• 13 de maio de 2026

STF julga Lei da Ficha Limpa sob pressão do PT para barrar Cunha, Arruda e Garotinho

Assim que o Supremo Tribunal Federal (STF) agendou as datas para o final de maio para julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7881, que questiona a legalidade das mudanças na Lei da Ficha Limpa e pode beneficiar políticos condenados, liberando-os para disputar as eleições deste ano, a turma do Partido dos Trabalhadores (PT) entrou em campo para pressionar ministros considerados mais próximos do presidente Lula.

O objetivo da mobilização nos bastidores é impedir que políticos ficha suja, como o ex-deputado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, os ex-governadores Anthony Garotinho (RJ) e José Roberto Arruda (DF), entre outros, voltem ao jogo eleitoral.

O foco do PT é barrar Eduardo Cunha. Ele é visto como o grande algoz do petismo por ter sido o principal articulador do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em agosto de 2016. Nos bastidores petistas, também pesa contra Cunha a avaliação de que sua atuação foi determinante para o ambiente político que culminou na prisão de Lula, em abril de 2018.

Dos atuais 10 ministros do STF, quatro foram indicados diretamente por Lula: Cármen Lúcia, relatora da ADI; Dias Toffoli, que foi advogado-geral da União durante o segundo mandato do petista; Cristiano Zanin, seu ex-advogado; e Flávio Dino, considerado um de seus mais fiéis aliados políticos.

Além desses quatro, Lula e o PT mantêm boa interlocução com Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Há ainda Luiz Fux e Edson Fachin, indicados por Dilma Rousseff.

Numa conta simples, dos 10 magistrados que hoje integram o plenário da Corte Suprema, oito possuem algum grau de proximidade política ou institucional com o campo lulista. Embora qualquer ministro do STF sempre se declare imparcial, Brasília conhece bem como funcionam essas engrenagens.

A turma do PT já conta com o parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que se posicionou contra a alteração na Lei da Ficha Limpa. Agora, a missão é consolidar o apoio de pelo menos seis ministros para garantir que Eduardo Cunha não retorne ao Congresso Nacional.

O temor petista tem razão de ser. Caso consiga viabilizar sua candidatura e seja eleito, Cunha alimenta o projeto de retornar à presidência da Câmara dos Deputados.

Arruda segue inelegível

Apesar de circular pelas cidades do Distrito Federal se apresentando como pré-candidato ao Palácio do Buriti, o ex-governador José Roberto Arruda continua inelegível e depende da decisão do STF para saber se poderá, de fato, disputar as eleições. Se o pleito fosse hoje, Arruda estaria fora da corrida.

Desde que foi abatido do Buriti pela Polícia Federal, durante a Operação Caixa de Pandora, José Roberto Arruda tenta retornar à vida pública a cada novo ciclo eleitoral. Em todas as tentativas, no entanto, a Justiça Eleitoral bateu-lhe a porta na cara em razão das condenações que carrega na ficha.

A atual composição do STF tampouco favorece o ex-governador, embora aliados sustentem que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, esteja articulando discretamente para viabilizar sua candidatura.

A situação de Arruda segue instável. E, caso o STF decida jogar mais areia em seu projeto político, o ex-governador terá de amargar mais uma temporada chupando o dedo, acompanhado das já conhecidas “Madalenas Arrependidas” que orbitam ao seu redor.

A bola agora está com os senhores e a senhora da toga.

Charge: Desenvolvida por IA


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