• 21 de maio de 2026

Investigadores apontam que Deolane Bezerra atuava como ‘caixa’ do PCC

A influenciadora digital Deolane Bezerra passou a ser alvo de uma nova frente de investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital. Segundo as autoridades, a influenciadora abriu 35 empresas utilizando o mesmo endereço em uma área habitacional precária de Martinópolis.

A revelação foi feita nesta quinta-feira (21), durante coletiva da Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As autoridades afirmam que a estrutura empresarial seria utilizada para ocultar recursos provenientes do crime organizado.

“Eu acho inadmissível hoje que nós tenhamos, por exemplo, 35 empresas abertas no endereço de uma casa de projeto habitacional bem precário em Martinópolis”, declarou o promotor Lincoln Gakiya.

A operação resultou em seis prisões preventivas, bloqueio de mais de R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos de luxo e quatro imóveis ligados aos investigados.

De acordo com os investigadores, Deolane teria atuado como uma espécie de “caixa do crime organizado”, misturando recursos ilícitos com receitas de empresas e da própria imagem pública. A polícia afirma que o esquema utilizava empresas de fachada, contas bancárias de passagem e aquisição de bens de alto padrão para lavar dinheiro do PCC.

As investigações começaram em 2019, após a apreensão de manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material continha referências à facção criminosa e levou os investigadores até uma transportadora ligada à família Camacho, apontada como braço financeiro do PCC.

Segundo a Polícia Civil, a ligação de Deolane ao esquema foi identificada após a apreensão e extração de dados de um aparelho celular durante a Operação Lado a Lado. Conversas, transferências bancárias e comprovantes teriam reforçado a suspeita de participação da influenciadora no esquema milionário.

Os investigadores afirmam ainda que identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pela influenciadora, principalmente a partir de 2022.

Além de Deolane, a operação teve como alvo Marcos Herbas Camacho, o “Marcola” apontado como líder do PCC, e seu irmão, Alejandro Camacho, ambos já presos. Segundo o Ministério Público, os dois devem responder também por participação no esquema investigado. “Marcola certamente vai sofrer uma condenação nesse caso”, afirmou um integrante da força-tarefa durante a coletiva.

A operação também possui alvos fora do país. Uma investigada identificada como Paloma está foragida na Espanha e é procurada pela Interpol. “Ela deve ser presa nas próximas horas”, afirmou a polícia.

Foto: Reprodução/Google Imagens


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