A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) terá uma das menores taxas de renovação de sua história recente. Dos 20 deputados distritais que disputaram a reeleição em 2026, 17 conseguiram permanecer na Casa de Leis distrital, enquanto apenas três não retornarão ao plenário a partir de 2027. Com isso, sete novos nomes chegam a CLDF para a legislatura 2027-2030.
O resultado representa uma taxa de renovação de apenas 29%, muito abaixo dos 50% registrados nas eleições de 2022, quando 12 novos deputados chegaram à CLDF. O índice também fica distante dos 66% de renovação registrados em 2010 e 2018, quando 16 parlamentares que não integravam a legislatura anterior foram eleitos.
A votação deste domingo (4) consolidou, portanto, uma forte continuidade política na Câmara Legislativa, com a ampla maioria dos distritais que buscaram um novo mandato conseguindo superar as urnas.
Entre os eleitos, Max Maciel (PSOL) foi o grande destaque individual. Com 92.234 votos, o parlamentar estabeleceu um novo recorde histórico de votação para deputado distrital no DF, superando a marca de 51.792 votos obtida por Fábio Felix (PSOL) em 2022.
Na segunda colocação ficou Eduardo Pedrosa (União), com 50.833 votos. Chico Vigilante (PT) repetiu a terceira posição conquistada na eleição anterior, desta vez com 50.046 votos.
Também foram eleitos Joaquim Roriz Neto (PL), Estefane Sampaio (Republicanos), Múcio (PSB), Gabriel Magno (PT), Keka Bagno (PSOL), Roosevelt Vilela (PL), Robério Negreiros (Podemos), Victor Jansen (PL), Jaqueline Silva (MDB), Rôney Nemer (PP), Pepa (PP), Ricardo Vale (PT), Wellington Luiz (MDB), Renata Daguiar (Republicanos), Martins Machado (Republicanos), Hermeto (MDB), André Kubitschek (PL), Pastor Daniel de Castro (PP), João Cardoso (PL), Rogério Morro da Cruz (PSD) e Dayse Amarilio (PSB).
Bancada feminina cresce
A nova legislatura também terá uma presença feminina maior. Cinco mulheres ocuparão cadeiras na CLDF a partir de 2027, uma a mais do que na atual composição e o mesmo número registrado pela Casa entre 2003 e 2006.
Estefane Sampaio (Republicanos) foi a mulher mais votada da história das eleições para a Câmara Legislativa, com 45.558 votos. Ela superou a marca anterior de Jaqueline Silva (MDB), que havia recebido 26.452 votos em 2022.
Além de Estefane e Jaqueline, a bancada feminina será formada por Keka Bagno (PSOL), Renata Daguiar (Republicanos) e Dayse Amarilio (PSB).
PL terá a maior bancada
A composição partidária da CLDF para 2027-2030 também apresenta mudanças. Dez partidos terão representação no plenário, sendo o PL a maior bancada, com cinco deputados.
Na sequência aparecem PP, MDB, Republicanos e PT, com três parlamentares cada. PSB e PSOL terão dois representantes cada.
União, Podemos e PSD completarão a composição, com um deputado cada.
A configuração será diferente da atual legislatura, que reúne representantes de 12 partidos. Hoje, as maiores bancadas são MDB, com cinco deputados, e PL, com quatro.
A nova Câmara Legislativa começa, assim, marcada por dois movimentos distintos: baixa renovação e forte continuidade dos atuais parlamentares, ao mesmo tempo em que o eleitorado ampliou a presença feminina e produziu uma nova distribuição das forças partidárias no plenário.
Foto: Divulgação/Ag. CLDF
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