Polícia Civil prende traficantes ligados à Família do Norte (FDN) no DF

Como já era esperado, integrantes da facção criminosa chamada Família do Norte (FDN) começaram a agir no Distrito Federal. Na manhã desta terça (18), a Polícia Civil do DF realizou uma megaoperação para prender uma quadrilha que atuava no tráfico de armas e drogas, furtos de celulares e roubos em grandes eventos. Batizada como Gomorra, a operação contou com a participação de 260 agentes para desarticular um dos braços do FDN no DF.

Os policiais cumpriram 31 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão, sendo 15 em Sobradinho I, sete em Sobradinho II, e o restante nas seguintes regiões: Paranoá, São Sebastião, Planaltina e Planaltina de Goiás. Além de duas conduções coercitivas. De acordo com o delegado-chefe da 13ª DP, Hudson Maldonado, as investigações apontaram que a organização criminosa era extremamente violenta. “Ao longo das apurações flagramos o acordo firmado entre integrantes da quadrilha para matar desafetos. Além disso, confirmamos a vinda de faccionados da FDN para o DF afim de criar uma célula criminosa”, disse.

A ação resultou na apreensão de sete armas de fogo; nove aparelhos celulares; um notebook; uma balança de precisão; porções de maconha e cocaína e comprimidos de rophynol.

Os policiais cumpriram 31 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão, sendo 15 em Sobradinho I, sete em Sobradinho II, e o restante nas seguintes regiões: Paranoá, São Sebastião, Planaltina e Planaltina de Goiás. Além de duas conduções coercitivas.

A Família do Norte comanda o crime organizado de dentro de boa parte dos presídios nordestinos. Criada em 2007 no Amazonas, liderou recentes massacres no Complexo Penitenciário de Manaus, Amazonas. No DF, o grupo tinha como alvo fomentar a prática de uma série de crimes, ganhar fama e, ao mesmo tempo, levantar dinheiro para a compra de drogas e armas.

Os policiais identificaram quatro núcleos distintos dentro do grupo criminoso. Um deles comandava o tráfico de drogas, aluguel e venda de armas de fogo. Os suspeitos negociavam maconha e cocaína, principalmente na Vila Dnocs, em Sobradinho. A mesma atividade envolvia a comercialização e locação de armas de fogo usadas na prática de diversos crimes.

O segundo núcleo atuava no furto de celulares em grandes eventos. A quadrilha recrutava mulheres – jovens e bonitas – para se organizarem em grupos e, assim, furtar o maior número possível de aparelhos durante festas.

Em seguida, os bandidos revendiam os celulares no mercado paralelo ou abriam os aparelhos e comercializavam as peças para receptadores. Parte deles também era trocada por drogas.

Já o terceiro focava em roubos e furtos em geral, especialmente de veículos, residências e comércios. No quarto núcleo, estavam pessoas ligadas diretamente ao líder da organização criminosa, identificado como Alessandro Melgaço. Elas tinham como função dar apoio logístico aos bandidos e, ao mesmo tempo, alimentar o banco com informações privilegiadas.

Durante os oito meses de investigação, os policiais identificaram uma funcionária terceirizada que trabalhava dentro de uma delegacia do Distrito Federal e repassava informações sobre diligências da PCDF para o chefe do grupo criminoso. A mulher presa na operação é prima de Melgaço.

Com informações adaptadas do Portal Metrópoles

expressaobrasiliense

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