A tentativa de adversários da atual governadora do DF, Celina Leão, de colocá-la no epicentro do escândalo do Banco Master, com o objetivo de atingi-la politicamente por meio de matéria plantada no jornal O Globo, dando a entender que ela é uma das personagens da delação premiada do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que está preso por ter recebido imóveis milionários como propina de Daniel Vorcaro, não se sustenta.
Quem arquitetou a fake news e repassou as informações para publicação esqueceu de um detalhe crucial para que a então “notícia bomba” tivesse peso real: PH Costa era conhecido em Brasília por não atender parlamentares, políticos e autoridades do DF. Isso é fato.
Antes de ser afastado, o ex-presidente do BRB se reportava exclusivamente ao ex-governador Ibaneis Rocha e a mais ninguém. Nos bastidores, dizia-se que ele ainda reclamava por ser obrigado a atender o ex-chefe.
Ao longo de sua trajetória no BRB, Paulo Henrique Costa chegou de forma discreta. No primeiro mandato de Ibaneis Rocha, era o único entre os dirigentes de estatais e integrantes do governo com carta branca para agir como quisesse. Até que a mosca azul do poder o picou.
Aos poucos, PH Costa foi conquistando espaço e notoriedade, impulsionado pelo protagonismo do BRB como principal fonte de financiamento de programas sociais do GDF, além da concessão de crédito ao setor empresarial.
No meio dessa ascensão, o ex-presidente se empoderou a tal ponto que, ainda no primeiro mandato de Ibaneis, passou a bater portas na cara de parlamentares, políticos, secretários e dirigentes de estatais do GDF, entre eles, a atual governadora Celina Leão. Há relatos de secretários que aguardaram por mais de três horas e sequer foram atendidos.
Esse distanciamento entre PH Costa e os demais integrantes do grupo político, então liderado por Ibaneis e hoje sob o comando da “Leoa”, tornou-se evidente. As reclamações sobre sua postura autoritária e arrogante cresceram nos bastidores, e já se dava como certo que ele não seria mantido no cargo quando Celina assumisse o comando do GDF.
Não por acaso, a governadora publicou vídeo nas redes sociais afirmando que sua “preocupação com a delação de Paulo Henrique é zero”. Celina Leão sentiu na pele o comportamento de PH Costa tanto como deputada federal quanto como vice-governadora. Nas ocasiões em que assumia o GDF e convocava reuniões com a equipe, o então presidente do BRB simplesmente não aparecia e muito menos se justificava.
Paulo Henrique nunca atendeu a uma convocação de Celina Leão durante as vezes em que ela ocupou interinamente o Palácio do Buriti. Foi assim no período de afastamento de Ibaneis Rocha após o 8 de janeiro, e em diversas outras reuniões lideradas pela governadora em exercício.
As poucas vezes em que PH Costa esteve ao lado de Celina Leão em agendas públicas ocorreram apenas na ausência de Ibaneis e com o ex-dirigente ainda torcendo a cara para ela. Fora isso, a “Leoa” sequer era convidada para ações institucionais do BRB.
A relação entre eles ficou ainda mais estremecida quando Ibaneis Rocha sinalizou que Celina seria sua sucessora. Nos bastidores, Paulo Henrique vinha articulando, sobretudo junto a empresários influentes da capital, para ser o escolhido pelo governador para a disputa ao GDF, em detrimento da então vice-governadora.
O ex-presidente do BRB estava tão confiante que poderia reverter o cenário que se aliou a Daniel Vorcaro, de olho nos recursos milionários que o banqueiro do Master poderia aportar em seu projeto político. Não previu, porém, que a casa cairia antes da execução do plano.
Portanto, ainda que blogs financiados por Arruda, Gim, Vorcaro e por aliados do presidente Lula insistam na narrativa de que a delação de PH Costa comprometeria a trajetória da “Leoa”, o enredo não se sustenta. Trata-se de mais uma tentativa de reescrever os fatos, prática recorrente de grupos que sonham em retomar o controle do GDF e repetir velhos métodos que já levaram a capital para o fundo do poço.
Um detalhe final importantíssimo: o único com acesso irrestrito a Paulo Henrique Costa era Daniel Vorcaro que, assim como ele, também está preso.
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