O projeto de lei encaminhado pelo governo do Distrito Federal (GDF) à Câmara Legislativa do DF (CLDF), na última sexta-feira (20), pedindo autorização para aporte de capital no Banco de Brasília (BRB), não é apenas uma medida administrativa. Trata-se de uma decisão com impacto direto na economia do Distrito Federal.
Desde o primeiro mandato de Ibaneis Rocha, o Banco de Brasília deixou de ser apenas uma instituição financeira regional e passou a atuar como instrumento estratégico de desenvolvimento econômico do DF.
O banco ampliou crédito para o setor produtivo, fortaleceu empresas locais e se tornou peça central na execução de programas sociais do GDF.
BRB foi decisivo na pandemia
Durante a pandemia de covid-19, o BRB teve protagonismo no socorro a empresários e trabalhadores. A instituição abriu linhas de crédito emergenciais com condições especiais para evitar um colapso econômico na capital federal.
Somente para o setor produtivo foram destinados mais de R$ 3,5 bilhões, por meio dos programa Supera-DF e Acredita-DF, socorrendo mais de 11 mil empresas do DF.
Ao mesmo tempo, o BRB garantiu repasses de dividendos e lucros ao governo, assegurando o custeio de programas sociais voltados às famílias de baixa renda.
Esse histórico recente reforça o peso da decisão que agora está nas mãos dos distritais.
Aporte é exigência regulatória e condição para continuidade
Após os impactos do caso envolvendo o Banco Master, o BRB precisa recompor capital para manter sua atuação plena no mercado financeiro. Como acionista controlador, cabe ao GDF assegurar essa estabilidade institucional.
A aprovação do aporte permitirá ao banco cumprir o plano de recuperação apresentado ao Banco Central, órgão regulador do sistema financeiro. Sem essa autorização legislativa, o BRB pode enfrentar restrições operacionais, o que comprometeria tanto a oferta de crédito quanto os repasses que sustentam programas sociais do governo.
Economia do DF e programas sociais estão em jogo
O debate na CLDF não pode se resumir a embate político. A administração distrital depende diretamente dos dividendos do BRB para financiar políticas públicas.
Qualquer instabilidade no banco impacta empresas, empregos e milhares de famílias que dependem da rede de proteção social. De acordo com o BRB, mais de 340 mil famílias são assistidas pelos programas sociais que recebem recursos do banco público.
A responsabilidade dos distritais é objetiva: impedir que a economia do Distrito Federal entre em turbulência por cálculo eleitoral.
Ano eleitoral não pode paralisar decisão estratégica
Em ano eleitoral, é natural que a oposição intensifique críticas. O que não pode ocorrer é a instrumentalização de um tema econômico sensível para disputa política. O aporte de capital no BRB não é um favor ao governo, é medida estrutural para manter a engrenagem econômica do DF funcionando.
Não é momento de discursos para a plateia. É hora de responsabilidade fiscal, estabilidade financeira e compromisso com Brasília.
Foto: Divulgação/Ag. CLDF
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