A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, nesta segunda-feira (23), a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após apontar risco à saúde e agravamento do quadro clínico. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, a PGR afirma que a manutenção do regime fechado “exacerba a vulnerabilidade” do ex-presidente e pode colocar sua vida em risco.
Segundo o documento, Bolsonaro apresenta multimorbidades graves, com possibilidade de novos episódios súbitos e severos de mal-estar.
A manifestação ocorre após a internação do ex-presidente no Hospital DF Star, onde foi diagnosticado com pneumonia bacteriana, broncopneumonia aspirativa e injúria renal aguda (IRA), conforme informações enviadas ao STF.
De acordo com o boletim médico mais recente, divulgado no domingo (22), Bolsonaro segue internado na UTI, sem previsão de alta. O estado de saúde é considerado estável, sem febre e sem intercorrências nas últimas 24 horas.
Ele permanece sob tratamento com antibióticos intravenosos, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.
Para a PGR, o quadro clínico exige cuidados que ultrapassam a capacidade do sistema prisional, o que reforça o pedido da defesa pela transferência para prisão domiciliar.
Moraes, que já havia negado um pedido anterior no início de março, deve analisar o novo parecer nos próximos dias.
Foto: Reprodução/Google Imagens
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