O debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal (GDF), promovido pelo portal Metrópoles na noite de quinta-feira (11), deixou a desejar e decepcionou quem se prontificou a assistir. Os ataques entre os concorrentes, em algumas ocasiões chegando a envolver familiares de um e de outro, baixaram o nível da disputa eleitoral.
Nos bastidores, antes do início do evento, havia uma grande expectativa em relação ao encontro, devido ao fato de o veículo ser apontado como um dos portais de notícias mais acessados do país. Mas o que se viu foi um show de horrores, não por parte do Metrópoles, e sim dos candidatos.
Quem esteve presente no auditório do IDP, na Asa Sul, e os espectadores que acompanharam a transmissão pelo YouTube assistiram a um debate que chamou mais a atenção pela postura agressiva dos candidatos em relação aos adversários do que pela discussão de ideias e propostas.
Para deixar ainda mais tenso o clima, quando chegou o momento de os profissionais de imprensa do portal participarem, a coisa desandou. Teve candidato desrespeitando jornalista, fazendo deboche ou piadas contra quem estava fazendo perguntas.
O que ficou claro para todos é que a governadora Celina Leão (PP), que concorre à reeleição, será sempre o principal alvo dos demais concorrentes. E, nesse quesito, Celina sai em desvantagem. A “Leoa”, porém, não se conteve dessa vez e também entrou na onda de atacar os adversários.
Tudo bem que, do ponto de vista estratégico do marketing eleitoral, a melhor defesa pode ser o ataque. Mas a governadora não precisa se igualar ao nível dos seus concorrentes. É verdade que ninguém tem sangue de barata, mas quem é da política sabe que precisa ter autocontrole e saber ignorar os direcionamentos equivocados do pessoal do marketing.
O encontro, que tinha tudo para ser um dos melhores desta campanha, ficou devendo ao eleitor e ao espectador que queriam saber detalhes das propostas dos candidatos, e não assistir a uma troca de ofensas, muitas vezes envolvendo familiares.
Talvez os debates que estão previstos para acontecer até o final da campanha sejam mais produtivos e apresentem aquilo que realmente o eleitor quer saber para decidir ou confirmar em quem vai votar no dia 4 de outubro.
Da próxima vez, é bom as assessorias levarem calmantes ou outra coisa que deixe seus candidatos mais empenhados em falar com o eleitor, em vez de se renderem às provocações e aos ataques dos oponentes.
Foto: Divulgação/Portal Metrópoles
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