Por O Man*
A máxima era: que uma mentira
Seria verdade, se fosse repetida
Como verdade absoluta realística.
Mas a verdade real nunca expira
Na mente que habita desmedida
Alimenta ilusão como estatística.
Em Os Demônios, obra genial
Dostoiévski, o mestre russo
Mostra, de forma que assusta
Como a mentira toma forma real.
E faz nascer, num golpe brusco
A mente vil que ódio o degusta.
Ecossistema que retroalimenta
Dissemina crime e insensatez
Como algo necessário urgente.
Que a meta que se apresenta
Justifique meios de uma vez
Destrói os fatos na mentira.
Tal qual fizeram, mesmo trilhar
Com Charlie Kirk, de forma cruel
Seu nome é agora jogado na rede.
Substantivado, para poder apagar
Na Kirketização que pinta o painel
Que tem na vingança uma sede.
Fazem isso ao ser e a pessoa
Para que o rótulo ocupe o lugar
E a retórica da retórica valha.
No tribunal onde o grito ecoa
Ninguém se importa em dialogar
Quem vence. Voz que estraçalha.

Para que a retórica da retórica valha
Mais o sangue que o chão ensopado.
Verbo que rotula, também esmigalha
Embalado no eco que a turba galopa.
Do telhado ecoa o instante do disparo
Em que o homem virava conceito.
Morte real cobra um preço bem caro
A quem pune a ideia ferindo o sujeito.
Pois Piotr ri, O crime com sua cartilha:
Une o grupo, a mentira, a psicopatia!
E a massa aplaude, cega na trilha
Faca que degola a própria empatia.
O nome virou substantivo abstrato
A carne sumiu na fumaça do debate.
Não importa o erro, a justiça ou o fato
Vence a retórica que nos combate.
Termina o ato, recolhe-se a lona
Reticências são o sangue na poça.
Foto/Arte: Desenvolvida por IA
Acompanhe o Expressão Brasiliense pelas redes sociais.
Dá um like para o #expressaobrasiliense na fanpage do Facebook.
Siga o #expressaobrasiliense no Instagram.
Inscreva-se na TV Expressão, o nosso canal do YouTube.
Receba as notícias do Expressão Brasiliense pelo Whatsapp.











