A insistência do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) em instalar a chamada CPI do Master na Câmara dos Deputados abriu uma frente de tensão direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o núcleo duro do Palácio do Planalto e com a cúpula do PT/DF.
A iniciativa de Rollemberg, que usa como justificativa a investigação de supostas irregularidades envolvendo operações ligadas ao empresário Vorcaro e ao BRB, com o objetivo de atingir o grupo Ibaneis/Celina, passou a ser vista por aliados de Lula como um gesto de enfrentamento em um momento considerado sensível para a base do governo no Congresso Nacional.
O Planalto precisou agir para impedir que a CPI do Master fosse instalada e contou com a atuação do ministro do STF, Cristiano Zanin, que rejeitou, no último dia 16, o pedido feito por Rollemberg para obrigar o presidente da Câmara a instalar o colegiado.
Nos bastidores do Congresso Nacional, interlocutores do governo avaliam que a CPI do Master pode gerar desdobramentos que atinjam o ambiente econômico e respinguem em Lula e na esquerda como um todo, ampliando o desgaste em um cenário já pressionado pelo ano eleitoral e pelo impacto do golpe aplicado por Vorcaro no mercado financeiro.
Incômodo no Planalto
A atitude de Rodrigo Rollemberg em coletar assinaturas pelos corredores do Congresso, constrangendo aliados do governo para viabilizar a CPI, incomodou integrantes da articulação política do governo Lula.
Embora não haja uma manifestação pública do presidente ou do Planalto contra o deputado, o desconforto é evidente nos bastidores. Mencionar o nome do ex-governador em reuniões virou sinônimo de irritação e indigestão entre aliados.
Interlocutores de Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o momento exige coesão da base e foco em pautas prioritárias, especialmente no campo econômico, e não sacanagens como a de Rollemberg que aumentem a tensão política em meio à efervescência das negociações de alianças.

Reação da base no DF
No Distrito Federal, onde o deputado carrega forte desgaste político e detém a alcunha de ‘o pior governador da história’, a iniciativa também provocou fissuras entre lideranças da esquerda, a ponto de estremecer a relação com setores do PT que historicamente caminharam ao seu lado.
Integrantes do PT local e de partidos aliados avaliam que Rollemberg ultrapassou o limite da prudência, já que uma CPI neste momento pode gerar desgaste desnecessário para Lula, para lideranças partidárias e para o próprio campo esquerdista no DF.
Diante da postura do parlamentar do PSB, o PT/DF começa a se distanciar dele e de seu grupo político. Se já havia dificuldades para unificar a esquerda para enfrentar adversários como o grupo Ibaneis/Celina, o cenário agora aponta para uma fragmentação que vai puxar todos para o buraco.
No campo das alianças, Rodrigo Rollemberg vai ter dificuldades para manter o apoio de Lula e do PT/DF, o que deve impactar diretamente o seu capital político e levá-lo à derrota nas urnas em outubro deste ano.
E olha que Lula e o PT o apoiaram durante a articulação para tirar o mandato de Gilvan Máximo no tapetão. Pode ser que Rollemberg esteja sofrendo de ‘amnésia política’ (típica de quem finge que não se lembra de nada quanto tem culpa no cartório), algo que, em Brasília, costuma ter um preço alto.
No caso do deputado, ele vai pagar ficando à deriva com Ricardo Cappelli e Cristovam Buarque, que se filiou recentemente ao PSB e resolveu embarcar na canoa furada de Rollemberg.
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