Considerados partidos tradicionais, MDB, PSDB e PT perdem protagonismo na Câmara e no Senado

Parece que as coisas estão mudando no Congresso Nacional. Com a ascensão do grupo de Jair Bolsonaro (PSL) ao poder, os partidos MDB, PSDB e PT perderam espaço no comando das casas e deverá ficar de fora das grandes decisões políticas. Acostumados a ditar os rumos da política ao longo dos últimos 30 anos, os caciques desses três partidos terão que se contentar em ocupar cargos de menor expressão.

É a primeira vez desde a redemocratização que as três siglas, que concentram o maior número de filiados, ficam de fora dos postos de comando da Casa. As legendas tiveram de se contentar com vagas de suplência para que não ficassem totalmente alijadas do arranjo capitaneado por Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em outro lance, o PT ainda corre o risco de perder a liderança da minoria na Casa, por força de pressão de bloco encabeçado por PDT e PCdoB.

No Senado, o desenho final costurado por Davi Alcolumbre (DEM-AP) ajudou a atenuar a perda de espaço do PSDB, que conquistou a 1.ª vice-presidência. O MDB, que mirava a presidência com Renan Calheiros, acabou ficando com uma das secretarias. Já o PT perdeu a 1.ª secretaria e passou a ter a 3.ª suplência da Mesa.

Cabe à Mesa Diretora dirigir os trabalhos legislativos. Esses cargos também concentram poderes como examinar ressarcimentos de despesas médicas, pedidos de passagens áreas e emissão de passaportes diplomáticos. Além de conferir prestígio, são vagas importantes para os partidos tendo em vista os cargos de assessoria a que têm direito.

O ocaso de PT, MDB e PSDB na Câmara é visto como reflexo do desempenho que tiveram nas urnas e de erros de estratégia após a eleição, segundo parlamentares ouvidos pelo “Estado”. “Novas forças políticas emergiram. Estamos na Legislatura do ‘se vira nos trinta’, diversas bancadas com cerca de 30 deputados. Isso alterou também o peso de cada partido na hora da negociação”, diz Marcos Pereira (PRB-SP), deputado em primeiro mandato e que foi eleito 1.º vice-presidente da Câmara.

Vamos acompanhar para saber como irão se comportar os defensores da velha política.

Matéria adaptada da Agência Estadão Conteúdo

Foto: Google Imagens

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