• 21 de julho de 2019

Prefeitura de Valparaíso de Goiás se recusa a emitir licença ambiental para instituição que recolhe lixo eletrônico

O mundo digital cresce tão rápido que um equipamento eletrônico assim que é lançado no mercado logo surge outro para superá-lo. Diante disso, é cada vez mais crescente e preocupante a quantidade de lixo eletrônico que se produz em todo o planeta. Porém, esse lixo nem sempre é descartado de maneira adequada. Eis que a organização Programando o Futuro idealizou o projeto Estação Metarreciclagem, que visa coletar e reciclar lixo eletrônico. Entretanto, a instituição que funciona na cidade de Valparaíso de Goiás deve encerrar as suas atividades nos próximos dias.

Prefeito de Valparaíso de Goiás, Pábio Mossoró.

A instituição está desde agosto de 2018 aguardando que a Prefeitura Municipal de Valparaíso de Goiás, sob o comando de Pábio Mossoró, emita a licença de operação do empreendimento que permita a continuidade do projeto. O prazo para a prefeitura emitir o documento já venceu e até o momento não se manifestou à respeito. O órgão por meio da assessoria do gabinete informou que não irá se manifestar.

A ausência do licenciamento ambiental fez com que o projeto perdesse 13 parcerias, entre elas cinco nacionais, devido a falta de amparo legal para os parceiros que há anos apoiavam o projeto. Atualmente, outras cinco parcerias poderão ser finalizadas, o que irá inviabilizar em definitivo a continuidade dos trabalhos do projeto.

Com o encerramento das atividades, cerca de 30 trabalhadores serão demitidos, além de interromper o processo de capacitação profissionalizante que anualmente beneficia quase 700 pessoas.

PROJETO REFERÊNCIA

A Estação de Metarreciclagem é um dos mais importantes projetos para tratamento de lixo eletrônico do mundo e existe há 15 anos, principalmente por sua capacidade de aliar a formação profissionalizante de jovens e adultos, com o reúso de computadores que são doados para inúmeras cidades do Brasil, e também por dar destino ambientalmente correto para toneladas e mais toneladas de lixo eletrônico. Tudo isso realizado pela Organização da Sociedade Civil Programando o Futuro.

O projeto obteve o reconhecimento da ONU e também é certificado como uma tecnologia social, tendo toda a sua estrutura operacional aberta para a sociedade poder replicar em qualquer local.

IMPACTO SOCIAL

Desde sua implantação em Valparaíso de Goiás o projeto já gerou mais de 200 empregos, promoveu a capacitação a mais de 3 mil alunos e também estágio remunerado a 240 ex-alunos. Nesse período, 6,5 mil computadores foram doados. Aproximadamente 2,5 mil toneladas de lixo eletrônico deixaram de ir para os mananciais, o equivale a quase 200 carretas.

Da Redação

Foto: Google Imagens

expressaobrasiliense

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