• 4 de março de 2026

Base governista resiste a sabotagem e aprova socorro emergencial ao BRB na CLDF

A tentativa dos deputados distritais de oposição e de pseudo-aliados do governo Ibaneis Rocha de sabotar a votação do PL nº 2.175/2026, encaminhado pelo Executivo à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que viabiliza a capitalização do BRB diante do golpe sofrido pelo Banco Master, na tarde de terça-feira (3), fracassou diante da união da base aliada.

O processo de votação e deliberação durou cerca de cinco horas. Distritais da esquerda e alguns parlamentares da direita esbravejaram na tribuna com narrativas que buscavam impedir a apreciação da matéria. No fim do debate, porém, o projeto foi aprovado por 14 votos favoráveis e 10 contrários.

Capitalização do BRB garante continuidade operacional

A aprovação do PL era considerada essencial para que o BRB continue operando no mercado financeiro e assegurando a manutenção de programas sociais do Distrito Federal, além de outros serviços prestados à população — como o sistema de bilhetagem automática do transporte público, gerido pelo banco, que pôs fim à máfia dos vales na capital federal.

O projeto de lei prevê uma série de medidas para o aporte na instituição financeira estatal, incluindo a possibilidade de contratação de empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e a utilização de nove imóveis públicos como parte da estratégia de capitalização.

Com a aprovação, o BRB poderá concentrar esforços na execução do plano de recuperação apresentado ao Banco Central, etapa considerada decisiva para a estabilidade da instituição.

União da base e recado político em ano eleitoral

Nos bastidores, havia forte especulação sobre a fidelidade da base aliada do governo Ibaneis — ainda mais em ano eleitoral e às vésperas do fechamento de acordos e alianças para a campanha.

A demonstração de lealdade dos 14 distritais que votaram a favor do PL ao grupo Ibaneis-Celina também é apresentada como gesto de comprometimento com a população do DF, especialmente com o setor produtivo, que depende das linhas de crédito do BRB, e com as famílias de baixa renda, beneficiadas por programas sociais custeados com lucros e dividendos da instituição.

Já os distritais Rogério Morro da Cruz (PRD), João Cardoso (Avante) e Thiago Manzoni (PL), que se rebelaram e optaram por apoiar a esquerda, passam a ser considerados traidores do governo e, na avaliação da base, também do povo.

Do lado da oposição, os parlamentares cumpriram o papel de jogar para a plateia e encenar diante das câmeras. Fica evidente que o objetivo central dos esquerdistas é atingir a atual administração, sem medir as consequências futuras para a economia do Distrito Federal e sua população. O mantra permanece: atacar Ibaneis e Celina.

Apoio dos servidores

A sessão ainda contou com a presença de servidores do BRB que ocuparam a galeria do plenário pedindo a aprovação do PL. Recentemente, a oposição chegou a disseminar a notícia falsa de que o banco seria federalizado. No entanto, a informação foi desmentida pelo governo federal.

A proposta segue agora para sanção do governador Ibaneis Rocha. O PL teve sete emendas acatadas, que poderão ser sancionadas ou vetadas pelo chefe do Executivo.

Veja como ficou o resultado final da votação:

Foto: Divulgação/Ag. CLDF


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