O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu nesta segunda-feira (17), em Brasília, embaixadores e representantes de 91 países e três organismos internacionais para apresentar a estrutura, as tecnologias e os mecanismos de segurança que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026.
O encontro integra o Programa de Convidados Internacionais e teve como foco a transparência, a segurança das urnas eletrônicas, o combate à desinformação e os mecanismos de fiscalização do processo eleitoral.
Na abertura, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral está aberta ao acompanhamento internacional e destacou o modelo brasileiro como referência na realização de eleições.
Representantes de órgãos eleitorais estrangeiros e organismos internacionais poderão acompanhar etapas como auditorias públicas, preparação das urnas, votação, apuração e totalização dos votos.
Eleições terão estrutura gigantesca
Segundo o TSE, as eleições de 2026 contarão com 560.011 urnas eletrônicas, distribuídas em mais de 497 mil seções eleitorais, em 2.641 zonas eleitorais e mais de 5,5 mil municípios. Cerca de 2 milhões de voluntários deverão atuar na operação.
O Tribunal também anunciou que cerca de 80 autoridades, juízes e especialistas estrangeiros participarão do programa de convidados entre 2 e 4 de outubro, com visitas a locais de votação.
IA e desinformação preocupam
Durante o encontro, Kassio Nunes Marques alertou para o avanço do uso da inteligência artificial nas disputas eleitorais, especialmente na produção de vídeos e áudios manipulados.
O TSE também destacou medidas para combater a disseminação de notícias falsas e mecanismos de conformidade que deverão ser adotados pelas plataformas digitais durante o período eleitoral.
Mais de 159 milhões de eleitores
O TSE informou que o Brasil terá aproximadamente 159 milhões de eleitores em 2026. No exterior, cerca de 1 milhão de brasileiros estão inscritos para votar.
A Corte também apresentou a estrutura biométrica, que reúne aproximadamente 170 milhões de pessoas individualizadas, e o e-Título, aplicativo que já ultrapassa 60 milhões de usuários.
Durante a apresentação, técnicos do TSE explicaram ainda que as urnas funcionam off-line, executam programas previamente inspecionados e contam com 40 oportunidades de auditoria.
Ao final, os representantes estrangeiros participaram de uma votação simulada em urnas eletrônicas, em uma demonstração dos procedimentos que serão utilizados nas eleições de outubro.
Foto: Luiz Roberto/Secom-TSE
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