O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (24) para manter a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O julgamento ocorre no plenário virtual da Segunda Turma e analisa o referendo da decisão monocrática do ministro André Mendonça, relator do caso no âmbito da Operação Compliance Zero.
O placar chegou a 3 a 0 após o ministro Nunes Marques acompanhar o voto do relator. A votação segue aberta até as 23h59 desta sexta-feira. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito por motivo de foro íntimo e não participou da análise.
Fundamentação do voto
Em seu voto, André Mendonça afirmou que a liberdade de Paulo Henrique Costa representa risco à ordem pública e à instrução criminal. Segundo investigações da Polícia Federal, o ex-gestor teria negociado cerca de R$ 146 milhões em propinas com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Entenda o caso
Paulo Henrique Costa foi preso sob acusação de acelerar aquisições de carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB, mesmo diante de alertas de irregularidades. De acordo com o Ministério Público Federal, os valores ilícitos teriam sido repassados por meio de transações imobiliárias e esquemas de lavagem de dinheiro.
A defesa do ex-presidente do BRB — que recentemente trocou de equipe jurídica, indicando possível negociação de colaboração premiada — nega as acusações e classifica a prisão como “desnecessária e desproporcional”.
Com a decisão do STF, Paulo Henrique Costa permanece detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Foto: Divulgação/BRB
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