• 26 de maio de 2024

O FINO DA POLÍTICA | Candidatura de Ibaneis ao Senado em 2026 mexe com o tabuleiro da política brasiliense

Candidatura de Ibaneis ao Senado em 2026 mexe com o tabuleiro da política brasiliense

Candidatura de Ibaneis ao Senado em 2026 mexe com o tabuleiro da política brasiliense
Foto: Renato Alves/ Agência Brasília

Ao declarar que vai se candidatar ao Senado em 2026, o governador do DF, Ibaneis Rocha, do MDB, pôs fim aos rumores e boatos quanto ao seu futuro político. A revelação feita pelo emedebista na última quinta (18) durante a solenidade de lançamento das obras de construção do Hospital do Recanto das Emas mexe com o tabuleiro da política brasiliense. A partir de agora quem for tratar das eleições de 2026 já parte do pressuposto que a vice-governadora Celina Leão, do PP, vai concorrer à reeleição, pois estará respondendo pelo cargo e que o atual governador será um forte candidato na disputa das duas vagas a serem preenchidas para o Senado no próximo pleito. Nos bastidores muitos líderes e grupos políticos apostavam que Ibaneis iria sair de cena em 2026. O cenário mudou. Analistas e observadores da política do DF consideram que o governador não terá dificuldades para se eleger ao Senado diante do trabalho que ele vem realizando no comando do GDF. 

Celina ganha força para construir aliança vitoriosa

Celina ganha força para construir aliança vitoriosa
Foto: Renato Alves/ Agência Brasília

Sucessora natural do emedebista, Celina Leão tem o caminho aberto para viabilizar seu projeto de permanência no Buriti a partir de janeiro de 2027. A declaração de Ibaneis Rocha fortaleceu a leoa no cenário, ao mesmo tempo em que a torna o principal alvo a ser abatido pelos demais concorrentes. Celina precisa agora construir uma aliança vitoriosa. Experimentada na política, a vice-governadora, como já citado aqui nesta coluna, tem pela frente a árdua missão de unir a direita em torno de seu nome e se consolidar como a única representante da corrente política. Além de Ibaneis, Celina Leão já conta com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da senadora Damares Alves, do Republicanos-DF, que declararam publicamente que querem ver a leoa governando a capital federal. Outro ponto forte de Celina é que ela é benquista pelos bolsonaristas brasilienses. Ela é muito próxima do casal Bolsonaro e em 2022 percorreu o Brasil durante o segundo turno da campanha pedindo voto para o ex-presidente. Como dizem os goianos e os mineiros: Celina está com a faca e o queijo na mão. É só saber cortar os pedaços deixando cada grupo com seu quinhão. 

Possível federação com o PP pode levar Republicanos a ficar com a vice

Possível federação com o PP pode levar Republicanos a ficar com a vice
Foto: Divulgação/Republicanos

Quem deve levar a melhor nessa disputa para compor a chapa de Celina ficando com a vaga de vice é o Republicanos. A legenda e o PP, partido da leoa, estão acertando os detalhes para a formação de uma federação entre os dois partidos para depois das eleições municipais. Caso as tratativas e negociações se concretizem com a união das duas legendas, o Republicanos deve indicar o nome do vice ou da vice de Celina. Nos bastidores especula-se que os três federais do partido estão de olho na vaga. Há também os boatos de que o presidente do Republicanos no DF, Wanderley Tavares, quer que o seu irmão, pastor Egmar, seja contemplado com a indicação de seu nome. Caso a federação não seja formalizada, a única certeza que se tem dentro do Republicanos é que a senadora Damares Alves não vai concorrer ao GDF em 2026. Recentemente, ela também fez declarações públicas afirmando que não tem interesse em bater chapa contra a amiga Celina.

PL deve compor aliança indicando a outra vaga ao Senado

PL deve compor aliança indicando a outra vaga ao Senado
Foto: Divulgação/PL-DF

Já o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o PL, deve integrar a chapa de Celina Leão indicando quem vai concorrer ao Senado. Hoje o partido tem o senador Izalci Lucas, que é recém-chegado na legenda, porém não sabe se vai ter apoio internamente para concorrer à reeleição. A legenda tem até uma ordem de prioridade. A primeira da lista é Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama é cotada para disputar o Senado pelo DF, ao mesmo tempo que também é apontada como a substituta ideal de Bolsonaro caso ele não consiga suspender sua inelegibilidade. Se o plano Michelle der errado, Bia Kicis, atual presidente do PL-DF, é o plano B do partido. A deputada já manifestou que teria interesse em concorrer ao Senado, apesar de fontes afirmarem a este colunista que Bia tem um compromisso com Valdemar Costa Neto de disputar a reeleição novamente em 2026. Caso Bia Kicis não queira se arriscar e concorra à reeleição, o senador Izalci pode tentar ficar mais oito anos no Senado. Nesse contexto, o PL só vai ter uma decisão final lá para meados de fevereiro de 2026. 

Esquerda segue sem nomes expressivos para disputar chapa majoritária

Esquerda segue sem nomes expressivos para disputar chapa majoritária
Foto: Reprodução/Google Imagens

Enquanto os nomes da direita para a próxima disputa eleitoral começam a surgir na praça, os partidos de esquerda seguem sem ter nomes expressivos que possam concorrer e que tenham chances de vitória. Até o momento, muita gente ainda menciona o candidato derrotado da federação PT-PV-PCdoB, o ex-distrital Leandro Grass, como principal nome da corrente política. No entanto, Leandro foi condenado pela Justiça Eleitoral do DF a ficar oito anos sem disputar eleições por ter propagado fake news contra o seu adversário, Ibaneis Rocha. Ele aguarda o julgamento de seu recurso no TSE. Numa rápida análise voltada para os nomes dos quadros dos partidos da esquerda, os que têm são fracos e sem capital político. 

Turma da claque do Gilvan Máximo gera desconfiança e desconforto

Turma da claque do Gilvan Máximo gera desconfiança e desconforto
Foto: Divulgação

Em meio a entrega do viaduto do Itapoã/Paranoá realizada no último sábado (20) pelo governador Ibaneis Rocha, os comentários no meio político dão conta de que a turma da claque do federal Gilvan Máximo, do Republicanos, se tornou um incômodo nos eventos que eles aparecem para aplaudir e fazer apupos para o parlamentar. Na solenidade de entrega do viaduto, assim que os apoiadores de Gilvan terminaram com a algazarra, uma pessoa apontou o dedo para o grupo e soltou a pérola: – Esse povo todo é pago com dinheiro da gente. Isso é uma vergonha. Boa parte da plateia ouviu e dirigiu olhares para os apoiadores. Outra controvérsia é que o barulho feito pela claque do Máximo gera desconforto nos outros políticos. Teve um parlamentar que reclamou para esta coluna. “Já pensou se todo mundo resolvesse trazer seu pessoal para ficar aqui gritando e fazendo barulho? Os eventos do governo vão virar uma palhaçada. Fora o constrangimento. Político que precisa de claque é porque não tem base”, declarou. 

Quem vai colher os louros da construção do Hospital do Recanto das Emas?

Quem vai colher os louros da construção do Hospital do Recanto das Emas?
Fotos-montagem: Renato Alves/ Agência Brasília

A construção do tão sonhado Hospital Regional do Recanto das Emas é uma obra aguardada há muitos anos pela população da cidade e região. A solenidade de anúncio da obra e assinatura da ordem de serviço, que é considerada o pontapé inicial dos trabalhos, contou com a presença de muitos políticos, o que é normal nesse tipo de evento. No entanto, muita gente do Recanto das Emas ficou se perguntando quem vai colher os louros da construção do hospital além do governador Ibaneis. O administrador da cidade, Carlos Dalvan, que foi muito bem votado nas últimas eleições, e o ex-federal e presidente do Instituto Brasília Ambiental, Roney Nemer, estiveram presentes. Os dois têm a cidade como reduto eleitoral. Há boatos de que Roney concorra para distrital nas próximas eleições, assim como Carlos Dalvan. A dúvida maior é a seguinte: quem vai colher os louros da construção do Hospital?  

Homenagem póstuma a Paulo Pestana

Homenagem póstuma a Paulo Pestana
Foto: Reprodução/Google Imagens

Durante as festividades dos 64 anos de Brasília, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF vai condecorar 29 pessoas que são consideradas importantes para a história da cultura brasiliense com a Medalha do Mérito Cultural Seu Teodoro. Entre os homenageados está o jornalista Paulo Pestana, que faleceu em 11 de março deste ano. Pestana foi um dos melhores críticos da música brasileira. Ele fazia esse trabalho com muita maestria. O secretário Cláudio Abrantes, em entrevista a este colunista no nosso podcast Café Expressão que foi ao ar na última quinta (18), ressaltou a importância de Paulo Pestana para a cultura da capital federal. A entrega ocorre neste domingo (21), às 15h, na Praça dos Três Poderes. Como já disse aqui, o legado de Pestana, tanto na política como na cultura, jamais será esquecido.

Parabéns, Brasília!

Foto: Divulgação/Ag. Brasília

Neste domingo, dia 21 de abril de 2024, a nossa Brasília, capital de todos nós, completa 64 anos de sua fundação. Em nome do portal Expressão Brasiliense, a coluna O Fino da Política parabeniza esta cidade que carrega consigo a força dos que aqui chegaram para erguê-la e ajudaram a consolidá-la como uma das melhores deste país para se viver. Brasília é hoje exemplo de um projeto bem-sucedido que inspira as futuras gerações e serve como referência para outras cidades. Obrigado por nos permitir registrar parte de sua história. Parabéns, Brasília!

* José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral. Já trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado) e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do Expressão Brasiliense, e é presidente da ABBP – Associação Brasileira de Portais de Notícias – desde 2021. Apresenta o programa Viva a sua Cidade, de segunda a sexta, das 11h às 13h, na rádio Viva FM 101.3.  

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José Fernando Vilela

José Fernando Vilela é jornalista com especialização em marketing político e eleitoral e trabalhou em diversos órgãos públicos (GDF/CLDF/Câmara/Senado), partidos políticos, parlamentares e iniciativa privada. É editor-chefe, analista político e colunista do portal Expressão Brasiliense. É presidente da ABBP - Associação Brasileira de Portais de Notícias - desde 2021.

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