• 17 de outubro de 2026

Dívida pública do Brasil dispara no governo Lula 3, ultrapassa R$ 10,8 trilhões e atinge maior nível em cinco anos

A dívida pública do Brasil ultrapassou a marca de R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, alcançando 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). O resultado representa o maior percentual de endividamento registrado desde abril de 2021 e evidencia o crescimento da dívida durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O avanço do endividamento público ocorre em um cenário de juros elevados, déficits fiscais e aumento das despesas financeiras do governo. Somente em junho, a dívida bruta cresceu 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior, pressionada principalmente pela incorporação de juros e pelas novas emissões de títulos públicos.

Dívida pública cresce durante o terceiro mandato de Lula

Quando Lula assumiu a Presidência da República, em janeiro de 2023, a dívida bruta brasileira estava próxima de 71,4% do PIB. Em junho de 2026, o indicador alcançou 81,9%, uma elevação de aproximadamente 10,5 pontos percentuais.

A trajetória de crescimento mostra que o endividamento avançou ao longo da atual administração federal, embora o indicador também seja influenciado por fatores como a política monetária, a evolução da atividade econômica, as taxas de juros e os resultados fiscais dos governos federal, estaduais e municipais.

O percentual de junho é o mais elevado desde abril de 2021, quando a dívida bruta correspondia a aproximadamente 82,6% do PIB. O recorde histórico da série ocorreu em dezembro de 2020, durante a pandemia de Covid-19, quando o indicador atingiu 87,6%.

FMI projeta dívida brasileira em 100% do PIB em 2027

As perspectivas para o endividamento brasileiro também despertam atenção de organismos internacionais.

Em relatório publicado em julho de 2026, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou que a dívida bruta do governo geral, segundo sua metodologia, poderia alcançar 97,8% do PIB em 2026 e atingir 100% do PIB em 2027.

O organismo utiliza critérios de contabilização diferentes daqueles adotados pelo Banco Central brasileiro, o que explica a diferença entre os percentuais apresentados pelas duas instituições.

O FMI também recomendou medidas para fortalecer o equilíbrio fiscal, aumentar a eficiência das despesas públicas e aprimorar os mecanismos de controle do endividamento.

Foto: Reprodução/Google Imagens


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