• 15 de janeiro de 2026

De volta ao PL: Com as bençãos de Valdemar, Magda Mofatto tem a missão de rifar Wilder de Morais e costurar aliança com Daniel Vilela

A deputada federal Magda Mofatto está oficialmente de volta ao Partido Liberal (PL) com uma missão clara e pouco discreta: costurar o apoio da legenda à candidatura de Daniel Vilela (MDB) ao governo de Goiás e, no processo, esvaziar de vez qualquer chance de o senador Wilder Morais (PL) entrar na disputa. O movimento é tratado nos bastidores como peça-chave para consolidar a base governista e tentar liquidar a eleição já no primeiro turno.

O retorno de Mofatto ao PL foi confirmado na última terça-feira (13/1), após conversas diretas com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e articulação do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. Depois de dois anos no PRD, a deputada volta ao partido de Jair Bolsonaro para cumprir um papel mais estratégico do que partidário: pacificar a direita goiana sob o guarda-chuva do Palácio das Esmeraldas.

Nos bastidores, a avaliação é pragmática e sem romantismo. Daniel Vilela é visto como o nome mais preparado e viável para dar continuidade ao projeto de Caiado, enquanto a eventual candidatura de Wilder Morais passou a ser encarada como um risco político desnecessário. Pesquisas internas e públicas indicam que o atual vice-governador teria força suficiente para vencer a eleição com folga, possivelmente já no primeiro turno.

Como moeda de troca pelo apoio formal do PL, a base governista sinaliza apoio à candidatura do deputado federal Gustavo Gayer (PL) para a segunda vaga ao Senado em 2026. A primeira vaga, segundo o consenso interno, já tem dona: Gracinha Caiado (UB), que lidera todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até agora.

A chegada de Magda Mofatto ao PL também carrega outro recado direto: ela deve assumir a presidência estadual da legenda, substituindo justamente Wilder Morais. A mudança praticamente sepulta qualquer projeto do senador de disputar o governo e reforça o alinhamento do partido com o núcleo duro do caiadismo.

Em tom direto, a deputada afirmou que aceitou o convite por considerar o movimento “positivo para o governo de Goiás e para Caiado”. Mais explícita ainda foi ao defender a permanência de Wilder no Senado. “Não podemos abrir mão dele no Senado. Precisamos ampliar a presença da direita”, declarou à imprensa.

A fala tem endereço certo. Caso Wilder deixe o Senado para disputar o governo e vença, a vaga seria herdada pela suplente Izaura Cardoso (PSD), esposa do senador Vanderlan Cardoso (PSD) — um cenário que, para a base governista, significaria entregar espaço político à esquerda sem necessidade.

Nos corredores do poder em Goiânia, a leitura é simples: Magda voltou ao PL não para disputar espaço, mas para organizar a casa — e, se preciso, trancar a porta por dentro.

Foto: Reprodução/Google Imagens


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