN definido pelos pais ou responsáveis.
Entre as opções disponíveis está a possibilidade de escolher quem pode visualizar a foto de perfil do adolescente e quem pode adicioná-lo a grupos.
Os responsáveis também poderão receber alertas quando o adolescente entrar ou sair de um grupo ou quando um grupo do qual ele participa crescer significativamente. A Meta também ampliou os controles para os Canais e o Status, permitindo definir como esses recursos poderão ser utilizados.
Pais poderão controlar acesso à Meta AI
Outra novidade envolve a Meta AI. Os responsáveis poderão escolher entre a experiência padrão, destinada a usuários a partir de 13 anos, e uma opção mais restritiva, chamada “Conteúdo limitado”, que reduz os temas que o adolescente pode discutir com a inteligência artificial.
Mesmo com os controles ativados, pais e responsáveis não terão acesso ao conteúdo das conversas ou ligações. Segundo a Meta, as mensagens e chamadas pessoais continuam privadas e protegidas pela criptografia de ponta a ponta, o que significa que nem mesmo o WhatsApp pode ler ou ouvir esse conteúdo.
A empresa afirma que os novos recursos foram desenvolvidos a partir de pedidos de famílias e que pretende ampliar gradualmente as ferramentas de supervisão.
WhatsApp e o ECA Digital
A novidade ocorre em um momento de implementação de novas regras para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital no Brasil.
O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, instituído pela Lei nº 15.211, de 17 de setembro de 2025, estabelece regras para produtos e serviços digitais acessíveis a crianças e adolescentes.
A legislação prevê, entre outras medidas, que pais ou responsáveis possam configurar mecanismos voluntários de supervisão parental e acompanhar de forma ativa o acesso de crianças e adolescentes a aplicativos e conteúdos. A lei também estabelece medidas relacionadas à aferição de idade e à proteção de dados de menores.
A Meta já havia anunciado outras medidas para adequar seus serviços às regras brasileiras, incluindo mecanismos de aferição de idade e ferramentas adicionais de supervisão parental.
Como ativar o controle parental no WhatsApp
O WhatsApp informa que os controles parentais para adolescentes estão sendo disponibilizados gradualmente e podem ainda não aparecer para todos os usuários ou em todas as regiões.
Para as contas de adolescentes, a configuração pode ser feita pelo aparelho do jovem. O caminho informado pelo WhatsApp para determinadas configurações é:
- Abra o WhatsApp no celular do adolescente;
- Entre em Configurações;
- Toque em Controles parentais;
- Digite o PIN definido pelo responsável;
- Escolha os recursos que serão gerenciados, como Meta AI, Canais e Status;
- Defina as opções de privacidade e supervisão disponíveis.
No caso da Meta AI, por exemplo, o responsável pode selecionar entre a experiência padrão e a opção “Conteúdo limitado”.
A Meta destaca que os controles foram criados para ajudar as famílias a orientar os adolescentes no uso do aplicativo sem retirar a privacidade das conversas pessoais.
Controle parental no WhatsApp: o que muda
Com os novos recursos, pais e responsáveis poderão:
- controlar quem pode ver a foto de perfil do adolescente;
- definir quem pode adicioná-lo a grupos;
- receber alertas sobre entrada e saída de grupos;
- acompanhar mudanças relevantes no tamanho de grupos;
- controlar aspectos relacionados a Canais e Status;
- escolher entre diferentes níveis de experiência da Meta AI;
- proteger as configurações com um PIN parental.
As mensagens e ligações pessoais, porém, permanecem protegidas pela criptografia de ponta a ponta.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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