Reguffe não viabiliza nominata e leva rasteira no comando da federação Solidariedade-PRD no DF

Apontado por muita gente como um político bom de voto, o ex-senador José Antônio Reguffe (Solidariedade), que pretende voltar a concorrer a cargos eletivos neste ano, não tem a mesma sorte quando o assunto é articulação política.
No comando do partido ao qual está filiado desde fevereiro de 2025, Reguffe não conseguiu viabilizar as nominatas para deputado federal e deputado distrital. Diante da proximidade do prazo da janela partidária e do fim do período para filiação, a direção do Solidariedade decidiu optar por outro rumo.
De acordo com fontes, o presidente nacional do Solidariedade, o deputado Paulinho da Força (SP), já sinalizou que a federação com o PRD no DF terá que ser liderada pela agremiação parceira, que hoje está sob a direção de Lucas Kontoyanis.
Paulinho manifestou sua indignação aos correligionários e assumiu que errou ao convidar Reguffe para comandar a sigla no DF, pois não tinha noção de que o ex-senador, além de ser fraco na articulação e na estratégia, não teria condições de reunir pretensos candidatos aos dois cargos proporcionais com competitividade nas urnas.
“É por isso que ele era considerado um ‘Zé Ninguém’ (para não dizer outra coisa) pelos outros parlamentares no Congresso Nacional durante sua passagem pelas duas Casas”, disse o interlocutor.
Reguffe tem anunciado que vai concorrer a deputado federal. No entanto, já há rumores, nos bastidores, sobre seu interesse em disputar o Senado, nem que, para isso, tenha que trocar de partido.
Essa história também chegou aos ouvidos de Paulinho da Força e chateou o dirigente, uma vez que o ex-senador havia se comprometido a concorrer à Câmara dos Deputados e, além de se eleger, ajudar a puxar mais um deputado.
Para não espantar Reguffe, Paulinho optou por aplicar a rasteira apenas no comando da federação e deixar o PRD compor as nominatas. Vamos ver até onde o Solidariedade vai esticar a corda do ex-senador. Por enquanto, ele tem legenda garantida. Mas, se ficar de mimimi, nem isso vai ter.
Michelle Bolsonaro e Bia Kicis vão ficar ‘oficialmente’ de fora da chapa de Celina Leão

A notícia de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis, ambas do PL, foram as escolhidas para disputar o Senado no DF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro gerou inúmeras interpretações no meio político.
Muita gente passou a especular que a dupla estaria rompendo com Celina Leão e mudando de lado. Adversários da “Leoa” aproveitaram para espalhar pela cidade, por meio de blogs comprados, que Michelle e Bia estariam de malas prontas para declarar apoio ao inelegível ex-governador José Roberto Arruda. Disseram que Arruda teria até oferecido ao PL as duas vagas ao Senado e a de vice.
Em meio a tanto disse-me-disse, eis que surge o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com uma lista redigida à mão com os nomes dos escolhidos pelo pai para concorrer aos governos estaduais e ao Senado Federal.
E lá estavam os nomes de Celina, Michelle e Bia. Porém, um detalhe chamou a atenção: no papel escrito à caneta constava a informação de que, se o governador Ibaneis Rocha fosse candidato ao Senado, não teria como oficializar apoio à “Leoa”.
Como Ibaneis e Celina estão politicamente fechados, é provável que os nomes de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis fiquem de fora da chapa oficial e do material de campanha da “Leoa”. Foi assim que o casal Bolsonaro agiu durante as eleições municipais: diversos candidatos a prefeito que não eram do PL tiveram o apoio dos Bolsonaros, mas não exibiram fotos ou nomes deles explicitamente no material de campanha.
Pelo visto, a “Leoa” vai concorrer à reeleição com três candidatos ao Senado orbitando o mesmo campo político. Do lado de Ibaneis Rocha, isso não é problema. Já a dupla Michelle e Bia está sujeita a dividir votos — e apenas uma pode ter bom desempenho nas urnas.
Agora, se vão conseguir se eleger? Essa é outra história. Até porque, se fizer um comparativo entre o que Ibaneis e a dupla já fizeram pela capital federal, o emedebista ganha das duas por W.O.
Se consideradas as sondagens mais recentes junto ao eleitorado brasiliense, Ibaneis e Michelle venceriam a disputa ao Senado, enquanto Bia poderia acabar no abraço dos afogados com Leila do Vôlei, Érika Kokay e o ex-desembargador Sebastião Coelho.
TJDFT terá um presidente discreto e menos midiático

O futuro presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador Jair Soares, assume o cargo no próximo dia 22 de abril. O mineiro de Coromandel vem comandando o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) nos últimos anos.
Sua passagem pelo TRE-DF ficará marcada pelo início das atividades da Central de Atendimento ao Eleitor, inaugurada por ele e que já atende o eleitor brasiliense.
No meio jurídico, Jair Soares é conhecido por ser um magistrado discreto, contido nas palavras e menos midiático em comparação a outros desembargadores.
O desembargador ingressou no TJDFT em 1988. Talvez esses anos de magistratura o tenham moldado a ser mais comedido quando o assunto é lidar com a imprensa. Boa sorte ao futuro presidente.
Nas ondas do rádio
A Rádio Rock 89 FM passou a operar no DF, conforme antecipamos aqui na coluna. A nova estação iniciou a programação no último dia 26, na frequência 100,5 FM, que pertencia à antiga Sucesso FM. Brasília agora se junta a cidades como São Paulo, Curitiba, Ribeirão Preto e Goiânia, ampliando a rede do grupo.
Nos bastidores, ainda há expectativa de que, até o fim do primeiro semestre, outras emissoras entrem em operação na capital federal. Há rumores sobre a chegada de mais uma rádio voltada ao público adulto-contemporâneo, com foco em músicas pop, rock e baladas, além de boletins de notícias ao longo da programação.
Mistério da Semana
Qual é o cartola da elite do futebol candango que está deixando de investir na equipe porque sua esposa, que atua no meio político, disse que não gosta mais do esporte?
Agora, quando é para fazer pose para as câmeras nos estádios ou em eventos esportivos e postar textão nas redes sociais fingindo que é apoiadora costumaz, a mulher não deixa nem o marido aparecer.
No mundo dos gramados do DF, o casal é muito malvisto e está sem moral. Fora o cano aplicado em jogadores e profissionais que prestaram serviços aos dois e nunca receberam o pagamento da rescisão.
Quem é? Quem é? Quem é? Mistéééério…
*José Fernando Vilela é jornalista especializado em marketing político e eleitoral, com ampla experiência em órgãos públicos, entidades representativas e na iniciativa privada. Editor-chefe e colunista do Expressão Brasiliense, atua na cobertura e análise dos bastidores da política nacional e local. É apresentador do podcast Café Expressão e do programa Fala Aí, na JK FM 102,7, aos sábados, a partir das 6h.
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